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Capitulo 4

Autor: naychara
last update Data de publicação: 2026-03-18 18:35:29

Nilia

Bom dia preguiçosa! O som animado da Mel invade meus ouvidos e tento abrir os olhos. Em seguida um flash de luz vinda da janela, invade o meu quarto e resmungo contrariada.

– O que está fazendo aqui a esta hora Mel?

Ela tira o cobertor de cima de mim e me arrasta para fora da cama. – Mel pára! Que horas são? Ralho.

– São nove da manhã e a senhorita já devia estar de pé para aquelas comprinhas básicas para o grande dia.

– Grande dia? Abro os olhos desconcertada voltando para cama.

– Ni, não seja preguiçosa. Saia dessa cama, toma um banho, vamos fazer umas comprinhas no sexy shop para apimentar a tua primeira noite. 

– Caramba Mel!

Ralho novamente. Faço um sinal para falar baixo, afinal não é um assunto para rir e gritar para que todos saibam que sou virgem. – Não tem cão para passear hoje Mel?

Rosno tentando fugir da situação.

– Está de brincadeira! Não há nada mais importante do que ajudar uma amiga a organizar a sua primeira noite com o seu amado.

Riposta extasiada

– Mel?

A repreendo, mas ela me arrasta para o banheiro e liga o chuveiro. 

- Tome um banho, vou descer para pedir um lanche para nós na cozinha, já passou da hora do café da manhã.

Dou-me por vencida e entro no banho, enquanto penso muito tensa na minha primeira noite com o meu namorado. Me pego sorrindo ao lembrar da frase: “apimentar a tua primeira noite”. Abano a cabeça e repito que a minha amiga não está boa da cabeça.

Depois duma manhã inteira entrando e saindo de várias lojas de roupa feminina, e ouvindo Mel a planificar sobre como seria a minha primeira vez, me sinto exausta. Mel é uma figura, amo essa miúda, mas ela me deixa constrangida com esse assunto.

Depois de comprarmos algumas lingeries, paramos numa cafetaria para tomar um chocolate e comer umas bolachas. Quando estávamos de saída, uma garota linda, pele da cor de mel e bastante sexy, adentrou a cafetaria roubando os olhares de quase todos os machos. Charlotte Mackeen, a rapariga mais cobiçada pelos rapazes. Sua maturidade e postura fazem dela imponente e nos causa uma espécie de inveja e ciúme vê-la desfilar sem pudor entre os rapazes.

– Essa sim sabe se impor como mulherão!

Mel comentou

Com certeza concordaria se não estivesse com inveja. Havia algo na Charlotte que me irritava e não sabia porquê. Todos achavam ela o máximo, mas para mim era uma oferecida que não se importava em se deitar com qualquer garoto. 

– Vamos Ni! Ainda temos que encontrar a loja dos cremes.

Ela me apressou.

– Olá menina Miller!

De repente ouço uma voz estridente chamando pelo meu nome. Quando olho sobre o meu ombro percebo que a voz é da irritante Charlotte que faz questão de acenar para mim. Finjo que não tenho problema, aceno de volta e dou-lhe as costas.

– Lembranças ao Allexis! Ela diz.

Naquele momento senti meu coração gelar, me perguntando o que significava aquilo? Decidi então ignorar seu apelo e seguir até a porta. Engoli em seco suas palavras quando respirei o ar da rua, longe do seu olhar sufocante.

– Ni!

Desperto ao ouvir Mel me chamar. –  Não vais aceitar as provocações da Charlotte pois não? Sabes que ela adora fazer esses joguinhos com as garotas que ela acredita poder manipular.

Estou irritada e com o meu sangue a ferver, mas minha amiga não deixava de ter razão, não podia dar a ela espaço para me perturbar. Fingi um sorriso para a minha amiga e caminhamos seguindo o nosso caminho.

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Último capítulo

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Notas da autora

    Olá queridos leitores, espero que estejam gostando desta viagem pela estória da Nília e do Allexis. Chegamos ao fim desta primeira parte, continuem nos acompanhando na SEGUNDA PARTE deste romance que promete ser ainda mais dramático. Nos vemos em "UMA CHANCE PRA O DESTINO"! Até lá!

