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Capítulo 02

Autor: Reademi
last update Data de publicação: 2025-03-02 23:43:57

Selene

Onde será que essa garota se meteu?

Já fazia, mais de uma hora que eu estava ligando para ela, e todas as chamadas davam sempre na caixa postal. Pela primeira vez na vida eu estava dando o meu máximo para ser pontual, e Alice resolve me fazer essa desfeita. 

Talvez ela esteja indecisa por conta da minha irmã. Donatella nunca foi uma grande fã da Alice.

Cheguei em sua casa e me deparei com um silencio assustador, e não havia nenhum sinal dela, em lugar nenhum. 

Será que ela passou mal novamente? 

Meu coração apertou com a possibilidade e subi as escadas apressada em direção ao seu quarto. Quem sabe ela desmaiou por isso não responde. Escutei gemidos vindo de seu quarto, e me arrependi por estar me preocupando em vão. 

— Mais forte por favor. 

fiz uma carreta enjoada. De todos os lugares onde e poderia estar, ficar escutando minha amiga transar não era um deles. 

— Vinícius. — súplicou manhosa.

Meus pés congelaram no mesmo lugar. Olhei para a porta sem reação.

As palavras da minha irmã acertam minha pele igual chicote. Engoli seco e senti  gosto da bile subindo.  EU estava alucinando. Não era real.

Ele é meu noivo e ela minha melhor amiga, não importa o quão miserável esse noivado seja, eu nunca se quer pensei em trai-lo.

— Porra Alice tão gostosa....Eu te amo. — Segurei meu estômago, controlando a ânsia.

Eu reconheceria avoz dele em qualquer lugar. E agora ele estava a alguns passos de mim, transando com a mulher que chamei de amiga desde os meus 5 anos.

Minha melhor amiga, chama-la de amiga paraceia algo distante. Estava me sentindo uma inútil com medo da verdade, com medo do que vem depois da verdade.

— Por que você continua noivo dela se me ama? — Alice perguntou.

A maçaneta queimava em minha mão.

— Se eu fizer isso perderei tudo. — A voz dele parecia carregada de desgosto. — Eu preciso me casar com aquela sem graça, assim posso sustentar você e o nosso bebê, meu amor.

Sem me aperceber girei a maçaneta lentamente, sem chamar atenção, o choro queimando em meus olhos, minha garganta fechando.

— Sinto pena dela. — Ela respondeu.

Assisti a cena atenciosamente, sentindo todo amor que eu tinha por aquela garota que por anos carregou o título de minha melhor amiga desabar, tudo que construímos juntas desmoronou. Eu deveria ter escutado minha irmã quando ela disse que Alice não era minha amiga, amigas de verdade não fodem com o noivo da outra.

— Porra. — Ele gemeu jogando a cabeça para trás e nossos olhares se cruzaram — Selene... o que você faz aqui tão cedo? — perguntou, surpreso saindo rapidamente de dentro dela, como se tivesse sido pego em flagrante.  Ele se deitou na cama e puxou o cobertor para si.

Alice puxa o cobertor para si cobrindo maior parte do seu corpo, como se eu já não tivesse visto nada, nós brincávamos juntas, tomávamos banhos juntas, eu contava tudo a ela, e eles nem tiveram a decência de me contar o que estava acontecendo, eles me fizeram de louca, estúpida, boba da Selene nunca descobriria nada. Selene á sem sal, a idiota, a palhaça que eles usaram.

— Selene querida, não é o que você pensando! — Levanto minha mão fazendo com que ele pare de falar, sua voz está me causando náuseas.

— Eu sei muito bem o que eu estou vendo Vinícius! — Sibilo áspera, me sentindo traída, pior eu fui corna, numa relação que não era minha — Eu te chamei de irmã, eu te ajudei enquanto você fodia com meu noivo, desculpa ex noivo. A quanto tempo vocês estão juntos?

Todas as nossas conversas pareciam um soco no estômago, todo esse tempo ela estava me falando de como estava apaixonada pelo meu noivo, de como transava com meu noivo. Ex noivo tenho que lembrar a mim mesma.

