Mag-log inMeus queridos...Então, quero fazer um pedido: não sejam apenas leitores silenciosos. Participem, comentem, deixem seus corações, votem, compartilhem e recomendem minhas histórias! Uma autora não cresce sozinha. Ela cresce com o apoio daqueles que acreditam no seu trabalho. Cada comentário me motiva, cada coração fortalece minha caminhada e cada compartilhamento ajuda minhas histórias a chegarem a novos leitores. “A história pode nascer da imaginação de uma autora, mas é o carinho dos leitores que a faz conquistar o mundo.” ❤️
CAPÍTULO 226 SENSAÇÃO EXTRANHA ISABEL CARMONA Dois dias depois de receber alta do hospital, Tel me ligou. A conversa foi breve, fria e objetiva, como se ele estivesse fazendo questão de manter uma distância que, até pouco tempo atrás, não existia entre nós. Disse apenas que precisava de um tempo e que, quando retornasse da viagem, me explicaria tudo. Tentei perguntar o motivo daquele afastamento repentino, mas ele se esquivou, desviou do assunto e encerrou a conversa sem me dar qualquer explicação. E sequer perguntou pela criança. Aquilo me deixou inquieta. Justamente agora, quando eu começava a reconsiderar minhas decisões e, pela primeira vez, cogitava dar a nós dois uma nova oportunidade, Tel parecia estar recuando. Era como se, no momento em que eu finalmente estivesse disposta a baixar a guarda, ele tivesse decidido erguer um muro entre nós. Mas havia outra coisa que também me perturbava: minha mãe. Eu conhecia aquele olhar. Conhecia o silêncio calculado, as pausas prolo
CAPÍTULO 225 PARECIA REUNIR CORAGEM TELBOUDO MEDEUROS (TEL) Aproximei-me devagar, dando-lhe tempo para se afastar, mas ela permaneceu imóvel. Então, envolvi seu corpo em meus braços. — Melinda... Ela soltou um suspiro trêmulo, e senti seu corpo ceder por alguns segundos contra o meu. — Isso tudo é uma grande história, mas existe uma coisa que você precisa saber: eu não sou o pai daquela criança. E também não tenho absolutamente nada com Isabel. Melinda ergueu o rosto, afastando-se apenas o suficiente para me encarar. Havia confusão em seus olhos, como se estivesse tentando organizar as informações. — Como assim? Passei o polegar delicadamente por seu rosto, enxugando as lágrimas que ainda insistiam em cair. — Vem cá. Vamos conversar. Quero explicar tudo com calma. Depois, você decide se ainda quer ou não ficar comigo. Não vou obrigá-la a nada, mas eu preciso deixar as coisas claras entre nós dois. Ela me observou em silêncio. Soltei um suspiro e tentei aliviar u
CAPÍTULO 224 É Melhor Parar Por Aqui TEOBALDO MEDEIROS (TEL) Enfrentar os pais de Isabel e toda aquela junta médica de alto escalão havia sido, sem sombra de dúvida, o processo mais humilhante e desgastante da minha vida. Mas eu merecia. Confesso que merecia cada segundo daquela exposição. Nada foi fácil. Tive de bater de frente com diretores, engolir meu orgulho e expor feridas que preferia manter enterradas. Fui obrigado a encarar verdades que, durante muito tempo, tentei esconder até de mim mesmo. Ainda assim, não havia como voltar atrás. No fim, a decisão dos Carmona foi um golpe seco. Apesar da fúria e do ressentimento que os consumiam, eles preferiram enterrar aquela história de uma vez por todas. E eu sabia que aquilo só havia acontecido graças à mãe de Isabel. Porque, se dependesse do pai dela, eu estaria muito mais do que afundado. Eles queriam seguir em frente. Deixar aquela história sombria para trás e se libertar de tudo o que havia acontecido. Para eles, o preço de
CAPÍTULO 223 VENENO, CALCULADO. RICARDO GOUVEIA Eu sempre soube que Isabel não era uma mulher qualquer. Havia nela uma distinção rara, um magnetismo que eu finalmente conseguia decifrar: ela era uma Carmona legítima. Ver meu primo Ariel tentar esquecê-la de longe apenas confirmava o óbvio — uma mulher com aquela presença não se encontra em qualquer esquina. E eu, que não dou ponto sem nó, não pretendia desperdiçar a oportunidade perfeita para empurrá-lo ainda mais fundo no abismo. Especialmente depois das ameaças que ele me fez. Para que o plano funcionasse com precisão, eu contava com uma aliada à altura: Bianca Romão. Cega pela ambição e fissurada por status, Bianca era a peça ideal no meu tabuleiro. Eu sabia exatamente como manipulá-la e prendê-la aos meus planos mais sórdidos e ousados. - O visor do meu celular acendeu, cortando a penumbra do meu quarto. O nome dela piscava na tela. Deixei o aparelho vibrar uma, duas, três vezes. Sorri sozinho, saboreando a ansiedade que ce
Capítulo 222 UMA BOMBA NAS NOSSAS MÃOS CAIO BERTONE Testemunhar aquele momento entre Ariel e o filho foi algo avassalador. Havia uma força invisível, quase dolorosa, conectando os dois ali. No entanto, o dever médico e a realidade me obrigavam a intervir; eu precisava levar o recém-nascido de volta para a mãe. Olhei para Laura, sinalizando silenciosamente para que ela me apoiasse mais uma vez. Com uma delicadeza cirúrgica, ela pegou o bebê dos braços do irmão. Ariel permaneceu estático, com os olhos fixos no menino, como se estivesse gravando cada traço daquela criança na memória. — Mantenha a calma, Ariel. Isso vai se resolver logo — sussurrei para ele, tentando injetar alguma sensatez naquele turbilhão de emoções. Saimos da sala às pressas, conduzindo a criança de volta para Isabel. O clima no hospital era de pura eletricidade. Eu sabia, no íntimo, que estávamos pisando em um terreno minado e que precisávamos agir rápido para desatar aquele nó cego o quanto antes. Afinal,
CAPÍTULO 221 UM MOMENTO MEMORÁVEL ARIEL GOUVEIA — Então faça o melhor filho. Seja para ele o pai que ele merece ter. Mesmo que as coisas entre você e Isabel não foi do jeito que você planejou. Aquelas palavras me atingiram profundamente. Entreguei o pequeno aos braços do meu pai e fiquei observando enquanto ele o acomodava com todo o cuidado. Meu pai baixou os olhos, contemplando o neto, e um sorriso discreto surgiu em seu rosto. O nosso mais novo herdeiro Vivian. — Olhe só para isso... — murmurou. — Quanto eu esperava por isso tão cedo. Eu que nem esperava ter um neto tão cedo nos braços? Minha mãe se aproximou, emocionada, e tocou delicadamente a pequena mão do bebê. Eu respirei fundo já controlando o que eu ainda não tinha falado a eles, sobre a gravidez da Bianca. — Ele é lindo, meu querido! — exclamou a minha mãe, com os olhos marejados. — Parece um anjinho da vovó. Alguns sorrisos surgiram ao redor, trazendo uma alegria ainda maior no ambiente. Caio, que até então







