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3. ROMERO

Autor: Yla
last update Data de publicação: 2024-01-20 09:39:30

Só acordei porque o meu telefone toca incansavelmente, abro os olhos devagar e vejo que é Gian, desligo e me deito novamente, mas pulo da cama no chão quando lembro que tenho uma conversa com o meu pai e com Gian daqui a pouco.

Me arrumei rapidamente e fui até a mansão dos meus pais que não fica muito longe da minha, mas se Gian não me liga, com certeza chegaria atrasado, e meu papai detesta atrasos.

Ao chegar na grande mansão, sou recebido pela minha querida mãe, como sempre sorridente.

— Bom dia mamãe, como vai? — Pergunto.

— Melhor agora meu filho, não sei qual o assunto da reunião, mas estou feliz de você estar aqui! — Mamãe me beija e me abraça.

Na sala de estar, já está presente meu pai e Gian sentados.

— Pensei que iria se atrasar, Romero. Seja bem-vindo! — Meu pai fala, me analisando.

— Bom dia para você, papai! — Falo irônico.

— Lúcia, cadê Natasha? Quero todos reunidos tomando café. — Meu pai fala sério.

Quando mamãe ia subir para chamar Natasha, ela desce e ao nos ver, para na escada e começa as provocações.

— Amanheceu escuro por aqui! Todos de preto, quem será a próxima vítima? — Natasha pergunta.

Respiro fundo, pois a minha vontade é de colar um esparadrapo na boca dela, reviro os olhos e papai em silêncio, respira fundo.

— Natasha, respeite o seu irmão e também Gian, que é da família. — Mamãe fala paciente, estou por conhecer mulher igual mamãe.

— Só se for da sua família, mamãe, porque da minha esses daí nunca serão. — Natasha fala.

Sinto ódio nas palavras da Natasha, ela nunca foi uma garota fácil, e a cada dia ta pior, vi que existe ódio da parte dela para com o Gian.

— Esqueça o que Natasha fala, Gian — Mamãe fala, tentando salvar a pele dela.

Muito calmo e paciente, Gian e eu sentamos perto um do outro, tomamos café, papai fala muito do seu casamento com mamãe e não estou gostando muito do rumo que está tomando essa história. Meu pai olha para Gian, perguntando como vai a contabilidade de tudo e após muita enrolação, papai nos convida a ir ao escritório, conversar sobre o que real assunto que fomos chamados.

— Vou direto ao assunto, tenho uma dívida a ser cobrada de Gérard Matioli.

— Conheço muita gente, senhor Fausto, mas o nome citado não sei quem é! — Gian fala.

— Também não o conheço! — Falo.

— Emprestei bastante dinheiro para Gérard alavancar as suas empresas, assinou um contrato e não está cumprindo com a palavra, não sou homem de ser enganado, tragam o que puder e tiver valor! Andei sondando e tudo dele está hipotecado, o homem é viciado em Cassino e perdeu tudo.

— Papai, essa missão não era para os nossos homens?! Por que de nós dois? — Pergunto sem entender nada.

— Romero, não tenho que ficar me explicando, só faça o que lhe mandei. Além disso, vocês estão de folga hoje, gosto do Gian porque ele nunca me contesta nada, já Romero sempre tem uma reclamação.

Gian e eu já entendemos o recado, saímos um andando de um lado para o outro, fui à garagem buscar o Jeep preto das missões e ao passarmos pela sala, Natasha que estava sentada no sofá, nos provoca.

— Os homens de preto já vão trabalhar? — Natasha fala e se levanta.

— Vai procurar o que fazer, garota, eu juro para você que se morasse aqui, já teria feito papai te internar, você é sem limites.

— Ninguém manda em mim, é só eu me formar, fugirei do meio dessa quadrilha e de bandidos como vocês.

— Veja lá como você fala comigo! — Trinco os dentes, levanto a mão para lhe acertar um tapa na cara e Natasha se encolheu, quando sinto a mão do Gian me impedindo.

— Melhor não, Romero, não faça algo que irá se arrepender depois, vamos embora.

— Gian, essa garota é mimada, não respeita ninguém, estou cansado das suas provocações, ouve bem Natasha, a sua sorte hoje foi que Gian está comigo para te salvar.

