Clarice caiu na cama macia e, antes que pudesse empurrar Euzébio, foi envolvida por aquele abraço com cheiro de madeira envelhecida.Era o perfume masculino de que ela mais gostava.Ela comentara casualmente que gostava desse cheiro, e Euzébio o usara por sete anos.Se fosse há dois dias, Clarice jamais acreditaria, nem se a matassem, que seu casamento era falso e que Euzébio não a amava.Mas agora...— Calma, relaxe um pouco.A voz de Euzébio era suave, e ele segurou a mão de Clarice com força.Com as palmas coladas, ele aproximou-se do pescoço de Clarice, deixando uma trilha de beijos.Até que a mão de Euzébio, com uma temperatura ardente, tocou as costas de Clarice.Clarice estremeceu, recobrou os sentidos bruscamente e empurrou Euzébio com força.Ela sentou-se, segurando a dor no coração:— Não estou me sentindo bem, não quero fazer isso.Dito isso, ela levantou-se e saiu, batendo a porta do quarto.Euzébio franziu a testa, olhando para a porta fechada, imerso em pensamentos....C
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