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Simples e puro

Autor: luproencio
last update Data de publicação: 2026-08-23 22:34:07

Lucy tomou um banho rápido. Quando desceu, Carl já havia preparado o café. Ela fez ovos mexidos e torradas enquanto ele terminava de arrumar algumas coisas.

Carl sentiu falta do celular e foi até a garagem. Encontrou-o no porta-luvas do carro.

Assim que desbloqueou a tela, ainda diante da porta da sala, viu as notificações de chamadas e mensagens de Olivia. Estava prestes a entrar novamente em casa, mas se virou e retornou a ligação.

Da cozinha, Lucy o viu do lado de fora, com o celular junto a
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Capítulo bloqueado

Último capítulo

  • Uma Nova Chance, Quando Deixei de Esperar por Você   Você voltou

    Pela manhã, as amigas se levantaram e encontraram Helen já de pé. Jessi engoliu o café às pressas, olhando para o relógio a todo instante. Estava atrasada para o trabalho, e Lucy se sentiu um pouco culpada por ter feito a amiga ficar até tão tarde na noite anterior.— Vá devagar.— Não posso — respondeu Jessi, passando pela porta apressada.— Então vá com cuidado — disse Helen.— Irei! — Jessi gritou, já entrando no carro.Lucy e Helen se entreolharam e riram.Depois de tomar café com mais tranquilidade ao lado da mãe, Lucy voltou para casa. Tinha muito o que fazer naquele dia. Havia vendido um de seus quadros e precisava enviá-lo, por isso o embalou cuidadosamente e foi até o centro para deixá-lo na distribuidora.Quando estava saindo, parou de imediato ao encontrar Olivia.— Lucy? O que faz aqui?Lucy levantou ligeiramente as sobrancelhas. Devia alguma satisfação a ela?— Uma encomenda.— Não chegou?— Vim postar.— Ah. Eu vim receber esta — explicou Olivia, indicando o pacote que c

  • Uma Nova Chance, Quando Deixei de Esperar por Você   Não conte a ele

    O dia da viagem para Montreal chegou. A mala de Carl estava arrumada desde o dia anterior.Antes de sair, ele olhou para Lucy com um sorriso malicioso nos lábios. Ela dormia nua, parcialmente coberta pelos lençóis. Na noite anterior, ele a amara e, agora, parecia completamente satisfeita, entregue ao sono.Carl se inclinou e beijou sua bochecha. Lucy sorriu sem acordar.Ele deixou o quarto e desceu. Seu assistente já o esperava na porta.Carl ainda olhou para trás, mas Lucy não apareceu para se despedir.— E a senhora? — perguntou o assistente.— Ainda está dormindo — respondeu Carl, com um sorriso que deixou bastante claro o motivo.O assistente não comentou.Lucy acordou algum tempo depois e encontrou a casa vazia. Tomou um banho demorado e ligou para Jessi enquanto se trocava. Tinha um encontro com um empresário em uma cafeteria no centro e aproveitaria que já estaria por lá para encontrar a amiga.— Vamos almoçar juntas?— E seu marido? Não vai implicar?— Carl viajou.— Oh... com

  • Uma Nova Chance, Quando Deixei de Esperar por Você   Vazio estranho

    Lucy sentiu o ventre se contrair. Carl voltou a beijá-la, dessa vez mais doce, mais gentil, enquanto seus dedos a tocavam com a intimidade de quem conhecia cada reação dela.Por que Carl era assim?Lucy se perguntava como, quando estavam juntos, ele conseguia ser tão atencioso. Parecia amá-la, desejá-la, como se nada no mundo fosse mais importante. Mas bastava surgir qualquer distração e ele simplesmente a esquecia, confiando que ela estaria sempre ali quando voltasse.Perdida nos próprios pensamentos, Lucy se deixou envolver novamente por ele, pelas costas fortes sob suas mãos, pelos braços que a seguravam e pelo calor da água ao redor dos dois. Era uma sensação estranha e excitante. Ela gemeu baixo, e o som morreu na boca de Carl, que sorriu contra seus lábios ao ouvi-lo.Carl não teve pressa. Quando tudo terminou, Lucy estava exausta. Ele a apertou com mais força contra o corpo, ainda tentando recuperar o fôlego.— Não posso viver sem você, Lucy — disse, com a voz rouca.Algum temp

