FAZER LOGINNília
Depois duns momentos deliciosos com o meu namorado, fui resgatada pela minha melhor amiga que me levou imediatamente para casa antes que meu pai estranhasse. – E então maninha o que ganhou do senhor das madeiras? – Travis? Esboço um olhar repreensivo para o meu irmão e sorrio ao mesmo tempo ao ouvir a alcunha que usa para falar do meu namorado. Levanto o pulso e mostro o pingente e depois as flores na minha cabeceira. – Pelo menos desta vez é uma coisa de adulto, e não aqueles ursinhos que sempre te oferece. Dou de ombros e reviro os olhos. – E então quando saem os resultados para admissão na universidade? Travis questiona. – Em duas semanas, respondo. Mas percebo no seu olhar alguma nuvem. – O que se passa mano? Travis parece confuso e preocupado. – Você gosta mesmo do Blake Junior? Questiona. Arregalo os olhos diante da sua questão. – Não me entenda mal Ni. Já tens dezoito e podes sempre decidir sobre a tua vida, mas tenho medo que te magoes. Confessa. – Não se preocupe mano! Confio no Allexis, sei que tem aquela fama e as vezes pode se comportar feito um moleque, mas me ama e me respeita. Tenho certeza que um dia vamos nos casar e sermos felizes. – Você é sonhadora Ni, e isso me assusta. Tenho medo que depois de começares a faculdade as coisas mudem entre vocês, não consigas gerir e acabes prejudicada. Levanto da minha cama, abraço o meu irmão e fico com impressão que há mais coisas que ele gostava de me dizer, mas está com receio. Explico-lhe que já estou me sentindo adulta para gerir assuntos do coração, que o Allexis e eu já temos tudo planificado para que as nossas obrigações não atrapalhem nosso namoro. Ele me abraça forte e diz que quer muito que eu seja feliz. Nosso momento fraterno é interrompido pelo toque do meu celular. É a mãe, mostro a tela para o meu irmão que faz sinal de que vai sair do quarto. – Mamãe! Atendo com um entusiasmo fingido, sabendo que doutro lado teremos drama. – A tua tia disse que concorreu para a faculdade de design, quando esperava me contar Nília? E a administração? Mamãe resmunga doutro lado da linha, e só reviro os olhos. – Mãe fiz a aplicação há duas semanas, andei ocupada no cursinho esperava contar assim que houvesse chance. Minto usando uma desculpa aceitável, e sinto que amansei a fera. – E o seu pai o que acha disso tudo? Mamãe riposta! – Mãe, hoje é meu aniversário de dezoito anos, poderia pelo menos fingir que se lembra disso? Reclamo. Escuto ela respirar fundo doutro lado e continuo. – Meu pai não se opôs as minhas escolhas porque acredita que o mercado está em mudanças. – Tudo bem. Parabéns filha, me perdoa. Como passou o seu dia? Estou com saudades suas e do seu irmão. Mamãe não é propriamente uma pessoa muito carinhosa, muito por culpa da educação que teve do meu avô que era militar. Gosta de tudo dentro dos eixos conforme suas regras e princípios. E por causa disso se separou do meu pai e voltou para o norte. Quando foi embora, quem mais sofreu com sua ausência foi meu irmão Travis que acabava de entrar para a puberdade e passou maus bocados com a solidão do papai que se tornou rígido e rigoroso com ele. Meu vô levou mamãe embora quando eu tinha dez anos e o Travis treze. Praticamente cresci no meio dos homens, com o meu pai me mimando demais e sobrecarregando o Travis. Sempre mantivemos contacto com ela, mas não era como tê-la em casa. No entanto, sinto falta dela, dos seus conselhos, da sua companhia, sobretudo saudades do café da manhã que fazia questão de preparar para a família. – Também sentimos falta mamãe! Confesso, e depois de algum tempo encerro a ligação. Durante a noite não consigo dormir, sinto imenso calor, acordo e lavo o rosto me lembrando da situação que passei com o Allexis. Minha vontade é me entregar ao meu namorado e para isso preciso vencer os meus medos.Olá queridos leitores, espero que estejam gostando desta viagem pela estória da Nília e do Allexis. Chegamos ao fim desta primeira parte, continuem nos acompanhando na SEGUNDA PARTE deste romance que promete ser ainda mais dramático. Nos vemos em "UMA CHANCE PRA O DESTINO"! Até lá!
