INICIAR SESIÓNA família está crescendoPOV Ellen Vasconcelos. Semanas depois... Alguma coisa em mim já sabia.As dores de cabeça vinham com frequência, a tontura também. Meu corpo parecia diferente, e o enjoo pela manhã já tinha virado rotina. Eu só não queria me precipitar… mas hoje, quando acordei e mal consegui levantar da cama, percebi que não era só uma suspeita.Era um pressentimento.Tremendo um pouco, caminhei até o banheiro com o teste de farmácia nas mãos, me tranquei lá, sentindo o coração bater acelerado. Quando as duas listras vermelhas apareceram, meu mundo girou, mas dessa vez, não era pela náusea.Era por felicidade.— Positivo… — sussurrei, cobrindo a boca com a mão. — Meu Deus…Comecei a rir, sozinha, ali no banheiro, com o teste ainda nas mãos. Um riso leve, quase infantil, o tipo de alegria que explode de dentro pra fora, sem controle.Eu estava grávida.Mais uma vida. Mais amor.Com o coração transbordando, antes de contar a Ethan, fui até o quarto do nosso pequeno.Carlos d
Uma nova vidaPOV EllenO primeiro ano passou como um piscar de olhos.Carlos completou um ano hoje, um ano da maior bênção da minha vida.E para comemorar, Ethan e eu preparamos uma festa linda no jardim da mansão, tudo com tema de ursinhos e balões azuis. Tinha doces, brinquedos, bolhas de sabão no ar, música suave tocando, e o nosso pequeno correndo de um lado pro outro, tentando manter o equilíbrio nas perninhas ainda cambaleantes.Ele estava radiante.Vestia um macacão azul marinho com suspensórios, os cachinhos castanhos mais rebeldes do que nunca e aquele sorriso que era a minha cura diária.— Papai! — ele gritava, esticando os bracinhos para Ethan. — Papai, papa!— Ele quer comida de novo — ri, limpando o rostinho dele com um paninho. — Terceira vez que ele pede “papa” só hoje.Ethan se abaixou ao nosso lado, pegou Carlos no colo com facilidade e o girou no ar, fazendo-o gargalhar.— Esse meninão vai acabar com o buffet antes dos convidados — brincou.Carlos apertou o rosto do
Vitória e conquistaPOV Ellen Vasconcelos. Alguns meses... Eu respirei fundo antes de entrar no salão.A decoração estava impecável, as luzes suaves refletiam nos arranjos de flores brancas e douradas. Cada detalhe tinha meu nome impresso com carinho, desde os docinhos com pequenos diplomas até o painel iluminado com a frase "Doutora Ellen, com orgulho."Tudo aquilo era obra de Ethan.Ele não mediu esforços para tornar aquele dia especial, minha formatura, meu recomeço.Meses haviam se passado desde a partida da minha mãe. A dor ainda morava dentro de mim, mas agora... ela não me paralisava mais. Eu aprendi a conviver com a saudade, a honrar a memória dela da única forma possível: vivendo.E hoje era sobre isso. Sobre viver. Sobre vencer.Vesti um vestido azul profundo, justo na medida certa, elegante como ela gostaria. O cabelo preso em um coque solto e delicado e o colar com o pingente em forma de coração que minha mãe me deu no último aniversário que passamos juntas, brilhando
O luto e o recomeçoPOV Ethan Blake .O silêncio depois da morte é diferente de qualquer outro.Não é só ausência de som, é ausência de presença, um espaço vazio onde antes havia riso, voz, cuidado. E, mesmo dias depois do enterro da Helena, esse silêncio ainda rondava a casa... e os olhos da Ellen.Eu permaneci firme, como prometi que faria.Estava com ela, com Carlos e, especialmente, com Gustavo.Ele chegou à empresa com o luto estampado no rosto, mas com a determinação de um homem que se recusa a ser consumido pela dor.— Quero trabalhar, Ethan — disse, no primeiro dia, com a voz embargada. — Não posso ficar parado. Preciso continuar por ela, pela minha filha.Eu o entendi e admirei ainda mais por isso.Gustavo assumiu a gerência com disciplina e competência. Mesmo com as sombras do luto sobre ele, não deixava de estudar cada contrato, de acompanhar cada reunião com os engenheiros, de orientar os times nas obras.Teve um dia em que ele chegou antes de mim, estava revisando uma pla
O adeusPOV Ellen.Eu nem consigo pensar no que me aconteceu... Aquele dia... Que fui sequestrada... A dor que passei. O desespero. Eu não quero mais me lembrar de tudo que passei. Eu desmaiei minutos depois que Ethan me encontrou, ele e sua equipe. E eu? Fui encaminhada para o hospital, fiquei dias internada, fiz exames, tomei bolsas se soro, remédios, tomei vitaminas e etc... Eu estava bem... Só desidratada... Fraca, mas alguns dias no hospital, me recuperei. Os machucados que sofri naquele dia, foram leves. Estava apenas roxos em algumas partes do corpo, mas grave.Ethan ficava toda hora perguntando como estava. Se me sentia bem, após a alta. E sempre dizia... Que estava bem, o médico tinha passado vitaminas. Estava me sentindo melhor. Eu só queria esquecer tudo que me aconteceu... Focar na gente, na nossa família e no Carlos. Que precisava da gente, de muito amor. ***** Dias se passaram... E algo pior aconteceu em minha vida. Nunca achei que esse dia realmente chegaria.
O confronto final. POV Ethan Blake. O galpão estava escuro, abafado.Entrei com meus homens pela lateral, em silêncio, como uma sombra. Estávamos armados, preparados. Ninguém iria me impedir, atravessaria o inferno por Ellen, e ali, naquela noite, eu estava disposto a matar se fosse necessário.Avançamos em sincronia, enquanto César e os demais cercavam as saídas. A respiração pesava no meu peito, o sangue martelava em minhas têmporas.Ela está aqui. Estou perto.Ouvimos um barulho vindo do fundo do galpão, um grito abafado, meu coração parou por um segundo.— Ela tá lá! — César gritou.Corremos.E então vi.Ellen.Meu mundo, meu tudo.Ela estava ajoelhada no chão, os braços amarrados, o rosto machucado, a roupa rasgada e suja. Havia sangue seco nos lábios, nos braços, nas pernas. Um dos olhos estava inchado, roxo. O cabelo desgrenhado cobria parte do rosto, mas mesmo assim... era ela.— ELLEN! — gritei, dando um passo à frente.Foi quando ele apareceu.Estevan.Com um sorriso luná