— Selene. — Ele tenta se levantar e corto suas investidas com um só olhar. — Por favor, não era para você descobrir assim, vamos conversar.

— A quanto tempo? — pergunto.

— A quase 3 anos, mas nós não queríamos magoar você Selene. — Ela responde me fazendo gargalhar. — Acredita em mim, somos amigas.

— Amigas não fazem o que você fez. Vocês me fizeram de estúpida, uma marionete. A Selene sem sal não foi digna nem de ser descartada, não é? A Selene sem sal é burra e manipulável.

— Você precisa se acalmar e esfriar a cabeça depois nós conversamos. — Vinícius fala como se fosse meu dono.

— Cala boca e vai se foder cara. Estou decepcionada com vocês, nunca deveria ter aceitado essa merda só porquê minha mãe queria.

— Selene espera, me perdoa. Ainda somos amigas.

— Amigas não escondem e fazem outra de palhaça, espero que seja feliz. Adeus. — Falo saindo daquele lugar, daquela casa.

Minha cabeça dói, só de lembrar de todas as vezes que ela falava do namorado, sempre que eu perguntava o nome ela dizia que preferia guardar segredo. Acho que mereço um Óscar pela minha estupidez, eu deveria estar feliz não é? Finalmente esse joguinho de noivos perfeitos acabou, mas não, eu estava transtornada, e não sabia como contar isso para minha mãe, ela irá me matar.

Encaro o capacete que eu havia levado para ela, o capacete que decoramos juntas, lembro dos nossos momentos, nossas aventuras e aquilo dói, jogo o capacete na calçada de sua casa e sigo caminho para festa da minha irmã. Não sinto raiva ou muito menos ódio a única coisa que estou sentindo é pena do fim da nossa amizade, eu realmente amava a nossa amizade e eles resolveram me trair. Se eles se amam podiam somente me contar a verdade eu entenderia. Nunca obrigaria alguém a me amar, muito menos a ficar comigo.

Se olharem nos meus olhos e me perguntarem porquê estou assim a resposta é simples. Decepção.

Assim que estaciono em frente ao hotel, me recomponho o melhor que consigo e forço o sorriso. Hoje não vai ter assombrações, minha mente ja está assombrada o suficiente. Passo pela recepção, por toda aquela burocracia de festa de gente rica e finalmente chego ao salão. O que você achou que seria, apenas uma simples festa o cara é podre de rico. E por falar em gente rica vejo minha mãe conversando com os pais de Domenico, Isabel e Victor Moretti.

— Boa noite. — Cumprimento á todos e minha mãe afasta uma cadeira para que eu me sente.

— Você está atrasada. — Dona Kátia diz mas posso ver em seus olhos que ela não gostou nem um pouco do meu atraso, respiro fundo ja sabendo da bronca que virá assim que chegar em casa.

— O atraso valeu a pena, você está linda querida! — Isabel diz e tento sorrir disfarçando tudo.

— Agradeço senhora Isabel, você também está linda. — Elogio a mulher que está conservada demais para a idade, nem parece que ela tem dois filhos com quase 30, bom o mais velho fara 30 a qualquer momento.

— Já falei para não me chamar de senhora, assim me sinto uma velha e agora somos família, você e sua irmã são como filhas para mim.

— Isso também serve para mim! — Victor diz.

— Você está com febre. — Minha mãe diz tocando em minha testa. — Andou chorando? — lança para mim com o olhar desconfiado — Cadê Alice e Vinícius?

— Eu tenho que falar com Donatella, ela está me chamando. — Minto desviando o assunto. — Vinícius tem coisas mais importantes a fazer. — Como foder minha amiga.

— Os filhos quando crescem não procuram muito a ajuda dos pais. — Isabel diz fazendo minha mãe concordar só de aparência, bem lá no fundo ela esta me dissecando com o olhar.

— Nesse caso seria nunca, Dionísio desde criança sempre foi assim, ele não precisou da nossa ajuda para muita coisa. — Victor e recebe um olhar mortal de sua esposa — Que foi mulher, porquê está me olhando assim, apenas estou sendo realista!

