FAZER LOGINTÂNIA ESTAVA EM FRENTE às lápides de seu avô e seus pais e disse:
— Será que algum dia vamos reencontrá-los, vovó?
— Espero que demore muito, querida.
Tânia, um pouco a contragosto sorriu, ela percebeu que ao lado da sua avó se sentia mais confiante.
— Não sei o que faria sem você.
Genara abraçou a neta.
— Deus iria dar um jeito de cuidar de você na minha ausência, meu anjo, nunca se preocupe além do que é necessário, para cada dia cabe o seu próprio mal.
— Espero que demore muito para isso acontecer.
Genara riu porque a neta a repetiu.
— Eu também, querida, vamos ser muito felizes juntas.
Um homem de terno e gravata chegou perto delas.
— Senhora Veronese?
— Sou eu.
— Vim trazer esta carta.
Genara a abriu e o que era esperado aconteceu, a empresa estava literalmente falida e os credores estavam liquidando a dívida exigindo seus bens.
— Tem ideia de quando será a audiência?
— A audiência já foi, deram causa à revelia contra a senhora.
Ela assentiu parecendo não se importar muito com aquilo.
Então fizeram exatamente como imaginei, mas ainda tenho bastante tempo e dinheiro para sumir daqui.
— Estará tudo bem, querida, não precisa se preocupar com nada.
A menina assentiu.
Genara se virou para o rapaz e disse:
— Muito obrigada, avise o juiz que terá nossa total cooperação em sair dos imóveis.
Ele fez uma leve reverência e saiu.
— Aconteceu alguma coisa, vovó?
— Um pequeno probleminha, mas irei resolver, tudo bem?
GENARA FOI ATÉ O QUARTO, pegou algumas malas, abriu o cofre, pegou todo o dinheiro guardado, todas as joias e alguns títulos, fez o mesmo com as coisas de Tânia.
Está na hora de começarmos a segunda fase do plano...
— Está pronta para conhecer o seu passado, querida?
— Como assim, vovó?
— Vamos para a Itália, no caminho te conto a incrível história da nossa família...
— A senhora está falando sério que iremos viajar?
— Depois de tudo o que passamos, merecemos longas férias em família... só eu, você e esse mundo inteiro para conhecer.
Tânia não se lembra de ter vivido um dia tão feliz como aquele, mesmo sem elas saberem que estavam indo a um destino fatal.
IGUALMENTE AO LIVRO “O sorriso de Cíntia Donnaville”, este livro surgiu de uma ideia absurda que veio em uma talagada só, uma amiga, Tânia postou uma foto com um lenço azul amarrado ao pescoço e até então nada daquilo havia me chamado a atenção, mas como se tivesse recebido uma marretada na cabeça, a ideia veio...A menina do lenço azul...Essa era a primeira ideia de um título, contei a ela, que inicialmente gostou, mas achou que tudo fazia parte de alguma brincadeira, o que não é o meu caso, se eu simplesmente vislumbrar uma ideia, com certeza a colocarei para frente sem pestanejar, e assim sucedeu.Em sua maioria, os personagens são inspirados em pessoas reais, Marcel um Guitarrista, amigo em minha adolescência, Gleide, uma amiga do Rio de Janeiro, com uma personalidade forte e que vence tudo e todos dia-a-d
Tânia Copelli continuou a ser conhecida no mundo todo como a mulher que revolucionou a moda, ela se casou novamente e foi avó de muitos netos, abriu uma fundação com o mesmo nome de sua grife e ajudou a muitas crianças carentes, abrindo oportunidades em seus ateliês no mundo todo.JANICE, AO CONTRÁRIO DA MÃE, seguiu a carreira militar, sendo uma oficial altamente condecorada igual ao pai, lutou em diversas batalhas, como o Vietnã e no Golfo, quando se aposentou, seguiu na carreira política, chegando ao Senado dos Estados Unidos e sendo cotada a ser a primeira mulher a disputar para a Presidência dos Estados Unidos, perdendo nas eleições primárias duas vezes seguidas.THEODORE seguiu a carreira de cineasta de filmes eróticos parisienses, um dos primeiros a seguir aquele ramo, ganhando fama mundial seguindo o sucesso de Deep Throat, do qual er
Tânia fechou os olhos e por um instante o tempo começou a passar em câmera lenta, então, ouviu o barulho oco do corpo sem vida de Marcel cair no chão e a voz de Greg.— Ainda bem que chegamos a tempo.— GREG!!! – Ela jamais imaginou que ficaria tão feliz em vez alguém na vida quanto ele – Nunca achei que ficaria tão feliz ao vê-lo novamente.— Ainda bem que meus instintos estavam certos em segui-la até aqui, sabia que uma hora esse miserável apareceria.— Mas...— Sei que deve estar pensando que ele era apenas o auxiliar de Gladys, mas era um miserável invejoso, matou Gael, o pai de Gladys, Jorge e agora queria te matar também.— Jorge está morto?— Infelizmente... ele foi sequestrado e torturado no dia do acidente.— Coitado do Jorge... era um excelente profissional.
Theodore entrou no escritório de sua mãe e olhou para o atelier, todos estavam tristes e o ambiente visivelmente sem vida.— Sua mãe era uma grande mulher.Theo olha para trás e viu Gabrielle, a secretária de sua mãe e a intermediária entre eles.— É o que todos dizem.— Isso aqui agora é tudo seu.— Isso aqui nunca será meu.Apesar de ser um rapaz que acabou de sair da adolescência, ela o percebeu muito adulto naquele instante.— Mas alguém terá que dar seguimento ao que ela construiu.Theo sorriu.— Parabéns, Gabi... é todo seu... só me mande relatórios semanais.— Para de brincadeira, Theo.— Você acha que eu iria brincar com uma coisa dessas, e outra, era o desejo da minha mãe.Theo abriu o cofre e mostrou o tes
Os médicos estavam correndo com as duas macas emparelhadas lado-a-lado, tudo estava turvo, as luzes se revezavam entre clarear e escurecer...— Tânia... disse quase num sussurro quando as camas pararam para iniciarem os procedimentos médicos.— Não fala nada...— Queria que você soubesse que foi uma extraordinária adversária... fico feliz em tê-la como minha rival.— Agora não é hora....— Nem nunca mais será...Gladys sorriu e por um instante, Tânia percebeu que era seu adeus.— RÁPIDO!!! – Gritou um dos médicos – perdemos os sinais vitais dela.Tudo o que Tânia ouviu foi sumindo... então ela adormeceu.AOS POUCOS, TÂNIA foi recobrando a consciência e, de repente, se lembrou de Gladys.— GLADYS!!! CADÊ A GLADYS???As
Theo estava passeando pelas ruas de Paris e sabia que seriam bem tranquilas devido à semana da moda em Milão, não haveriam madames desfilando pelas ruas, pois todas estariam por lá vendo as tendências para a próxima estação, então era apenas administrar seus negócios ilegais.— E aí, Theo, tudo bem? Meus sentimentos...— Tudo bem... porque meus sentimentos?— Você não ouviu o rádio e nem viu as capas de jornais?Ele negou com a cabeça e correu até a banca e viu estampado na primeira página a tragédia tripla... porém só uma delas lhe chamou a atenção...“MORRE A HEROÍNA PARISIENSE, GLADYS VIERMOND...”