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Capítulo 9

Autor: Mara Santos
last update Data de publicação: 2026-08-29 22:25:13

Leonardo

Empurrei a porta do consultório de Rafael e entrei, sentando-me na cadeira de frente para a mesa dele com o olhar completamente desolado, os ombros caídos e a mente em um looping infinito de culpa.

​Rafael levantou os olhos do prontuário, analisou minha expressão de derrota por alguns segundos e soltou um suspiro, cruzando os braços.

​— Desembucha, cara. O que foi que aconteceu? Eu não sou psicólogo, não leio mentes, mas no teu caso tá escrito na testa que fizeste besteira. Diz logo.

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Comentários (1)
goodnovel comment avatar
Helena Darc Soares
ah que saudade do Rafa ...um de meus doutor gato ,gostoso,preferido.(dgg).sempre maravilhoso!!amooooooo.
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  • Um Doutor para chamar de Meu   Capítulo 12

    Camila Com a mala pesada e o coração batendo descompassado no peito, peguei um transporte até a rodoviária. A coragem quase fraquejou no caminho, mas a imagem de Leonardo e daquele consultório abafado bastava para me empurrar para frente.​Assim que passei pelas portas de embarque da rodoviária de Itajubá, meus olhos correram pelo saguão lotado até encontrá-lo. Davi estava ali, de pé perto da plataforma, parecendo tenso até o momento em que me viu. Um sorriso enorme iluminou o rosto dele. Ele largou o próprio celular no bolso, correu na minha direção e me abraçou forte, erguendo-me do chão por um segundo antes de me apertar contra o peito.​— Eu achei que você não ia chegar a tempo... — ele murmurou no meu ouvido, respirando aliviado. — Perdi o primeiro ônibus, mas consegui cobrir e comprar outra passagem. O embarque é daqui a vinte minutos.​— Ah, eu cheguei... foi difícil, mas cheguei — respondi, recuperando o fôlego e olhando para os olhos dele, ainda meio incrédula com o que esta

  • Um Doutor para chamar de Meu   Capítulo 11

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    leonardo Os dias seguintes no consultório foram um verdadeiro teste para a minha sanidade. Camila estava completamente estranha, envolta em uma muralha de gelo que ela fazia questão de manter intransponível sempre que cruzava pelos corredores ou entrava na minha sala. Ela evitava o meu olhar a todo custo, respondia apenas o estritamente necessário e tratava cada interação profissional com uma frieza que me rasgava por dentro. ​Tentando quebrar aquele gelo e mostrar que eu estava disposto a consertar a burrada que fiz, comprei uma caixa dos bombons que ela mais gostava no final daquela semana. Coloquei o pacote delicadamente sobre a mesa da secretaria, esperando um pingo de clemência. Quando ela voltou para a recepção, olhou para o embrulho como se fosse um objeto tóxico, ergueu uma sobrancelha com desdém e simplesmente o deixou ali em cima do birô, intacto, fingindo que eu sequer existia. ​O fim de semana se arrastou em uma agonia insuportável, com a minha cabeça remoendo cada se

  • Um Doutor para chamar de Meu   Capítulo 9

    LeonardoEmpurrei a porta do consultório de Rafael e entrei, sentando-me na cadeira de frente para a mesa dele com o olhar completamente desolado, os ombros caídos e a mente em um looping infinito de culpa.​Rafael levantou os olhos do prontuário, analisou minha expressão de derrota por alguns segundos e soltou um suspiro, cruzando os braços.​— Desembucha, cara. O que foi que aconteceu? Eu não sou psicólogo, não leio mentes, mas no teu caso tá escrito na testa que fizeste besteira. Diz logo.Soltei um riso seco e sem humor, balançando a cabeça.​— Você é um idiota, sabia?​— Vai logo, rapaz! Fala o que tá acontecendo antes que eu perca a paciência — Rafael retrucou, erguendo uma sobrancelha, já acostumado com as minhas crises.​Passei as mãos pelo rosto, respirando fundo, tomado pelo peso do arrependimento.​— Eu beijei a Camila.​Rafael arregalou os olhos, endireitando-se na cadeira de imediato.​— O quê?! Você beijou o quê? A Camila?​— É, a Camila.​— E o quê, vocês estão saindo?

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    Camila ​— Pode entrar, fica à vontade — falei, me afastando para que ele entrasse, com o coração acelerado e a pele ainda quente pelo beijo de boas-vindas.​Ele caminhou até a mesa da sala, deixou a garrafa de vinho ali e me seguiu até a cozinha. O cheiro do macarrão cremoso de panela de pressão já tomava conta do ambiente. Ele se encostou no balcão, acompanhando meus movimentos com um olhar denso, cheio de uma atração que me arrepiava por inteira.​Servi o prato fumegante e abrimos o vinho. O almoço fluiu leve, pontuado por risadas, olhares compridos e aquela cumplicidade estranha de quem parecia se conhecer há anos. Mas, no fundo, a intensidade que nos puxava não era apenas um romance arrebatador. Para mim, era uma febre. Uma anestesia urgente. Cada toque dele, cada sorriso retribuído era a minha fuga desesperada de um passado frustrante, da sensação de sufocamento que o Leonardo e aquele consultório tinham deixado na minha vida. Eu não queria pensar; queria apenas me preencher daq

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    Camila ​— Não sei se você vai aceitar... — ele murmurou perto do meu ouvido, a voz rouca provocando um arrepio instantâneo na minha nuca. — Mas a gente tá com uma química tão gostosa. Se você quiser, claro, a gente podia estender a noite no hotel...​Olhei para ele, sentindo o rosto esquentar, mas sustentando o olhar com um sorriso misterioso.​— Vou pensar... — provoquei.​— Pensa com carinho. Pensa com carinho, princesa — disse ele, apertando minha cintura com um pouco mais de força, me colando ainda mais nele. Em seguida, desceu os lábios até o meu pescoço, deixando um beijo demorado ali antes de dar uma leve mordidinha na minha orelha que me fez perder a respiração por um segundo.​— Você nem me falou se é comprometido ou não...​Ele deu uma risada gostosa, achando graça da minha desconfiança.​— Sou não, princesa. Sou não! Não estaria aqui com você se fosse.​— Ah, que bom saber, então — respondi, sentindo uma pontada de alívio.​Olhei ao redor na praça lotada, procurando pela b

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