FAZER LOGINAllexis Blake
Estou debruçado sobre a cama contemplando a foto na minha cabeceira. “Ela é tão linda” penso e sorrio sozinho. Hoje é aniversário dela e gostava de fazer algo especial, mas não posso porque nosso namoro é proibido. A garota por quem estou apaixonado é filha do rival do meu pai e nossas famílias não que se odeiem, mas nunca permitiriam que uma Miller se casasse com um Blake, mas eu amo essa garota. Meus amigos dizem que estou enfeitiçado e que essa paixão já passa, mas namoro a Nília há quatro anos e cada dia que passa me sinto mais atraído por ela. Suas pequenas curvas me deixam fascinado, mas o que me fascina mesmo é a sua personalidade, carisma invejável, meiga e muito doce. Pego no celular e envio uma mensagem de aniversário que tenho certeza que a vai fazer sorrir. Arrumo a cama e entro no banho. Sou Allexis Blake, filho de Vincent Blake, não há quem não conheça o meu pai em Springside. Perdi a minha mãe muito cedo, há quem diga que faleceu de tristeza causada pelo meu pai, mas a verdade é que nunca me dei bem com o meu pai. Então, apesar da enorme fortuna dos Blake, não vivo essa vida de luxo, porque a vida muito cedo me ensinou que tudo se conseguia com muito trabalho e não há nada que vem sem esforço. – Sabe que essa miúda é uma perda de tempo certo? Me adverte Dave, meu primo mexendo no meu celular. – Qual é o teu problema com a Ni? Bufo tirando o celular da sua mão. – Não tenho nada contra ela, mas mano, aquela não é para o teu bico. Sequer gostas de miúdas do tipo dela, tirando o facto do pai dela ter problemas com o tio Vincent. – Você não sabe o que fala, amo a Nília e não tem a ver com o tipo ou com as rixas entre os nossos pais. Rosno irritado com o comentário. – Sabes o que penso sobre isso? Acho que está com medo que outro cara tire a virgindade dela, porque aposto todas as minhas fichas que ainda não treparam. Dave franze a testa quando vê minha hesitação. – Você é um idiota Dave. Arqueio as sobrancelhas enquanto visto uma camisa. Tenho medo de admitir que mesmo com a minha fama de pegador não tenha ainda feito amor com a miúda que amo. – Você é louco mesmo. Quatro anos só de mãozinhas dadas é isso? Aposto que se fosse com a Charlotte já terias trepado em todas as posições. – Talvez você tenha razão, mas quer saber? Não é da tua conta moleque! Rosno irritado – Calma primo, longe de mim tocar suas feridas, mas convenhamos que a Charlotte é mil vezes bala do que a patricinha. Mas era só conversa, pode me deixar no restaurante por favor, perdi a minha boleia. – Me espera na sala, preciso terminar de arrumar minhas coisas! Respondo. Adoro o meu primo Dave como um irmão mais novo. Veio viver conosco quando perdeu os pais num acidente de carro. Sempre foi um garoto inteligente e esperto demais para a sua idade, mas muito irritante quando é para falar sobre mulheres. Quando ele sai do quarto me atiro na cama e reviro a cabeça pensando nas suas palavras. Respiro fundo quando lembro que por causa duma noite com a Charlotte quase perdi a Nília. A Charlotte é aquele tipo de garota sempre alegre, chamativa e sensual que embala qualquer macho. Minha primeira vez foi com ela, numa noite de verão depois da farra dos dezoito anos com os amigos e por causa disso, sempre que a encontro existe em mim uma energia forte de apego que me conecta a ela. Chateado com o rumo dos meus pensamentos num dia especial para a Ni, bufo mentalmente. Pego minha mochila e saio para o trabalho. Pelo caminho ligo e peço gentilmente para a Melody, nossa amiga e cupido para me ajudar a escolher um presente para a minha namorada. – A Ni é simples e sensível All! Então pense em algo que ela queira muito e que possa lembrar de ti. – Mel? Insisto impaciente. – Bad boy, pode ser um pingente com as vossas iniciais, mande personalizar na loja da esquina. Mel me deu a ideia rindo da minha impaciência. Comprei as suas flores preferidas, assim que sai do trabalho fui até a porta do cursinho e esperei ansioso. Logo que a vi a tomei pra mim e a beijei no meio da rua mesmo sabendo o que aquilo resultaria. Nada me importava, estava tão linda e parecia que os dezoito anos a assentavam como luz. A convido para um passeio até o nosso lugar favorito. Sorrindo agarra na minha mão e entramos no meu furgão. Ai como amo essa mulher. Meu coração se confunde toda a vez que a vejo, e vê-la sorrir daquele jeito me enchia de orgulho. Quando chegamos no nosso lugar de sossego, a beijei com mais vigor enquanto a apertava para mim, beijei seu pescoço, senti seu corpo tremer e meu sangue começou a ferver, sentia tanto desejo que se me permitisse a possuiria ali no banco do carro. Ela gemeu, um gemido de dor e senti que tinha passado dos limites. Me desculpei e parei envergonhado. Seus olhos estavam em lágrimas, senti muita culpa por pressiona-la. Limpei suas lágrimas e a abracei. – Me desculpa All, sei que isto é importante para nós, mas não me sinto preparada. Sussurrou. – Tudo bem baby, vou esperar o tempo que for necessário. Beijei a sua testa para deixa-la confortável. Abri a caixinha com o presente e coloquei no seu pulso. Parecia uma coisa boba, mas Mel tinha razão. Assim que ela olhou para o presente, seus olhos ficaram iluminados, todo o embaraço que acabávamos de passar tinha passado e naquele momento vi a minha garota feliz da vida, foi a melhor visão. Não poderia estar mais feliz.Olá queridos leitores, espero que estejam gostando desta viagem pela estória da Nília e do Allexis. Chegamos ao fim desta primeira parte, continuem nos acompanhando na SEGUNDA PARTE deste romance que promete ser ainda mais dramático. Nos vemos em "UMA CHANCE PRA O DESTINO"! Até lá!
