로그인James chegou cedo ao escritório, como sempre. Seu dia começou com uma reunião de diretoria, onde discutiam novas estratégias para expandir o mercado internacional da empresa. Como CEO da Carter Pharmaceuticals, sua presença era indispensável em cada decisão importante. Ele analisava relatórios, revisava contratos e respondia a e-mails, mantendo-se totalmente focado no trabalho. Ou, pelo menos, tentava.
De tempos em tempos, sua mente vagava para a imagem de Lilly. O jeito que ela sorria para Emily, a forma como sua voz suave preenchia os espaços da casa. Era irritante perceber que uma simples funcionária estava conseguindo invadir seus pensamentos dessa maneira. — James, você tá me ouvindo? — A voz de Fabrício o tirou de seus devaneios. James piscou e voltou a atenção para seu amigo e sócio, que o olhava com uma sobrancelha arqueada. — Sim, claro. Você estava falando sobre a campanha do novo medicamento. — Ele tentou retomar o foco. — Na verdade, eu estava perguntando se você quer almoçar fora hoje. Mas é bom saber que sua mente tá em outro planeta. — Fabrício riu, pegando seu paletó. — Vamos, cara. Você precisa respirar um pouco. James suspirou, mas aceitou. Uma pausa seria bem-vinda. Os dois foram a um restaurante sofisticado próximo ao prédio da empresa. Enquanto esperavam os pedidos, Fabrício começou a contar suas últimas aventuras, como sempre fazia. Ele era mais novo que James e levava uma vida bem diferente, cheia de festas, viagens e romances passageiros. — E então, eu disse a ela que não estava pronto para algo sério. — Fabrício gesticulou, animado. — E sabe o que ela respondeu? “Nem eu, só queria um jantar grátis.” James soltou um pequeno sorriso, mas não comentou. — Você deveria se divertir mais, cara. A vida não é só trabalho e obrigações. — Fabrício tomou um gole de sua bebida e o observou com atenção. — Quando foi a última vez que você saiu com alguém? Quero dizer… realmente saiu? James ajeitou a postura e suspirou. — Você sabe que isso não faz parte da minha vida mais, Fabrício. Desde Suzana… — Eu sei. — O amigo concordou, mas não desistiu. — Mas já se passaram anos. Você ainda pensa nela o tempo todo? James desviou o olhar para a janela. Sim, ele pensava. Suzana tinha sido tudo para ele, e a ideia de seguir em frente parecia quase uma traição à sua memória. — Nunca consegui pensar em outra mulher da mesma forma. — admitiu, por fim. — Meu foco agora é Emily e a empresa. Isso é tudo o que importa. Fabrício balançou a cabeça, mas não insistiu. Já conhecia bem a teimosia do amigo. — E a nova babá? — perguntou, mudando de assunto. — Emily gostou dela? James hesitou por um instante antes de responder. — Sim, gostou. Ela parece… competente. — disse, de forma objetiva. Fabrício riu. — Só isso? Competente? James o encarou sério. — Sim. E é exatamente assim que deve permanecer. Ela é uma funcionária, nada mais. — Certo, certo. — Fabrício ergueu as mãos, rendido. — Mas eu te conheço, James. Se você estiver sendo perturbado por pensamentos sobre ela, melhor lidar com isso logo. James apertou os lábios. Era exatamente isso que ele não queria admitir. Não queria lidar com nada. A última coisa que precisava era de distrações. O almoço terminou com assuntos mais leves, e logo estavam de volta à empresa. Enquanto atravessava os corredores de mármore impecável, James repetia para si mesmo: Lilly não era nada além de uma funcionária. E era assim que sempre seria.A sensação de voltar para casa deveria ser aconchegante. O cansaço da viagem, as risadas ainda ecoando na memória, o colar novo descansando no colo de Lilly… tudo prometia uma noite tranquila. Mas algo parecia errado no instante em que James estacionou o carro.A lâmpada da varanda não estava acesa.— Estranho… — murmurou Lilly, enquanto soltava o cinto e ajudava Emily a descer.James franziu a testa. Ele tinha certeza de ter deixado a luz ligada.Aproximaram-se da porta e, antes mesmo de girar a chave, James percebeu: a fechadura estava torta, o madeiramento rachado na lateral.— Fiquem atrás de mim — ele disse baixo, o tom mudando de imediato.