Acho que todos nós já ouvimos falar dele, do filho mais velho dos Moretti. Dionísio Moretti, pelo que sei, ele morra na Grécia e possuiu um vida social muito fechada, do tipo ele não possui uma, nem se quer uma foto dele na internet você encontra.

— É melhor eu ir logo. — Aviso fugindo de ficar presa em qualquer conversa que eles engatam.

— Querida, se por acaso você encontrar o Vinícius diga para ele vir falar comigo. — Minha mãe diz e sinto um bolo se formar em minha garganta.

Quero mais é que Vinícius se exploda, aquele monte de esterco que não serve nem para ser fertilizante.

— Direi se ele aparecer. — Não dou espaço para que ela responda e saio caminhando pela festa.

Um garçom passa por mim e pego duas taças de champanhe entornando tudo de uma vez, eu sou fraca para bebidas e se eu continuar não irei parar até que as lembranças desse dia se tornem simples lembranças.

— Vai com calma ragazza! — Nico diz e tira as taças da minha mão. — O que aconteceu, seus olhos estão vermelhos?

— Você andou chorando? — Donna toca em meu rosto preocupada e a vontade de desabafar foi maior porém guardei tudo dentro de mim. É como se uma super nova estivesse se formando dentro de mim esperando a sua explosão.

— Coloquei perfume nos olhos sem querer. — Tento pegar mais uma taça de champanhe e Nico mais uma vez tira a taça da minha mão.

— Selene eu te conheço e sei que algo aconteceu! — Donna diz.

— Beber feito uma condenada não te ajudará! — Nico diz. — Na verdade você nem deveria estar bebendo.

— Tomei só 4 taças de champanhe. Qual é gente, prometo que não deixarei me levar.

— Querida. — Donna me abraça e Domenico também se junta ao abraço e sem me aperceber estou derramando lágrimas silenciosas novamente — Não chore querida, me conte o que aconteceu?

— Nada de importante. — Limpo as lágrimas — Estou somente emocionada, em semanas minha irmã irá se casar.

— Vem eu te levo para casa, e lá você me conta tudo.

— Uma festa não funciona sem a noiva, você tem que aproveitar, não é todo dia que é nosso noivado.

— E você é minha irmã Selene.

— Estou bem vocês não precisam se procurar. Eu vou para casa, Nico tem razão, beber igual uma condenada não ajudará em nada.

— Amanhã você vai me contar o que está acontecendo?

— Prometo.

Deixo eles conversando e saio procurando por ar, um lugar em que eu possa respirar melhor. Inspiro profundamente o ar enchendo meus pulmões e os esvazio me sentindo na mesma, uma palhaça. Eles me fizeram andar em círculos por anos. Abraço meu corpo tentando me aquecer, a noite está bela e fresca e tá soprando um pouco, sinto algo quente e grande sendo colocado em meus ombros, me viro encarando o desconhecido estranhamente familiar, abraço seu casaco inalando seu cheiro.

— Você não deveria estar aqui fora, pode ficar gripada! — O homem diz como se estivesse me repreendendo.

Ele é lindo de tirar o fôlego, e sua voz faz minhas pernas tremerem, tudo nele grita á masculinidade e o cheiro de seu perfume me acalenta, aperto mais o paletó e encaro o homem curiosa. Ele é bem alto, deve ter quase 1,90, seu rosto definido e uma barba rasa, seus lábios rosas, mas sua característica mais marcante são seus olhos, eu tenho a leve impressão que ja vi esses olhos, verdes musgo, tão cristalinos, com uma força gravitacional que me faz querer olhar mais fundo em sua alma. De onde eu conheço ele?

— Quem te fez chorar cara mia? — Seu toque em meu rosto é mágico, calmante, fecho os olhos apreciando aquele momento completamente hipnotizada pela sua voz e seus olhos. Eu poderia passar a noite inteira olhando para ele.

