Mag-log inO herdeiro dos Benson entrou no velho galpão onde Dante o esperava com sua gangue. Sorriu com desdém ao ver o sujeito ostentando várias jóias de ouro. Não havia classe naquele bandido. Dante era um ninguém que se achava importante apenas por comandar aquela parte da cidade — um lugar miserável, cheio de gente pobre.
Junior odiava aquele ambiente. O lixo e o odor desagradável o incomodavam. Mas, acima de tudo, ele odiava aquelas pessoas. Para ele, era a escória de Washington, enquanto ele se considerava parte da realeza.
— Ora, ora... se não é o riquinho…
Dante zombou ao vê-lo entrando em seu território. O traficante não gostava daquele playboy arrogante, mas dinheiro era o que realmente importava, e Junior sempre estava disposto a pagar.
— Vamos pular a conversa e ir direto ao assunto — cortou Junior, impaciente.
— Preciso que você investigue o desaparecimento da minha noiva…
— Você acha que sou seu empregado, por acaso?
— Você sabe que qualquer trabalho que fizer para mim será muito bem pago. Então pare de bancar o superior.
Dante o encarou com irritação, mas esperou que Junior explicasse o motivo da visita. Depois de alguns minutos, os dois chegaram a um acordo sobre o valor do serviço, e Junior deixou o galpão.
Assim que entrou no carro, limpou as mãos com álcool, tentando se livrar de qualquer sujeira daquele lugar decadente. Em seguida, preparou uma carreira de pó. Ninguém sabia sobre seu vício.
Junior sempre escondera de todos que usava drogas. Tudo começou ainda na infância, quando quebrou o braço e os médicos lhe receitaram medicamentos fortes para a dor. Ele gostou da sensação provocada pelos remédios e, durante muito tempo, fingiu continuar sentindo dores apenas para continuar usando-os.
Logo descobriu o armário de medicamentos da mãe. Brigitte tomava calmantes regularmente, e Junior passou a roubá-los escondido. Com o tempo, aquilo deixou de ser suficiente. Ele precisava de algo mais forte e começou a procurar traficantes da região.
No dia em que chegou à mansão King, viu Felicity pela primeira vez. Achou a nova irmã linda, e, por alguma razão, ela lhe provocou uma sensação de euforia ainda maior do que qualquer remédio.
O problema era a babá da garota. Lydia nunca permitia que ele se aproximasse de Felicity, e aquilo apenas aumentava sua obsessão.
Junior alimentou aquele desejo durante anos. E agora, quando finalmente acreditava que a teria, alguém a tirou dele. O ódio percorreu seu corpo junto com os efeitos da droga. Ele iria encontrá-la. E mataria qualquer um que ousasse roubá-la dele.
— Então é aqui que você mora? — perguntou Felicity ao descer do carro e olhar em volta do chalé escondido no meio da mata.
— Não exatamente. Mas ficaremos aqui esta noite — respondeu Thomas enquanto seguia para abrir a porta da casa.
O lugar era realmente um refúgio difícil de encontrar. Felicity perdera a conta das inúmeras voltas que deram até chegar ali. Os Benson não a encontrariam. Pelo menos, não naquela noite.
Ela inspirou profundamente o ar noturno e ergueu os olhos para o céu estrelado. Pensou em Chloe. Na dor que a mãe enfrentara dentro da mansão. No fato de ter morrido acreditando que reencontraria Thomas na outra vida. Chloe jamais soubera que o marido estava vivo em algum lugar do mundo.
Felicity entrou no chalé decidida a conseguir as respostas que precisava desde a visita inesperada dele em Londres. Na ocasião, haviam conversado rapidamente. Tempo suficiente para ela descobrir que o pai estava vivo e que estaria por perto caso precisasse.
Mas aquilo não bastava. Ela precisava saber o que realmente acontecera mais de vinte anos antes.
— Então... vai me contar tudo agora?
— Vamos passar esta noite aqui e depois faremos planos para impedir George de casá-la com o filho psicopata dele.
— Não estou falando disso, pai. Quero saber o que aconteceu quando você foi dado como morto. Trouxeram um corpo para minha mãe enterrar. O que realmente houve?
Thomas desviou o olhar por alguns segundos antes de responder.
— Esse é um assunto para outro momento, Felicity. Precisamos nos concentrar no presente. O passado pode permanecer onde está.
— Não pode, não.
— Você sabe que a única saída para não ser obrigada a casar com Junior é se casar com outra pessoa, certo?
— O quê?
Felicity sequer havia pensado seriamente naquela possibilidade. Estava muito mais interessada em descobrir a verdade sobre o passado. Precisava entender por que o pai nunca voltara para impedir o casamento da mãe com George. Onde ele estivera durante todos aqueles anos? O que realmente acontecera?
Ela precisava de respostas.
— Sinto muito, mas eu não consigo simplesmente esquecer o passado. Quero saber por que você não voltou para impedir o casamento da mamãe. Por que não veio nos buscar?
— Não vamos entrar nisso agora. Vai existir o momento certo.
Thomas suspirou, claramente desconfortável. Talvez porque Chloe tivesse se casado poucos dias depois da chegada do suposto corpo do marido.
— Para você saber, eu não fazia ideia de que seu avô estava casando sua mãe com George. Eu estava impossibilitado de entrar em contato. E, quando finalmente consegui, já era tarde demais. Depois disso... muita coisa aconteceu. Ainda não posso explicar tudo. Preciso continuar nas sombras. As pessoas que tentaram me matar não podem descobrir que estou vivo.
