Mag-log inEle realmente conseguiu.Um traço de ironia passou pelos olhos de Clarice, e ela assentiu em silêncio.— Tudo bem, eu acredito em você.Assim que terminou de falar, uma voz suave soou de repente em seus ouvidos.— Álvaro, você está gostando daqui?Clarice e Euzébio se viraram ao mesmo tempo e viram a criança que, de manhã, se recusara a acompanhá-los ao Oceanário e havia fugido escondida; agora, ela caminhava até eles guiada por Florinda.Os dois conversavam e riam, parecendo se dar muito bem.Euzébio apertou a mão de Clarice, sem esperar ver essa cena.Ele logo franziu a testa em descontentamento e foi direto até lá.Clarice tentou soltar a mão, mas Euzébio não permitiu.Eles pararam na frente de Florinda e da criança.Encarando o olhar frio dele, Florinda hesitou e apressou-se em proteger a criança atrás de si.Ela se adiantou para explicar: — Você entendeu mal, não é o que estão pensando, na verdade eu...— Eu não deixei você falar.Euzébio a interrompeu diretamente, encarando Álvar
Euzébio se sentiu um pouco decepcionado e a levou para o carro.Desta vez, Euzébio queria que a família de três se divertisse, e sem a criança, parecia que não estava completo.Ele pegou no volante e levou Clarice ao Oceanário.Havia muita gente entrando e saindo do Oceanário. Durante o tempo todo, Euzébio ficou protegendo Clarice com cuidado, bloqueando os outros para que não esbarrassem nela.Embora houvesse muitas pessoas, Clarice não esbarrou em ninguém, mas os braços de Euzébio que a protegiam eram atingidos com frequência.Euzébio não demonstrou a menor impaciência nem reclamou. Sempre que passavam por algum lugar, ele perguntava a Clarice se ela estava curiosa com os animais marinhos, e se achava interessante.Clarice chegou a sentir que Euzébio a agradava de forma cautelosa e a tratava como uma criança.Ela não estava acostumada com toda aquela gentileza e cuidado extremos de Euzébio. Ela sempre achou que ele não fazia essas coisas de coração, mas apenas para acalmá-la e evitar
Euzébio hesitou por um momento, e havia uma injustiça inexplicável em seu tom: — Não posso ficar e dormir com você?Clarice olhou para ele em silêncio e não disse nada.Euzébio entendeu imediatamente o que ela queria dizer e soltou a mão dela, decepcionado.— Descanse bem. Não vou mais te incomodar.Ele apertou os lábios, virou-se e saiu em silêncio.Depois que ele foi embora, Clarice soltou a respiração lentamente e fechou os olhos, pensando nos seus próximos planos.Ela esperava conseguir escapar sem problemas quando chegasse a hora.E também esperava que Euzébio, nestes próximos dias, pudesse descobrir o que ela tinha deixado para ele no escritório.Não tinha problema. Não faria diferença se ele não descobrisse agora.Quando ela desaparecesse completamente, Euzébio um dia saberia por que ela tinha ido embora.Ao acordar na manhã seguinte, Clarice sentiu que havia alguém ao seu lado antes mesmo de abrir os olhos.Ela se assustou um pouco. Virou a cabeça e viu Euzébio segurando um liv
Clarice sentiu uma onda de aversão.Ela absolutamente não permitiria que isso acontecesse. Precisava sair em silêncio e desaparecer para sempre do mundo de Euzébio e da criança!Euzébio nem sonharia em vê-la pela última vez, ou em dizer uma única palavra.Ele não queria abrir o jogo, fazê-la ceder o lugar sozinha e trazer Florinda de volta abertamente?Não, ela nunca daria essa chance a Euzébio!O ódio explodiu nos olhos de Clarice.Depois de explicar o favor que queria de Fausto, ela desligou o telefone.Nesse mesmo momento, Euzébio abriu a porta e entrou.Antes que Clarice pudesse se virar, Euzébio a abraçou por inteiro.Ela franziu a testa: — Sai.Euzébio apoiou o queixo no ombro dela, beijou o lóbulo da sua orelha e disse baixinho: — Eu ouvi você falando e soube que ainda não estava dormindo. Estava ligando para quem? Tão tarde.Clarice segurou o celular com força e o empurrou com toda a sua energia.— Era o Fausto...Antes que ela terminasse de falar, Euzébio a abraçou de novo, pe