A manhã de domingo chegou com um gosto agridoce. O sol atravessava as cortinas da sala da mãe de Lilly, espalhando um brilho quente pela casa, enquanto todos se reuniam para o café da manhã de despedida. Havia cheiro de bolo recém-assado, pão quentinho e o café forte que dona Marta sempre fazia quando queria manter a família perto por mais alguns minutos.Lilly observava tudo — a mesa posta com carinho, Emily rindo com a irmã mais nova, Ana, agora medicada e mais tranquila, e James conversando com sua mãe como se já fizesse parte daquela rotina. E era justamente isso que mexia com o coração de Lilly: a forma como ele se encaixava, suave, natural, sem esforço algum.— Promete que volta logo? — dona Marta disse a James, segurando a mão dele com f
O sábado amanheceu mais silencioso do que o normal na casa da mãe de Lilly. Depois da noite difícil, em que a irmã mais nova — Sofia — chegara chorando, falando sobre o término inesperado com o namorado e o medo de enfrentar a escola novamente, a tensão ainda pairava no ar. Lilly acordou cedo, com a sensação de que algo precisava ser feito, mas não sabia exatamente por onde começar.Quando desceu para a cozinha, encontrou James sentado à mesa, mexendo distraidamente o café, enquanto conversava em voz baixa com Dona Marisa. Os dois pararam ao vê-la entrar, e Lilly soube de imediato: estavam falando sobre Sofia.— Bom dia, meu amor — disse James, levantando-se para beijá-la de maneira suave, mas o suficiente para acalmar seu peito. — Est&aa
O sábado amanheceu com um céu azul tão vivo que parecia pintado à mão. A casa da mãe de Lilly estava cheia de sons leves—panelas sendo movimentadas na cozinha, passarinhos no quintal, e a risada suave de Emily enquanto penteava o cabelo diante do espelho.Quando Lilly desceu para a cozinha, encontrou James ajudando sua mãe a preparar o café da manhã. Ele estava com a camisa dobrada nos antebraços, o sorriso simples e confortável de quem já se sentia parte da família.— Bom dia, meu amor — disse ele, aproximando-se para um beijo leve.A mãe de Lilly pigarreou com uma expressão divertida. — Se vocês quiserem posso sair da cozinha, viu?— Mãe! — Lilly riu, ficando vermelha.Emily entrou correndo, pulando nos pés. — Hoje a gente vai no parque das águas, né? Quero ver os peixinhos! E depois quero comer pastel na feira!— Sim, meu anjo — Lilly disse. — Vai ser um dia cheio.James se virou para elas. — Eu estou animado. Quero conhecer todos os lugares especiais da sua mãe.— Então vai conhec
O carro atravessou o último trecho de estrada antes de entrar na pequena cidade onde Lilly crescera. A paisagem, antes dominada por campos e matas, deu lugar a ruas tranquilas, casas simples e coloridas, e um ar familiar que fazia o coração dela bater mais rápido. Emily olhava para tudo com a curiosidade de quem descobria um mundo novo, enquanto James, atento, absorvia cada detalhe com um meio sorriso.— É aqui… — Lilly disse, quase num sussurro, mas com os olhos brilhando.Emily, com o rosto colado ao vidro, apontou para um grupo de crianças jogando bola na rua. — Mamãe Lilly, você também brincava assim?— E como! — ela riu. — Ficava até minha mãe me chamar dez vezes para entrar.James tocou a mão dela brevemente. — Dá para ver que esse lugar carrega muito de você.Quando estacionaram em frente à casa da mãe de Lilly, o aroma doce do jardim bem cuidado se misturava ao som distante de passarinhos. Antes mesmo que Lilly tocasse a campainha, a porta se abriu revelando sua mãe, com um so
Os dias que antecederam a viagem foram marcados por uma animação quase infantil dentro da casa. Emily estava empolgada como quem se preparava para a maior aventura da vida. Lilly cuidava dos detalhes com uma atenção que mesclava expectativa e carinho, e James… James se descobria cada vez mais envolvido por aquela rotina nova, cheia de vida, cores e afeto.— Mamãe disse que vai preparar sua torta de banana preferida, só pra te conhecer bem — Lilly comentou com um sorriso enquanto dobrava as roupas sobre a cama.James, encostado no batente da porta, observava cada movimento dela com um brilho tranquilo nos olhos.— Ela quer me conquistar pelo estômago?— Ela sabe que o caminho mais rápido para ganhar um homem é pela comida bem feita. — Lilly riu e jogou uma meia enrolada na direção dele.Emily, que organizava uma pequena mochila com lápis de cor, revistas e seus brinquedos preferidos, olhou os dois com a testa franzida.— Vocês dois são engraçados. Mas a vovó vai gostar do papai James. E







