FAZER LOGINMilena— Meu filho.— Papai.Pego ele e o levanto.— O nome dele é Heitor.— Heitor...Lágrimas escapam dos meus olhos.Sinto um amor enorme tomar conta de todo o meu coração.— Eu te amo... Meu menino, o papai está aqui.Ele fica me encarando.O devolvo para meus braços.Beijo seu rosto.— Papai, papai.— Eu tô aqui, meu filho.Se eu fui triste, não me lembro.Um homem sem família não é ninguém.— Ele é a sua cara, Adriano! O nariz e os olhos. Ele só herdou os meus cabelos e a marca.Olho para a Milena com uma mistura de felicidade, amor e raiva.Ela não podia ter escondido o meu filho. Não podia.Ela não fez ele sozinha.— Mãe, fica com o Heitor, eu preciso conversar com a Milena.— Claro, vamos para o jardim — diz e se afasta com o Heitor nos braços.— Bom, eu já vi que o Heitor está seguro, já estou indo, tenho que fazer o jantar dos meus netos — diz Maria.— Obrigada por tudo, Maria. Eu vou levar o Heitor para te visitar sempre — diz Milena, se despedindo da amiga.Quando já esta
Sônia— Você é muito incompetente! Eu não deveria te dar nada. Era para você seduzir a puta.— Eu estava conseguindo, mas o Sr. Torres não gostou e quase me mata. Gostosa, ela é amante dele, né? Deve ser a favorita, porque o homem me olhou de um jeito sinistro. Se olhar pudesse matar, eu já estava debaixo do chão.Pego um vaso chinês caríssimo e jogo na direção do infeliz.Mas ele desvia.— Cala esse esgoto que você chama de boca! O Adriano é meu homem, só meu. Aquela vadia está tentando roubá-lo de mim. Mas ela não vai conseguir. Vou cortar as duas pernas e os braços dela e colocá-la em uma prateleira, e todo dia vou cuspir na cara imunda dela! — digo, sentindo a raiva tomar conta de cada parte do meu ser.— Calma, gostosa, você tá muito nervosa. Se o seu homem não está dando conta, eu posso...Dou três tapas na face dele e cuspo.— Tire suas mãos fedorentas de cima de mim! O dinheiro já tá na sua conta. Desapareça e nem pense em abrir a boca.O infeliz olha no celular e sorri.— Ess
MilenaDia seguinteEu aceitei ser escrava do Adriano. Ele acha que quer só me humilhar, mas sei o verdadeiro motivo: ele me ama!Seu olhar o entrega. Quem despreza uma pessoa não fica afetado com a presença dela. É como dizem: o ódio e o amor caminham um ao lado do outro.O uniforme de copeira é idêntico ao uniforme de empregada.Meu chefe manda mensagem me chamando.Levo o café e os biscoitos que ele pediu.Ele prova o café e faz uma careta.— Esse café tá morno. Eu gosto de café quente, pegando fogo — diz, me lançando um olhar por todo o meu corpo.Um calor sobe pela minha espinha. Mordo o lábio inferior.Sinto tanta falta de estar nos braços dele.— E esses biscoitos são horríveis. Traga um sanduíche natural e um café bem quente... Vamos, se mexa.Ele estala os dedos.— Claro, senhor tirano. Eu vou trazer outro café. Prefere com saliva ou com veneno de rato? — digo, com deboche.— Não me provoca, Milena. Eu posso te destruir.Vou até ele e me sento em seu colo.— Então me destrua,
MilenaManhãLimpo a boca do Heitor suja de banana e continuo a dar a banana amassada com aveia.Ele come com gosto e tenta pegar a colher para comer sozinho.— Nem pensar, você vai se sujar. Esqueceu que nós vamos dar uma voltinha pelo bairro?— Da, da, da, da!Sorrio e não deixo ele pegar a colher.Eu coloquei uma roupa muito fofa nele.Ele parece um marinheiro.— Milena, tem uma mulher te procurando — diz Maria, entrando.— Qual o nome dela?— Sônia. Ela falou que é sua amiga, mas não acreditei nela.A desgraçada me achou.— Maria, leva o Heitor para a sua casa. Essa mulher não pode ver ele.— Quem é essa mulher? O que tá acontecendo? Quer que eu chame a polícia?— Não... Por favor, faz o que tô pedindo.Ela não pergunta mais nada e leva meu filho com ela.Está na hora de enfrentar essa cobra.Me transfiro para fora e encaro a vadia.Ela tá usando um vestido preto justo.Sônia continua sendo bonita: o corpo é magro e perfeito, os cabelos negros curtos são bem cuidados e a pele não
MilenaApós uma hora, meu bumbum tá doendo de ficar sentada na calçada. Levanto e fico de pé.Quando já estou desistindo, ele surge todo lindo em seu terno caro feito sob medida, falando no celular com alguém.Vou ao encontro dele e chamo sua atenção:— Adriano.Quando ouve minha voz, ele encerra a ligação e fica me olhando por bons minutos. Vejo um pingo de alegria em seus olhos, mas logo eles são tomados pela chama do ódio.— O que você quer? Por que voltou, sua ordinária?Suas palavras cortam o meu coração.A reação dele é totalmente compreensível.Mas, mesmo assim, dói muito ser tratada de forma tão fria.— Eu voltei por você.Ele passa as mãos no cabelo, nervoso, e solta uma risada amarga.— Correção: você voltou pelo meu dinheiro. Onde está o seu namorado? Já te deu um pé na bunda, aceitei?— Eu não tenho nada com o Jefferson, eu inventei tudo. Podemos conversar no seu apartamento?— Milena, eu não sou mais aquele otário que você fazia de gato e sapato. Agora sou um homem de ver
Adriano 12:48 da tarde Assim que coloco os pés na casa de Eva e de Danilo, sinto um aroma delicioso de comida caseira. Eva, que está ajudando uma empregada a arrumar a mesa para o almoço, vem ao meu encontro: — Que milagre ter aceitado o nosso convite, mocinho. Desde que se interessou por aquela cascavel, virou outra pessoa, nem parece o meu amigo fofo. Contenho a vontade de revirar os olhos. — Titio... Diana surge nos braços do pai. Ele a coloca no chão e ela agarra a minha perna. — Olá, princesinha! Como você está? — Tô com saudade. Não gosta mais de mim, titio? Meu coração se derrete como picolé no sol. Eu amo crianças, o meu maior sonho era ser pai. — É claro que eu gosto de você, princesa. O tio anda muito ocupado, mas eu prometo que eu, você, o seu pai e a sua mãe vamos fazer um passeio. Ela dá pulinhos. — Oba! Quero ir pra praia! Sorrio e faço um carinho nos cabelos loiros dela. — Só espero que a sua noiva não vá fala Eva. — Eva... digo. D