Estou completamente estressado e com raiva do Gian, não entendi ele querer proteger Natasha, entramos juntos no carro e ele é quem dirige. Em alguns minutos, chegamos no endereço dado pelo meu pai, uma mansão quase abandonada, não tem seguranças e parece que não mora ninguém aqui, entramos armados, tocamos a campainha e um senhor abre a porta.

— Quem são vocês? — O senhor pergunta nervoso.

— Sou Romero Montes, você já deve ter ouvido falar de mim ou da minha família! — Falo o encostando na parede. — Agora me fale o seu nome, porque hoje não estou num bom dia.

— Meu nome é Gérard, eu sei quem são vocês! — O velho de branco está amarelo e tremendo bastante.

— Vai pagar como o que está nos devendo? Ou achou que somos obra de caridade? Quero levar tudo o que tiver valor. De mãos vazias, não posso voltar.

— Não tenho carros e nem joias de valor nessa casa, eu só tenho a minha filha! — O velho fecha os olhos e começa a chorar.

Ouço um grito vindo das escadas, quando olho vejo uma linda jovem com uma voz doce, chorando, desce rapidamente em desespero.

— Quem são vocês? Soltem o meu pai, seus bandidos! — A jovem rebelde fala alto, o seu rosto é perfeito, a franja desalinhada só a deixa mais bela ainda.

— Toma conta dele, Gian. — Ordeno e ando em direção a ela, cheguei tão perto que pude sentir o cheiro do seu perfume — Olha aqui garota falida, estou aqui para cobrar o que é meu por direito, o seu pai nos deve, melhor baixar o tom de voz! — Falo alto, a intimidando.

A garota chora e a deixo resmungando na escada. Subo para começar a vasculhar tudo e realmente nada de valor aqui, nem mesmo um vaso, não tem joias, nada de valor, como o velho mesmo falou, de bom aqui mesmo só tem a filha, que é de uma beleza que deixa qualquer homem enfeitiçado, resolvo ligar para papai.

— Alô, pai? Essa família está na ruína, nem um valor aqui, o velho diz que a única coisa de valor que tem aqui é a sua filha. — Falo sem paciência.

— Traga ela Romero, podemos vendê-la ou colocá-la para trabalhar para você! — Respiro fundo ao ouvir suas ideias.

— Pai, levo ela e o velho? — Pergunto.

— Traga-os e aqui decidimos o fim de cada um.

Sigo as ordens do meu pai e ao voltar para a sala, a garota bufa de raiva ao me ver.

— Gian, os dois vão conosco! — Falo e a garota solta o pai.

— Não vamos a lugar nenhum com vocês! Se tentarem nos levar, ligo para a polícia, seu assassino.

— Já chega! — Grito.

A seguro pelo braço, e a levei até o carro, a mesma esperneia nos meus braços.

— Juro que se meu pai não quisesse você viva, te mataria agora.

— E por que não mata, tá esperando o quê? Você é um covarde. — A garota me desafia.

Perdi minha paciência e colei uma fita preta na sua boca, essa é pior que Natasha, mas a diaba é linda, brava.

Gian chega trazendo o velho, os dois sentam no carro, amarrei os dois juntos, a garota só fala com os seus lindos olhos redondos e pretos que derramam lágrimas, não confio nela, já vi que a minha irmã Natasha perde feio no quesito rebeldia.

Gian dirige em alta velocidade sem falar nada comigo. Assim seguimos até a mansão do meu pai e Gian resolveu abrir a boca.

— Romero, o que o seu pai está aprontando? Ele nunca pediu para levar pessoas à mansão.

— Não sei, o velho é imprevisível. — Falo.

Os portões da mansão se abrem, entramos rapidamente, papai e mamãe nos esperam, até Natasha está junto, o que Fausto Montes quer com essa reunião? Gian senta pai e filha nas cadeiras, e o meu pai fala.

— É Gérard, pelo que vejo você tem uma bela filha que vale um belo dinheiro em um leilão de mulheres, sem muito rodeios. Gérard, quitarei as suas dívidas, todas! Se você trabalhar para mim e convencer a sua filha ser esposa do meu filho Romero.