Allexis O tempo tinha passado rapidamente, e a nossa vida estava sendo uma grande aventura, pois tudo parecia ter encontrado o lugar certo. Era como se a casa respirasse uma energia diferente, contagiante. Regressar a casa depois de uma jornada dura, tinha um sabor doce, as noites tórridas de sexo preenchiam a nossa rotina. Estávamos bem, claro que ainda tínhamos muito percurso pela frente. Com o tempo, Thayla voltou pra faculdade para terminar o curso de direito, enquanto isso nossa casa seguia seu projecto de construção. Íamos nos mudar assim que a Meg completasse quatro anos. Foi uma conversa difícil com mamãe habituada a ter a todos na mansão, no entanto entendeu. Ainda recebia mensagens ameaçadoras com a foto do beijo com a Ni, talvez um lembrete de que alguém estava nos observando. Não tinha falado com a Ni desde então, mas sabia que estava bem. Quando soube que estava à espera do segundo filho do Zac Mildred, a sensação que tive foi de decepção. Não entendia porque é
Nîlia- Novo começo!O fim de semana passou rápido. A fazenda era um lugar frenético com muita coisa agradável para fazer e um ambiente acolhedor. Ver o sorriso contagiante da Zoey e das outras crianças correndo pelo gramado fez-me perceber o porquê de ela gostar tanto de estar com o Mike. Na manhã seguinte embarcamos de volta a Downside, onde a casa silenciosa e fria me esperava. A Zoey tinha ficado na fazenda a pedido do Mike. - Vou a Prestonville esta noite, por alguns dias! Avisou me deixando em casa. Fiquei desconcertada, mas não retruquei.Deixei a mala e fui directo para o escritório para ocupar a cabeça. No grupo de amigos do WhatsApp não se falava noutra coisa senão do casamento às pressas do All. Tentei ignorar, a verdade é que durante o fim de semana tentei não pensar no assunto e naquele momento um misto de emoções transbordavam o meu coração. A noite chegou e o escritório rapidamente se esvaziou. Fiquei por mais algumas horas para não ter que voltar para casa e jantar
Allexis- Nova jornada!Sentados ao redor da mesa farta que mamãe preparou o ambiente era aprazível. O cheiro das panquecas e ovos mexidos se misturava com a energia vibrante produzida pelas nossas conversas. Meg brincava comendo as papas. Olhei para o lado e Thayla sorriu. Meu coração se aliviou um pouco. – E quando vai a Prestonville? - Papai questionou e Thayla me olhou surpresa.– Vai viajar amor? Um clima gelado se instalou na sala. Papai percebeu que tinha cometido uma indiscrição e se retratou com um pedido de desculpas. Thayla disfarçou o desconforto com um sorriso.Mamãe interveio fazendo piadas sobre as viagens sem aviso do meu pai, que ela so descobria nas madrugadas.Demos uma risada suave. Thayla também sorriu. Papai tentou retrucar, mas mamãe colocou a mão sabiamente sobre a dele para acalma-lo. O resto do almoço seguiu com conversas divertidas e risadas suaves. Mais tarde, me retratei por não ter comentado sobre a viagem. Aproveitei para partilhar a agenda de viage
Nília- Uma verdade que dói!Depois de três longos dias internado no hospital, o Mike recebeu a alta e voltou para a fazenda com recomendações que exigiam cuidados. Como única nora, me concentrei nisso uma vez que Daiane estava em Portville visitando a irmã. Zac já estava mais sereno, mas a nossa conversa permanecia em banho maria. Durante a noite daquela uma mensagem mexeu novamente com o nosso sossego. Não foi preciso ler a mensagem para saber que era da M, pela hora e o desconforto do meu marido. Mas, daquela vez não discutimos, não houve dramas, era como se fosse mais um capítulo.O meu corpo se ressentia do cansaço e naquele sábado depois de cuidar da Zoey, resolvi visitar o meu pai no centro da cidade.- Vá amor, cuido da Zoey, precisas respirar um pouco. - Ele disse, como se incentivasse a distância. A verdade é que a mensagem tinha minado toda a estabilidade que estávamos tentando repor. O vento que soprava ao longo do caminho era leve e o horizonte ainda se deixava tingir
Allexis- Uma dúvida desconfortável!A cerimónia seguiu o roteiro habitual de um casamento civil. Depois do sim forçado saindo das minhas entranhas, não conseguia mais fingir que estava fazendo o certo. A Thayla agia como se fosse o casamento do século e aquilo me incomodava.Após o brinde me afastei um pouco de todos. Afrouxei a gravata para respirar melhor. Mas não demorou, ela me cercou e fez um comentário provocativo que não respondi já que os convidados se aproximaram para uma roda de conversa antes do almoço. A festa corria conforme esperado, até a primeira dança. Estava sem ânimo e um pouco enjoado com a capacidade dela de dissimular o que não existia. Entrei no jogo e ofereci sorrisos falsos durante a dança. Quando todos se foram, primeiro subi pra o quarto da Meg para o beijinho de boa noite. Entrei no quarto e ela de lingerie segurava uma taça de champanhe. Me senti desconfortável e antes que ela pudesse dizer algo, dei-lhe as costas. Houve um silêncio espesso por segund