Allexis O tempo tinha passado rapidamente, e a nossa vida estava sendo uma grande aventura, pois tudo parecia ter encontrado o lugar certo. Era como se a casa respirasse uma energia diferente, contagiante. Regressar a casa depois de uma jornada dura, tinha um sabor doce, as noites tórridas de sexo preenchiam a nossa rotina. Estávamos bem, claro que ainda tínhamos muito percurso pela frente. Com o tempo, Thayla voltou pra faculdade para terminar o curso de direito, enquanto isso nossa casa seguia seu projecto de construção. Íamos nos mudar assim que a Meg completasse quatro anos. Foi uma conversa difícil com mamãe habituada a ter a todos na mansão, no entanto entendeu. Ainda recebia mensagens ameaçadoras com a foto do beijo com a Ni, talvez um lembrete de que alguém estava nos observando. Não tinha falado com a Ni desde então, mas sabia que estava bem. Quando soube que estava à espera do segundo filho do Zac Mildred, a sensação que tive foi de decepção. Não entendia porque é
Nîlia- Novo começo!O fim de semana passou rápido. A fazenda era um lugar frenético com muita coisa agradável para fazer e um ambiente acolhedor. Ver o sorriso contagiante da Zoey e das outras crianças correndo pelo gramado fez-me perceber o porquê de ela gostar tanto de estar com o Mike. Na manhã seguinte embarcamos de volta a Downside, onde a casa silenciosa e fria me esperava. A Zoey tinha ficado na fazenda a pedido do Mike. - Vou a Prestonville esta noite, por alguns dias! Avisou me deixando em casa. Fiquei desconcertada, mas não retruquei.Deixei a mala e fui directo para o escritório para ocupar a cabeça. No grupo de amigos do WhatsApp não se falava noutra coisa senão do casamento às pressas do All. Tentei ignorar, a verdade é que durante o fim de semana tentei não pensar no assunto e naquele momento um misto de emoções transbordavam o meu coração. A noite chegou e o escritório rapidamente se esvaziou. Fiquei por mais algumas horas para não ter que voltar para casa e jantar
Allexis- Nova jornada!Sentados ao redor da mesa farta que mamãe preparou o ambiente era aprazível. O cheiro das panquecas e ovos mexidos se misturava com a energia vibrante produzida pelas nossas conversas. Meg brincava comendo as papas. Olhei para o lado e Thayla sorriu. Meu coração se aliviou um pouco. – E quando vai a Prestonville? - Papai questionou e Thayla me olhou surpresa.– Vai viajar amor? Um clima gelado se instalou na sala. Papai percebeu que tinha cometido uma indiscrição e se retratou com um pedido de desculpas. Thayla disfarçou o desconforto com um sorriso.Mamãe interveio fazendo piadas sobre as viagens sem aviso do meu pai, que ela so descobria nas madrugadas.Demos uma risada suave. Thayla também sorriu. Papai tentou retrucar, mas mamãe colocou a mão sabiamente sobre a dele para acalma-lo. O resto do almoço seguiu com conversas divertidas e risadas suaves. Mais tarde, me retratei por não ter comentado sobre a viagem. Aproveitei para partilhar a agenda de viage
Nília- Uma verdade que dói!Depois de três longos dias internado no hospital, o Mike recebeu a alta e voltou para a fazenda com recomendações que exigiam cuidados. Como única nora, me concentrei nisso uma vez que Daiane estava em Portville visitando a irmã. Zac já estava mais sereno, mas a nossa conversa permanecia em banho maria. Durante a noite daquela uma mensagem mexeu novamente com o nosso sossego. Não foi preciso ler a mensagem para saber que era da M, pela hora e o desconforto do meu marido. Mas, daquela vez não discutimos, não houve dramas, era como se fosse mais um capítulo.O meu corpo se ressentia do cansaço e naquele sábado depois de cuidar da Zoey, resolvi visitar o meu pai no centro da cidade.- Vá amor, cuido da Zoey, precisas respirar um pouco. - Ele disse, como se incentivasse a distância. A verdade é que a mensagem tinha minado toda a estabilidade que estávamos tentando repor. O vento que soprava ao longo do caminho era leve e o horizonte ainda se deixava tingir
Allexis- Uma dúvida desconfortável!A cerimónia seguiu o roteiro habitual de um casamento civil. Depois do sim forçado saindo das minhas entranhas, não conseguia mais fingir que estava fazendo o certo. A Thayla agia como se fosse o casamento do século e aquilo me incomodava.Após o brinde me afastei um pouco de todos. Afrouxei a gravata para respirar melhor. Mas não demorou, ela me cercou e fez um comentário provocativo que não respondi já que os convidados se aproximaram para uma roda de conversa antes do almoço. A festa corria conforme esperado, até a primeira dança. Estava sem ânimo e um pouco enjoado com a capacidade dela de dissimular o que não existia. Entrei no jogo e ofereci sorrisos falsos durante a dança. Quando todos se foram, primeiro subi pra o quarto da Meg para o beijinho de boa noite. Entrei no quarto e ela de lingerie segurava uma taça de champanhe. Me senti desconfortável e antes que ela pudesse dizer algo, dei-lhe as costas. Houve um silêncio espesso por segund