Eu já pressentia que o meu pai estava aprontando algo, mas nunca imaginei que essa reunião toda era para me deixar noivo de uma desconhecida da língua afiada, o que vai acontecer se eu a matar? Isso se eu não infartar logo, levanto a mão querendo falar e Gian não deixa, papai retira a fita da boca da garota, a mesma me olha com ódio, e começa a falar.

— Jamais me casarei com um assassino, estão ouvindo? Prefiro a morte do que ter que casar com um homem com mãos sujas de sangue. — A garota fala, me encarando.

Respirei fundo para não voar no pescoço dessa linguaruda, quem ela pensa que é para me desprezar assim? Preferindo a morte a viver do meu lado, Estou louco para falar, mas não posso, ela me paga, mulher nenhuma me despreza.

— Não tem o que escolher, garota, ou você se casa com o Romero, meu filho, ou irá trabalhar numa casa de prostituição e já seu pai, vai morrer. — Papai fala alto e grosso.

Pai e filha se olham, e o velho resolve falar.

— Nataly, filha, só tem você para nos salvar! — Gérard fala e chora.

— Eu não vou casar com esse bandido, eu não tenho culpa dos seus deslizes.

Que garota infeliz é essa que nem mesmo ameaçando o velho seu pai ela se rende, e para lhe atormentar, meu pai pede um dos nossos homens com um fuzil apontado para a cabeça do Gérard, a tal da Nataly respira fundo e o meu pai começa a contar até cinco, o velho fecha os olhos e ela grita.

— Eu caso com o seu filho! Eu me caso! — Nataly fala chorando demais após a sua decisão, mamãe e Natasha ficam de boca aberta.

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Último capítulo

  • VOCÊ SERÁ MINHA   63. EPÍLOGO

    NATALY Quatro anos se foram e com eles, muita luta e esforço. Segui o conselho do Romero e voltei para a faculdade de medicina, em alguns dias será a minha formatura. Romero e toda a sua família foram fundamentais para que eu não desistisse do meu sonho, que era concluir o curso, e hoje respiro aliviada. Eu sempre costumo olhar a natureza e isso me faz sempre fazer uma retrospectiva da minha vida, casamento e maternidade. Da varanda do meu quarto, olho Romero jogando futebol com o nosso filho, Erick, sorrio dos dois, não tenho dúvidas que o meu maior troféu da vida é o meu filho e Romero, o que falar dele, que amadureceu junto comigo! Romero e eu fizemos juramentos ao longo do tempo, entre erros e acertos, procuramos sempre acertar e o nosso filho é responsável por toda essa revolução nas nossas vidas, inclusive a dos avós. Romero era o tipo de homem que eu abominava, e reconheci com o tempo, que não vejo a minha vida longe dele, aprendeu até ter paciência comigo. Ele ao me ver

  • VOCÊ SERÁ MINHA   62. NATALY E ROMERO

    ●NATALY Esperava tudo, menos ser pedida em casamento por Romero no dia seguinte e na frente de toda a nossa família. Coitado dele, a madrugada foi bem pesada, o bebê acordou bastante durante a madrugada e ele ficou todo o tempo preocupado comigo e o bebê, tenho certeza que ele será um ótimo pai. Olho para o meu dedo direito, estou comprometida. No instante em que dormi, para descansar, acordei com Romero segurando nos seus braços o nosso filho. — Romero, o bebê acordou. Por que não me acordou? — Estava descansando, e mesmo assim, o peguei no colo e ele parou de chorar, ele reconheceu a minha voz. Sorri da cena mais linda e perfeita que é de ver Romero cuidando de um recém-nascido, autoritário, machista e rude que nem ele era, agora está falando baixinho e com voz de criança para Erick não chorar. No período da tarde, tive alta do hospital e contei com o apoio da família do Romero e dos meus amigos. O meu pai esperava-me em casa, ele veio ver o seu neto. Papai ficou visive