— Então não foi o meu avô ou George Benson que mandaram matar você?
— Eles estiveram envolvidos no jogo... mas existem outras pessoas por trás disso. E eu preciso descobrir quem são e por quê. Só então poderei voltar oficialmente do mundo dos mortos.
ChloeEra perceptível o desespero em Thomas.Os olhos de Lizzie ainda estavam arregalados.Hannah havia fugido.Chloe se arrependia de não ter atirado para matar.Um tiro no ombro e outro na perna não haviam sido suficientes.— Uma equipe seguiu o carro, mas os perdeu no trânsito.— Quem ajudou aquela maldita mulher? Quem nos traiu?— Ninguém, senhor! Ela estava no quarto com os médicos e a nossa equipe não podia entrar. Então, os médicos saíram e ela saiu junto. Não sei como. Mas havia uma médica desacordada em seu lugar.— Precisamos rastrear o veículo. Descubram tudo o que puderem.— Eu posso ajudar.Lizzie olhou para Thomas com expectativa.Chloe podia perceber que aquela mulher amava o seu marido.Ninguém esperaria tantos anos por um
FelicityLogan estava dormindo sob o efeito das medicações.Felicity acariciou o seu belo rosto, agora não tão belo por causa dos machucados.A sua raiva fervia dentro de si.Ela queria quebrar a cara daquela ruiva maldita que havia machucado seu marido.Verdade fosse dita, a mulher era muito bonita e não parecia saber o que estava fazendo ali.Talvez ela fosse apenas mais um dos peões de Hannah Kovack.Ainda pensando nisso, Felicity decidiu ir ver Gabriela.Logan não iria acordar tão cedo, e havia vários seguranças para protegê-lo de algum louco.Ela não confiava na prisão de Hannah.A velha era astuta e daria um jeito.Dito e feito.Assim que Felicity caminhou para a ala onde Gabriela e Will estavam, viu Hannah fugindo numa cadeira de rodas, sendo conduzida por uma das garotas.
ThomasEle não estava interessado na mulher ferida a seus pés.Por mais que Hannah Kovack tivesse causado problemas e mais problemas, a sua preocupação estava em Thornton.O soldado arriscou a sua vida e estava por um fio.As ambulâncias chegaram e logo os feridos eram socorridos, enquanto os mortos eram deixados para a perícia.Ele esqueceu Chloe, Lizzie e sua inimiga mortal, Hannah Kovack, para acompanhar o soldado até o hospital.As horas pareciam se arrastar enquanto os médicos trabalhavam para salvar as vidas dos feridos.Chloe aproximou-se dele com cautela, e Thomas sentiu o peso de tudo aquilo cair sobre si.Num ato de desespero, ele puxou-a para seus braços, enterrando o rosto no seu pescoço.O choro veio fácil.Havia anos que ele controlava e cuidava das suas emoções, mas, naquele dia,
LoganO desespero tomava conta dele enquanto recolhia armas e juntava o seu exército.Por que a sua esposa não ficava em casa quando isso era pedido?Ele não sabia o motivo de Felicity e Chloe terem ido a uma clínica, mas, com certeza, elas não deveriam ter saído com apenas um carro e dois seguranças.O seu coração estava prestes a sair pela boca.O medo do que Hannah poderia fazer com a sua mulher e a sua sogra estava ali, gritando no seu ouvido.Os carros estavam prontos, e eles saíram em disparada, ignorando sinais vermelhos e cortando os veículos que estavam no caminho.Assim que chegaram ao caos, ele saltou do carro com a arma em punho e correu na direção do veículo de Hannah.A porta do Carnival estava aberta, e uma briga estava acontecendo nos bancos de trás.Logan viu algué
Felicity e LoganEles estavam aproveitando a situação de saúde de Logan para desfrutarem de uma lua de mel.Felicity estava cada vez mais feliz e apaixonada, ainda que vivendo sob o medo de Kovack.Logan nunca tinha se sentido tão feliz e completo.Eles passavam horas conversando e fazendo planos ou namorando no quarto.Chloe e Thomas estavam resolvendo a situação entre eles no quarto de hóspedes e, sempre que o pai saía, Felicity ficava um pouco com a sua mãe.Nessas horas, Logan trabalhava no escritório da mansão e, apesar de ser por pouco tempo, conseguia produzir o suficiente para não ter o seu avô implicando.O Sr. Fox transparecia ansiedade pela captura de Hannah, ao mesmo tempo que falava em ter um bisneto.Felicity desejava um filho, mas não naquele momento, então conversou com Chloe sob
Família BensonBrittany estava sendo mantida sob fortes medicações, afinal, descobrir que estava paraplégica a deixou louca.Brigitte a visitava enquanto tentava resolver a sua situação com George.Com a falta de dinheiro, ela foi obrigada a recorrer à chantagem e procurou algumas das mulheres da alta sociedade para consegui-lo.Nenhuma delas ficou admirada com a sua atitude, mas pareciam relutantes em ceder às suas ameaças.Brigitte conseguiu o suficiente para pagar um hotel de baixa qualidade e os honorários de um advogado de quinta categoria.O advogado havia entrado com um processo contra George, mas não parecia ser algo fácil ou rápido de resolver.Ela não tinha tempo ou dinheiro para esperar a decisão judicial e precisava encontrar um provedor.Nenhum dos seus antigos amantes estava inter