Para início de conversa eu nem deveria estar falando com estranhos, muito menos deixando ele me tocar. Mas quando o estranho tem uma energia magnética que nem eu consigo explicar é como se me afastar fosse impossível.

— Eu... Eu...bem. — Merda, praguejo internamente e sorri feito uma boba, porquê estou gaguejando e me enrolando toda nas palavras — Estou bem, não precisa se preocupar.

— Você não está bem, disso eu sei. Não tirei meus olhos de você durante todo seu percurso. Você até esbarrou em mim a uns minutos atrás e nem se quer notou.

— Desculpa, você me é familiar, nós nos conhecemos? — Questiono olhando diretamente pros seus olhos, por que ele me parece estranhamente familiar. — Tenho a leve impressão que nós nos conhecemos. — Ele sorri.

— Por que você está triste piccola?

— Acho melhor eu ir. Agradeço por tudo principalmente pelo casaco! — Falo tirando o casaco porém ele me faz parar.

— Pode ficar com ele, se precisar conversar estou aqui.

— Estou tendo um dia de merda. — confesso — Só queria estar em casa, comendo e bebendo feito uma condenada até esquecer do meu próprio nome.

— Você confia em mim?

— Confiança é o mesmo que jogar as cegas. Eu nem te conheço, você pode ser um mafioso ou um maníaco que está planejando me sequestrar depois me obrigar a se casar e por fim te dar herdeiros!

— Você possui uma imaginação fértil mas se eu fosse um mafioso eu teria te sequestrado primeiro e conversando com você depois!

— Então você seria igual Massimo Torricelli?

Ele me encara surpreso e abre um pequeno sorriso mesmo que de longe e posso ver o quão lindo ele é. Selene para, para de olhar eu ele é lindo. um deus grego para ser exata, um homem esculpido de ébano, queria me ele me agarrasse agora e me beijasse. sexo com um desconhecido deve ser ótimo, sem responsabilidades no dia seguinte. Não é nenhum pecado cobiçar outro homem se não sou comprometida. Meu ex noivo cometeu a bonita proeza de brincar comigo e agora estou me lixando, não preciso mais esperar até o casamento que não irá mais acontecer. Vou só perder a virgindade com esse cara e acabou. Depois do chifre que levei acho que dignidade foi longe com o noivado.

— Não sou nenhum mafioso, você pode confiar em mim.

— Então vamos senhor desconhecido, vamos aproveitar a noite, apenas dóis desconhecidos, sem nomes, somente estranhos se divertindo.

O homem está hospedado no mesmo hotel em que está ocorrendo a festa e isso é bom pós se alguma coisa der por torto eu só tenho que sair correndo se eu conseguir me colocar em pé.

Bebi tanto e acabei contando a triste história de como levei um chifre do meu noivo com minha miga a horas atrás para um desconhecido e ele simplesmente ficou me ouvindo. Nunca na minha vida inteira joguei xadrez e não sei porquê aceitei um jogo que nunca experimentei e para apimentar as coisas eu disse que sempre que um de nós fizer um xeque mate o perdedor tira uma peça de roupa. Eu e a bebida somos inimigos no dia seguinte quando vejo o que fiz no dia anterior.

— Xeque mate fiore!

— Isso é batota você tem mais roupas que eu. — Murmuro vendo que somente apenas fiquei de roupa interior enquanto ele apenas perdeu a camisa e eu tenho a certeza de que ele me deixou ganhar por pena.

— Acho melhor pararmos por aqui! — diz olhando pro meu rosto, evitando ao máximo olhar pro meu corpo.

Posso não ser experiente na prática, mas, possuo anos de teoria e sei que ele me deseja, está nítido em seus olhos. Abro o fecho do sutiã e deixo ele deslizar pelos meus braços deixando meus seios a mostra. Ele olha para meus seios e o vejo tencionar a mandíbula. Isso me deseje como eu te desejo. Me levanto do outro sofá e vou me sentar em seu colo, montando nele. Suas mãos grandes e firmes seguram minha cintura com força me fazendo estremecer. Sinto uma protuberância em sua calça e rebolo e ele solta um grunhido fraco se contendo.