  • VOCÊ SERÁ MINHA   61. ROMERO E NATALY

    ROMERO Nunca fui tão ameaçado na vida como hoje pelo meu pai, Natasha e Gian por conta de Nataly ela tornou-se a nossa pedra preciosa e fazer os seus gostos é o meu trabalho, mas com o passar dos meses redobrei os cuidados com ela por conta da gravidez. Descobrir que vou ser pai de um menino e isso me emocionou demais, acho que ainda não me dei conta da minha real responsabilidade “eu vou ser pai” um ser pequenino está na barriga da mulher que eu amo, pergunto-me se terei coragem de assistir o parto. Os amigos de Nataly frequentam a minha como se fossem os meus amigos também, até mamãe e Natasha vivem ajudando Nataly com as coisas do bebê e tudo ficou impecável visito o quartinho decorado acompanhado de Nataly. — Romero gostou da decoração do quarto? — Nataly pergunta. — Está tudo lindo, apesar de não entender muito de decoração, você tem a permissão de mexer em tudo nessa casa, quero mesmo é ver o nosso filho nascer. Nataly me abraça e sempre faz de tudo para agradar-me, chegar

  • VOCÊ SERÁ MINHA   60. NATALY

    Prometi não mudar para Romero, mas quero ao menos que ele tenha um bom relacionamento com ele e a sua família. O nosso jantar foi maravilhoso e a melhor coisa que aconteceu foi essa gravidez, como todos ficaram felizes com a minha gravidez! Até Natasha, que é mais ríspida, ficou muito feliz. — Nataly, um filho, agora é para valer! Não vou responder por mim se Romero te fizer mal, hein. Sei que essa atitude dele me trazer rosas partiu de você. — Natasha, por esse bebê, te peço, perdoe Romero, é muito estranho essa distância entre vocês, estou tentando unir mais a família. — Essa família não tem jeito, mas vou pensar em tudo, Nataly, só vim aqui por você e mamãe. Após o jantar, Lúcia mostra-me o álbum de fotografia de quando Romero era criança e como ele é lindo, Lúcia fala do Romero emocionada. — Sabe, Nataly, sempre fiz o possível e o impossível para manter uma união da minha família, mas não consegui. — Ah, não se culpe, Lúcia, você fez o que está ao seu alcance, tudo vai

  • VOCÊ SERÁ MINHA   59. ROMERO

    Saber que vou ser pai me renovou, eu não sei ao certo explicar, só sei que estou feliz e como é bom matar a saudade que eu estava de Nataly, como é louca a sensação de poder tocar e decifrar cada parte do seu corpo maravilhoso, e só meu. Sinto-me o homem mais sortudo do mundo e privilegiado de ter sido o único a me perder nas curvas do seu belo corpo, onde perco todos os meus sentidos. Onde chego, falo para todos que vou ser pai e na empresa não foi diferente. A primeira pessoa que vejo é Gian na minha frente, o abracei e ele sem saber o que está acontecendo, somente retribui o abraço e me olha estranho. — Nunca te vi assim, o que tanto comemora? Vejo um brilho diferente no seu olhar. — Vou ser pai — Falo silabando. — Isso é sério? Meus parabéns! É verdade mesmo, você e Nataly juntos? — Gian abraça- me. — Sim, trouxe Nataly de volta com um belo presente. — Romero, estou muito feliz, meu amigo, por você se dar uma chance, de verdade, estou muito feliz por você. — Estou fel

  • VOCÊ SERÁ MINHA   58. NATALY

    Pela primeira vez, Romero e eu conseguimos conversar sem brigas, sem discutir. Meu coração se alegrou por Romero assumir finalmente os seus sentimentos e que sempre estive no seu coração. Romero me tem nos seus braços e entrego-me para ele me amar, pois somente ele faz-me chegar ao prazer, como estava com saudades da sua boca invadindo a minha num belo beijo gostoso e as suas grandes mãos passeando lentamente pelo meu corpo. Ele retira o meu vestido enquanto trilha beijos e mordisca a pele do meu pescoço, arrancando de mim sussurros. — Estava com saudades, fala para mim e diz estar? — Romero pergunta baixinho no meu ouvido. — Muitas saudades, faz amor comigo como da primeira vez. — Falo olhando para aqueles olhos negros que me hipnotizam e que exalam luxúria Romero retira a minha lingerie e tira a sua roupa também deitando-me lentamente no sofá, o seu toque é mais intenso que antes. Ele beija a minha barriga, parece que vivo um sonho, a pele começa arrepiar, sinto calafrios e m

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