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44. Sombras que sussurram

last update Data de publicação: 2026-02-14 04:43:19

A presença de Barbara mudou a energia da mansão mais rápido do que qualquer um poderia prever.

Nos primeiros dias, ela manteve uma postura discreta, quase frágil. Caminhava pelos corredores como alguém que ainda não sabia se tinha permissão para estar ali. Sorrisos suaves, voz baixa, olhar carregado de nostalgia. Para quem observava de fora, parecia apenas uma mulher tentando se reencontrar depois de perdas difíceis. Mas Melissa conhecia aquele tipo de silêncio. E desconfiava dele.

Naquela manh
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  • UMA BABÁ PARA OS GÊMEOS DO CEO   48. Uma segunda chance

    Logo os adultos também se serviram. O som do gelo batendo no vidro trouxe uma sensação simples, quase doméstica. Era um detalhe pequeno, mas fazia tudo parecer mais real. Melissa aproveitou o momento e puxou o namorado pela mão.— Certo, agora que todo mundo está oficialmente hidratado… — disse, teatral — acho que é hora das apresentações formais.Ela olhou para o rapaz ao seu lado, que parecia dividido entre o nervosismo e a vontade de impressionar.— Felliph, Dianna… esse é o Rafael.Rafael estendeu a mão para Felliph primeiro.— É um prazer finalmente conhecer você. Melissa fala muito do irmão… principalmente das histórias da infância.Felliph arqueou uma sobrancelha.— Espero que ela tenha escolhido as menos constrangedoras.— Não prometo nada — Melissa respondeu, rindo.Dianna cumprimentou Rafael com gentileza, percebendo o carinho sincero no jeito como ele olhava para Melissa.— Então… — Felliph começou, dando um gole no refresco — você é corajoso.Rafael piscou, confuso.— Coraj

  • UMA BABÁ PARA OS GÊMEOS DO CEO   47. A chegada de Melissa

    Sem perder tempo, Felliph entrou no carro e seguiu para a casa de campo. A estrada parecia diferente naquele dia. Mais clara. Mais aberta. O céu estava limpo, e o vento que entrava pela janela não trazia peso — trazia promessa.Talvez fosse apenas impressão. Ou talvez fosse porque, pela primeira vez em muito tempo, ele não estivesse fugindo de algo… mas indo em direção a alguém.Durante o trajeto, os pensamentos tentaram invadi-lo — lembranças, dúvidas, ecos das palavras de Barbara. Mas, naquele momento elas não tinham força suficiente para desviá-lo. Ele havia escolhido. E quando um homem escolhe com o coração inteiro, não há passado que o prenda.Ao chegar, o som das gargalhadas o alcançou antes mesmo de ele desligar o motor.As crianças corriam perto do lago, disputando quem jogava a pedra mais longe na água. Davi gritava regras inventadas, Daniel fingia ser juiz da competição, e os gêmeos pulavam como se o mundo fosse simples.Dianna estava um pouco afastada, sentada em um banco d

  • UMA BABÁ PARA OS GÊMEOS DO CEO   46. A escolha

    No dia seguinte, tudo aconteceu exatamente como Felliph havia planejado… e ainda assim nada parecia leve dentro dele.A mansão despertou em silêncio. Não era um silêncio comum de manhã cedo. Era um silêncio denso, como se as paredes soubessem que algo precisava terminar para que outra história pudesse começar.Felliph já estava de pé quando o sol ainda mal tocava os jardins. Caminhava pelo escritório com as mãos nos bolsos, organizando mentalmente cada passo do que faria. Não podia falhar. Não dessa vez.Chamou o motorista e falou com firmeza, mas sem dureza.— Quero que leve Dianna e as crianças direto para a casa de campo. Sem paradas. Eles precisam de ar… de paz.O motorista assentiu, percebendo que não era apenas uma viagem. Era proteção.Do outro lado do corredor, Dianna observava tudo em silêncio. O coração dela apertava a cada palavra, mas não questionou. Não porque fosse fraca. Mas porque confiava.Quando ele desligou, aproximou-se dela.— Eu preferia ir junto — confessou, a v

  • UMA BABÁ PARA OS GÊMEOS DO CEO   45. O amor que estava em jogo

    Ao anoitecer, Felliph chegou à mansão mais cedo do que de costume. O céu ainda guardava tons alaranjados, e a luz do entardecer atravessava as janelas altas da sala, pintando o chão de dourado. Por alguns segundos, ele ficou parado na porta, apenas observando.As crianças estavam espalhadas pelo tapete da sala. Os gêmeos riam alto, quase sem fôlego, enquanto Davi e Daniel discutiam as regras de um jogo inventado ali mesmo.— Não vale mudar a regra no meio da partida! — reclamou um dos gêmeos.— Vale sim, porque fui eu que criei o jogo! — retrucou Daniel, fingindo seriedade.A mistura de vozes, risadas e pequenas provocações encheu o peito de Felliph de uma emoção inesperada. Eles estavam juntos. Misturados. Sem divisões. Como se sempre tivesse sido assim. Aquilo parecia família. Parecia lar.Ele caminhou até eles devagar, ajoelhou-se no meio da bagunça organizada, bagunçou os cabelos dos filhos e beijou a testa de cada um.— Vocês estão conspirando contra mim? — brincou.— Sempre! — re

  • UMA BABÁ PARA OS GÊMEOS DO CEO   44. Sombras que sussurram

    A presença de Barbara mudou a energia da mansão mais rápido do que qualquer um poderia prever.Nos primeiros dias, ela manteve uma postura discreta, quase frágil. Caminhava pelos corredores como alguém que ainda não sabia se tinha permissão para estar ali. Sorrisos suaves, voz baixa, olhar carregado de nostalgia. Para quem observava de fora, parecia apenas uma mulher tentando se reencontrar depois de perdas difíceis. Mas Melissa conhecia aquele tipo de silêncio. E desconfiava dele.Naquela manhã, Dianna organizava as mochilas das crianças na mesa da cozinha enquanto conversava com Davi e Daniel sobre a prova que teriam na escola. Os gêmeos brincavam perto da porta, rindo alto.Barbara surgiu devagar, vestindo um robe elegante.— Bom dia… — disse, aproximando-se das crianças com naturalidade. — Nossa, como vocês cresceram…Os gêmeos a olharam curiosos.— Você é quem? — perguntou um deles.Ela sorriu, ajoelhando-se para ficar na altura deles.— Eu sou a tia Barbara… irmã da sua mamãe.A

  • UMA BABÁ PARA OS GÊMEOS DO CEO   43. A chegada de Barbara

    A semana havia passado em um ritmo silenciosamente feliz dentro da mansão. As rotinas estavam mais leves, as crianças voltaram a rir com facilidade, e Felliph — mesmo tentando manter a postura controlada — já não escondia completamente o quanto a presença de Dianna transformara o ambiente.Por isso, quando o som das rodas de uma mala ecoou pelo hall de entrada naquela tarde, ninguém estava preparado.Marta apareceu primeiro no corredor, visivelmente confusa.— Senhor… tem uma visita para o senhor.Felliph ergueu os olhos dos documentos que segurava. O tom da governanta não era comum. Ele se levantou, ajeitando a camisa, e caminhou até a entrada principal.E então a viu.Barbara.Parada diante da porta, segurando a alça de uma mala escura, os olhos cansados e o semblante carregado de algo que misturava dor e determinação. Por um segundo, o tempo pareceu se dobrar. O rosto dela — tão parecido com o da irmã falecida — atingiu Felliph como um golpe silencioso.Ele parou abruptamente.— …B

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