— O que você está fazendo Piccola? — Sua voz sai arrastada pelo desejo, pela forma que ele está duro eu sei o quão isso deve estar deixando ele maluco.

— Eu quero que você me foda, eu quero sentir você dentro de mim, foda-se meu ex noivo, minha mãe. Não tenha pena de mim me possua do jeito que você quiser. Eu te imploro, me fode igual uma prostituta.

Estou completamente ciente das minhas acções e eu preciso esquecer o que eu vi. Quero que as lembranças não passem somente de meras lembranças.

— Fiore, eu não posso fazer isso, por mais que eu queira. — Ele retira suas mãos da minha cintura. Beijo seu ombro, e passo as mãos arranhando seu abdômen, ele solta um gemido baixo rouco atiçando o fogo em mim.

— Eu quero sentir suas mãos por todo meu corpo, por favor me faça mulher. Use meu corpo, hoje serei sua. Sem nomes, sem compromisso, somente me faça sua por essa noite, eu necessito disso.

— Você possui uma boca muito suja, acho que vou ter que te ensinar a ter modos — Ele sorri consumido pela luxúria, finalmente se entregando, sua mão vai até meu pescoço apertando e puxando meu rosto para um beijo feroz, ele roça seu nariz por toda extensão do meu pescoço e rosna voltando a tomar meus lábios para ele. — Você é e sempre será minha Selene!

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Último capítulo

  • Um Bebê Para O Italiano    Epílogo

    A é a maneira que você me admiraM é para a única mulher que vejoO é muito, muito ótimoR é realmente mais do que você adorar a alguémAmor é tudo que eu posso te darAmor é mais do que um jogo para doisDois apaixonados podem fazê-loPegue meu coração, mas por favor, não o partaAmor foi feito para mim e para vocêFalei que o amor foi feito para mim e para vocêVocê sabe que o amor foi feito para mim e para você. — Michael Bublé: L.O.V.EDionísio Se a felicidade tivesse um nome, séria Selene, ela é a mulher mais incrível em todo mundo. As vezes fico sem palavras para expressar os meus sentimentos por ela, ela é tão vibrante e magnética e capaz de roubar toda minha atenção só para ela.Nos casamos no dia seguinte ao incidente da camisinha, foi um casamento simples e de ultima hora mas o mais perfeito que eu poderia pedir, mesmo que fossemos somente nós dóis em um dia chuvoso eu me casaria na mesma, não poderia esperar mas nem um segundo para chamá-la de min

  • Um Bebê Para O Italiano    Capítulo 45

    Selene Eu estava me engasgando em meu próprio sangue, sentia ele se esvaziando de mim, me incapacitando, eu tentava gritar. Gritar tanto mas ninguém me escutava. Eu nem sabia que lugar era aquele, mas eu estava sem meu filho e morrendo.Cadê meu filho eu continuava procurando mesmo ferrida, onde fica a saída? Todos os caminhos que eu pegava me levavam até eles." Você não pode fugir Selene " e eu fazia exatamente o mesmo, fugia para longe seguindo o choro de bebê, sem saber de onde ele vinha." Não se perguntou porquê você não morre? " Esbarro na mulher que vem atormentando meus sonhos ” talvez você já esteja morta? " Ignoro ela passando diretamente para frente escutando o som alto do choro do meu filho, me chamando. ” Meus pêsames minha filha." Olhei para o corpinho do meu bebê e eu não conseguia me conformar com aquilo.Era mentira! Era mentira! Era mentira.— Saia da minha cabeça! — Acordo num rompante assustada e suada com meu coração acelerado. Tento me acalmar vendo que estou