  • Uma Nova Chance, Quando Deixei de Esperar por Você   Me castigando

    Carl passou a mão pelo rosto e pelos cabelos, cansado e irritado. Sabia que tinha errado, mas, ainda assim, achava que Lucy estava levando aquilo longe demais.Ele a viu entrar no closet.— Lucy, seja razoável, por favor. Há dois meses mal nos falamos.Lucy se virou para encará-lo. Seus olhos se encheram de lágrimas porque seu coração doía tanto. Carl parecia não ter noção da dor que lhe causava, e ela simplesmente não conseguia mais se segurar.Carl se aproximou e a abraçou. Lucy desmontou nos braços dele.— Eu sinto muito. Tudo bem, você não quer ir. Iremos em outra oportunidade, quando você estiver melhor.Os dias passaram. Lucy continuou seu trabalho, e Carl não voltou a tocar no assunto.Certa manhã, ele chegou à empresa e encontrou Olivia esperando por ele com um pequeno pacote nas mãos.— Notei que você anda um pouco irritado. Acho que é por causa da história dos chips.Carl a olhou com curiosidade.— História dos chips?— Acho que Lucy brigou com você. Ela é bem... Você estava

  • Uma Nova Chance, Quando Deixei de Esperar por Você   Não esqueço

    A pintura já havia ganhado forma. Lucy estava demorando para terminá-la. Era uma garota de olhos grandes que parecia triste, embora houvesse um sorriso gentil em seus lábios. Havia algo estranho naquele rosto, que ainda não estava totalmente definido.— Vamos conversar — pediu, aproximando-se.— Pode falar, Carl. Estou ouvindo.— Não assim, Lucy.Então ele a viu se virar completamente para ele. Na verdade, aquilo tornou tudo mais difícil.— Bem... eu esqueci completamente. Me desculpe.— Qual é a novidade?— Não fiz de propósito, Lucy.— E o que muda?— É só uma viagem que pode ser remarcada. Não é o fim do mundo.— É, não é. Pode ser remarcada, não é? Sempre há como remarcar o que diz respeito a mim.— O que quer dizer?— Você insistiu na viagem e, ainda assim, não apareceu. Você insistiu no jantar do meu aniversário e, ainda assim, desapareceu. O problema é que sou sempre esquecida por você, Carl. Você se esqueceu do jantar do seu amigo? De visitá-lo?— Ainda isso?— Não. Hoje estam

  • Uma Nova Chance, Quando Deixei de Esperar por Você   Como quiser

    O estômago de Lucy roncou. Ela olhou para o pequeno relógio em seu pulso e sorriu, um sorriso amargo, doloroso. Levantou-se do sofá, foi até a geladeira, pegou as sobras do jantar e colocou um pouco no prato, devagar. Então, levou-o ao micro-ondas e ficou olhando a comida girar.Ironia? Ela também estava se sentindo assim. Girava, girava, sem sair do lugar.O som de aviso do aparelho a trouxe de volta. Lucy pegou o prato, de onde saía vapor, sentou-se na bancada mesmo e deu uma pequena garfada. Apesar de o estômago ter roncado, não estava com vontade de comer. A comida parecia sem gosto e pegajosa, crescia em sua boca a cada mastigada, e ela não conseguia engolir.Era muita coisa para engolir.Lucy estava cansada de engolir. Engolir o choro, engolir as mentiras, os atrasos, o pouco-caso...Mais uma garfada. Depois outra.O estômago não doía mais, mas estava longe de estar cheio ou, pelo menos, satisfeito. Lucy jogou a comida no lixo, lavou o prato e se demorou naquela tarefa, quase br

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