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Epílogo

    Allexis O tempo tinha passado rapidamente, e a nossa vida estava sendo uma grande aventura, pois tudo parecia ter encontrado o lugar certo. Era como se a casa respirasse uma energia diferente, contagiante. Regressar a casa depois de uma jornada dura, tinha um sabor doce, as noites tórridas de sexo preenchiam a nossa rotina. Estávamos bem, claro que ainda tínhamos muito percurso pela frente. Com o tempo, Thayla voltou pra faculdade para terminar o curso de direito, enquanto isso nossa casa seguia seu projecto de construção. Íamos nos mudar assim que a Meg completasse quatro anos. Foi uma conversa difícil com mamãe habituada a ter a todos na mansão, no entanto entendeu. Ainda recebia mensagens ameaçadoras com a foto do beijo com a Ni, talvez um lembrete de que alguém estava nos observando. Não tinha falado com a Ni desde então, mas sabia que estava bem. Quando soube que estava à espera do segundo filho do Zac Mildred, a sensação que tive foi de decepção. Não entendia porque é

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Capitulo 99

    Nîlia- Novo começo!O fim de semana passou rápido. A fazenda era um lugar frenético com muita coisa agradável para fazer e um ambiente acolhedor. Ver o sorriso contagiante da Zoey e das outras crianças correndo pelo gramado fez-me perceber o porquê de ela gostar tanto de estar com o Mike. Na manhã seguinte embarcamos de volta a Downside, onde a casa silenciosa e fria me esperava. A Zoey tinha ficado na fazenda a pedido do Mike. - Vou a Prestonville esta noite, por alguns dias! Avisou me deixando em casa. Fiquei desconcertada, mas não retruquei.Deixei a mala e fui directo para o escritório para ocupar a cabeça. No grupo de amigos do WhatsApp não se falava noutra coisa senão do casamento às pressas do All. Tentei ignorar, a verdade é que durante o fim de semana tentei não pensar no assunto e naquele momento um misto de emoções transbordavam o meu coração. A noite chegou e o escritório rapidamente se esvaziou. Fiquei por mais algumas horas para não ter que voltar para casa e jantar

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Capitulo 98

    Allexis- Nova jornada!Sentados ao redor da mesa farta que mamãe preparou o ambiente era aprazível. O cheiro das panquecas e ovos mexidos se misturava com a energia vibrante produzida pelas nossas conversas. Meg brincava comendo as papas. Olhei para o lado e Thayla sorriu. Meu coração se aliviou um pouco. – E quando vai a Prestonville? - Papai questionou e Thayla me olhou surpresa.– Vai viajar amor? Um clima gelado se instalou na sala. Papai percebeu que tinha cometido uma indiscrição e se retratou com um pedido de desculpas. Thayla disfarçou o desconforto com um sorriso.Mamãe interveio fazendo piadas sobre as viagens sem aviso do meu pai, que ela so descobria nas madrugadas.Demos uma risada suave. Thayla também sorriu. Papai tentou retrucar, mas mamãe colocou a mão sabiamente sobre a dele para acalma-lo. O resto do almoço seguiu com conversas divertidas e risadas suaves. Mais tarde, me retratei por não ter comentado sobre a viagem. Aproveitei para partilhar a agenda de viage

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Capitulo 97

    Nília- Uma verdade que dói!Depois de três longos dias internado no hospital, o Mike recebeu a alta e voltou para a fazenda com recomendações que exigiam cuidados. Como única nora, me concentrei nisso uma vez que Daiane estava em Portville visitando a irmã. Zac já estava mais sereno, mas a nossa conversa permanecia em banho maria. Durante a noite daquela uma mensagem mexeu novamente com o nosso sossego. Não foi preciso ler a mensagem para saber que era da M, pela hora e o desconforto do meu marido. Mas, daquela vez não discutimos, não houve dramas, era como se fosse mais um capítulo.O meu corpo se ressentia do cansaço e naquele sábado depois de cuidar da Zoey, resolvi visitar o meu pai no centro da cidade.- Vá amor, cuido da Zoey, precisas respirar um pouco. - Ele disse, como se incentivasse a distância. A verdade é que a mensagem tinha minado toda a estabilidade que estávamos tentando repor. O vento que soprava ao longo do caminho era leve e o horizonte ainda se deixava tingir

  • Um amor silenciado pelo ódio do meu pai   Capitulo 96

    Allexis- Uma dúvida desconfortável!A cerimónia seguiu o roteiro habitual de um casamento civil. Depois do sim forçado saindo das minhas entranhas, não conseguia mais fingir que estava fazendo o certo. A Thayla agia como se fosse o casamento do século e aquilo me incomodava.Após o brinde me afastei um pouco de todos. Afrouxei a gravata para respirar melhor. Mas não demorou, ela me cercou e fez um comentário provocativo que não respondi já que os convidados se aproximaram para uma roda de conversa antes do almoço. A festa corria conforme esperado, até a primeira dança. Estava sem ânimo e um pouco enjoado com a capacidade dela de dissimular o que não existia. Entrei no jogo e ofereci sorrisos falsos durante a dança. Quando todos se foram, primeiro subi pra o quarto da Meg para o beijinho de boa noite. Entrei no quarto e ela de lingerie segurava uma taça de champanhe. Me senti desconfortável e antes que ela pudesse dizer algo, dei-lhe as costas. Houve um silêncio espesso por segund

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