A porta do quarto dela, pelo menos, não estava trancada.A mansão inteira tinha mordomo e empregados, e lá fora havia um motorista e dois guarda-costas na porta.Sair dali seria quase impossível.Clarice também não tinha a intenção de lutar. Ela só pensava em como se livrar daquela situação o mais rápido possível.Ela se virou, desceu as escadas e foi para a sala procurar água para beber.Depois de ser trazida à força por Euzébio, todos os seus remédios tinham ficado no hospital.Sem os remédios para estabilizar a doença, a situação dela ficaria cada vez pior.Parecia que ela precisava encontrar um jeito de recuperar os remédios.Clarice estava pensativa. Ela abriu a tampa do copo e ouviu um som fraco vindo do andar de cima.Ela levantou a cabeça.A porta do escritório no segundo andar estava encostada. A luz lá dentro era fraca, obviamente apenas a luminária da mesa estava acesa.Por isso, sem olhar com atenção, não dava para notar que havia alguém lá dentro.Clarice parou, e ouviu a
Euzébio não se atreveu a dizer mais nada que deixasse Clarice chateada.— Tudo bem, então descanse no quarto por enquanto. Eu vou sair para não te incomodar.Ele olhou para Clarice novamente e, vendo que não havia qualquer resposta, saiu bastante desapontado.Assim que Euzébio foi para o lado de fora, a empregada deu um passo à frente, olhando para ele com cautela.— Senhor, a senhora parece estar muito fraca. Não chamar um especialista para examiná-la não é o ideal, certo? Eu até fui me informar. Normalmente, pessoas que não estão gravemente doentes, ou que não precisam de repouso absoluto para se recuperar, não têm permissão para usar aquele quarto de hospital.Ao escutar aquilo, Euzébio massageou a testa, irritado.Ele disse com frieza: — Naturalmente, vou investigar essas coisas. Como ela não quer ver um médico agora, então não traga os especialistas. Vamos esperar dois dias para falar disso.De qualquer maneira, ela estava ali, não iria fugir.Um toque de hostilidade surgiu nos ol
Pensando nisso, a frieza nos olhos de Clarice se intensificou. Sem perceber, ficou exausta e adormeceu.Logo, a porta do quarto se abriu.Uma enfermeira usando máscara entrou.Ela se aproximou de Clarice, trocou o copo de água, limpou os cacos no chão e, por fim, tirou um comprimido do bolso. Depois
— Sr. Euzébio, você não vai parar com isso?A voz de Nicanor soou no corredor.Clarice massageou a testa.Ela havia avisado Nicanor para não aparecer nesse momento, para evitar um conflito com Euzébio. Porém, Nicanor apareceu mesmo assim.— Estou falando com a minha esposa, isso não te diz respeito.
— Euzébio, eu nunca mais quero te ver.Clarice abriu a porta do quarto do hospital e saiu sem olhar para trás.Euzébio saiu da cama na mesma hora, sem entender o que ela havia visto para ter aquela reação. Quando parou em frente à janela de vidro, ficou perplexo.Na lateral do seu colarinho, havia u
Clarice foi pega de surpresa e caiu em cima de Euzébio.Euzébio a abraçou com força, quase a esmagando contra o peito, abaixando a cabeça para esfregar o queixo no topo da cabeça dela.— Clarice, você finalmente apareceu...A voz dele estava cheia de apego.A expressão de Clarice esfriou. Ela tentou