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    Dionísio Três malditas semanas e ela continua sem reagir, mesmo tendo saído da UTI, ela ainda permanece inconsciente. Eu passo todas manhãs com ela e nas noites vou para casa, cuidar do nosso filho como prometi a ela. Damiano é uma criança calma, mas as vezes ele chora que não se cansa, sei que ele sente saudades da mãe dele, meu filho somente se acalma quando coloco um vídeo da Selene para que ele possa escutar o doce som de sua voz e risada.Eu sento ao lado da cama dela, leio para ela, canto, conto pequenos detalhes do dia a dia e como eu sinto a falta dela. De como estou tentando ser forte o suficiente para não sucumbir novamente a escuridão pelo nosso filho, por ela. Por mais que eu finja que tudo está bem e vai ficar, ainda não me conformo com nada disso. As palavras duras que proferi a minha mãe e irmão, eu não estava em meu absoluto julgamento, eu nem sei quem eu era, mas eu disse. Disse coisas horríveis, e eles têm toda razão em me chamar de doente, eu sou doente, louco, p

  • Um Bebê Para O Italiano    Capítulo 43

    Dionísio Horas seguidas de horas, o desamparo tomando conta de todos os meus pensamentos, a tristeza e a negação me consumindo sem que eu possa fazer nada, nem se quer mover um dedo para fazer ela sair por aquela porta sorrindo para mim. Estou perdido, caindo cada vez mais na escuridão da minha própria existência, o que será de mim se ela desistir de lutar.Foram duas paradas cardiorrespiratórias, e tudo isso aconteceu bem diante dos meus olhos. Ela estava desistindo de lutar, desistindo de mim. Eu não me perdoaria se isso acontecer. Eu mal conseguiria olhar mais para qualquer coisa que me lembre dela. Por esse motivo, desde que cheguei ao hospital com ela não fui checar se o nosso filho está bem. Mas deve estar, a mãe deu a vida por ele. Então ele deve estar muito bem, e sendo cuidado por profissionais.— Dio... — Encaro Domenico, ele está cansando, acabado e tudo isso vê-se através dos seus olhos, ele teve que lidar com muita coisa desde que o nosso pai saiu da UTI. Todos tivemos.

  • Um Bebê Para O Italiano    Capítulo 42

    DionísioO tempo parecia estar correndo mais que o normal, já passavam do meio dia, Briana conseguiu um celular para que pudéssemos localizar, a última mensagem dela foi que selene havia entrado em trabalho de parto e meu medo só ficava cada vez maior, espero encontrar elas a tempo.— Dionísio por favor se encontrarmos eles deixe que nós façamos nosso trabalho não faça justiça pelas próprias mãos.— Ayla repete. o que já está se tornando um hino cansativo.— Se preocupe em fazer o seu trabalho que eu faço o meu. — Olho para baixo vendo um monte de árvores.— Estamos sobrevoando a propriedade. — O piloto diz, e o outro homem nos entrega uma cordas. Prendo o gancho em meu cinto e me jogo do helicóptero sendo seguida por amara.Assim que tocamos no chão o chefe da força de intervenção avança com sua equipe, vejo David vindo em minha direção, segurando uma peça que reconheci como o vestido que ela estava usando no dia em que foi sequestrada.— Eles saíram às pressas. Não devem estar muito

  • Um Bebê Para O Italiano    Capítulo 41

    Selene As madrugadas nunca foram tão longas, um minutos pareciam horas, e tudo doía, a dor veio se agravando, cheguei até a morder meu próprio braço contendo os gemidos de dor. Nunca senti tanto medo em toda minha vida quanto hoje. Exatamente hoje que meu filho decidiu nascer. Eu tenho que fazer algo, sair daqui, procurar ajuda, só não posso ter essa criança aqui. Apóio minhas mãos na cabeceira da cama tentando lembrar de qualquer coisa que Dionísio explicava sobre o parto, mas nada vinha a minha cabeça.A porta é aberta lentamente, como se alguém estivesse tentando se esgueirar. Bria passa por ela e coloca um dedo em sua boca " Shhh " um sussurro quase inaudível escapa.— Venha. — Ela gesticula espreitando pela fresta. — Eu preciso que você confie em mim Selene!— Porquê eu cometeria o mesmo erro duas vezes? — Somente um tolo insiste em uma tecla partida, e eu não seria a tola dessa vez. — Pelo bem do seu filho você precisa vir comigo Selene... não temos muito tempo, precisamos s

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