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4. NATALY

Autor: Yla
last update Fecha de publicación: 2024-02-04 10:08:13

Após a minha madrasta ir embora, fui até a cozinha e a nossa governanta de tantos anos está lá, arrumando algumas coisas, quando a vi, corri para abraçá-la e mesmo chorando, ela enxuga as minhas lágrimas.

— Tenho que ir embora, Nataly. Como você já deve saber o seu pai nos despediu.

— Queria que tudo fosse um pesadelo, Dada — Falo.

— Mas não é minha menina, já tenho que ir, quero que você se cuide, está bem?

A abracei novamente e Dada foi embora. Eu fiquei sozinha nessa imensidão de casa, ligo para o papai e ele não me atende.

Estou sem ânimo de procurar os meus amigos para conversar, subi para o meu quarto e Lisa me manda mensagens perguntando como estou, falei tudo o que estou passando e a mesma fica de queixo caído ao descobrir a minha situação, conversamos bastante via chamada de vídeo, chorei e sorri, é para isso que servem os amigos, para nos alegrar.

Ao menos se a minha mãe tivesse aqui, como é ruim perder a mãe, pelo menos foi o que papai passou a vida toda falando que a minha mãe morreu durante o meu parto, fotografia dela somente uma em preto e branco que encontrei mexendo nas suas coisas.

Hoje, se ela fosse viva, teria um apoio feminino, mas se tem uma coisa que a vida me fez, foi ser corajosa. Enxugo as minhas lágrimas e não temerei o que está por vir.

Já era madrugada, e por volta de uma hora da manhã, ainda não consegui dormir pensando no meu pai, com medo desses homens ruins ter o raptado. Com o silêncio da noite, pude ouvir um barulho de um carro chegando, saí do meu quarto, pois pode ser o meu pai, e era ele mesmo altamente bêbado e sem o seu carro, o seu rosto estava machucado.

— Papai! — Grito, indo ao seu encontro. — Quem fez isso com o senhor? — Pergunto.

— Estou bêbado, só quero deitar, Nataly. — Meu pai fala.

— Onde está o seu o carro? — Pergunto o encarando.

— Nataly, eu o perdi no Cassino.

Comecei a chorar de tanto desgosto, o ajudei a deitar no sofá e lá ele ficou adormecido de tanto álcool, olhei do alto da escada e me tranquei no meu quarto e fui dormir, nunca me decepcionei tanto.

Até que dormi bem. Acordei, abri um olho na esperança de ser um sonho tudo o que estou passando, fiz minha higiene e troquei de roupa, preciso urgentemente conversar sério com o meu pai. Ouvi um barulho lá embaixo, parece mais uma discussão, sai do meu quarto rapidamente, ao descer a escada vejo um homem alto, forte, cabelos pretos, pele branca segurando o meu pai brutalmente pelo colarinho, não consegui me conter e gritei para que ele soltasse o meu pai, o tal homem veio até a mim, me encarando com os seus olhos verdes, mas a sua real beleza se esconde atrás da sua arrogância e prepotência, ele me humilhou me chamando de falida, esse só pode ser o tal Romero Montes, estremeço quando o mesmo fala que veio buscar o que é dele por direito.

Fui até o meu pai e o abracei enquanto outro bandido nos vigiava, e o tal Romero foi vasculhar os quartos.

Tentei lutar com unhas e dentes para não sermos levados por esses brutamontes, mas o tal Romero me ameaça e como não me calei diante dele, o mesmo colocou uma fita preta na minha boca, me debati, chorei.

Lembro das palavras da minha madrasta Livia sobre essa gente, ela tinha razão, eles são uns monstros. Chegamos numa enorme mansão que parece mais um castelo, fomos levados para um lugar aberto, lá tem um homem sentado parecendo mais um rei e duas mulheres nos esperando, as duas me olham com pena, esse deve ser chefe desses monstros.

O homem velho me analisa e começa a me tratar como se eu fosse uma mercadoria, calafrios percorrem o meu corpo quando o mesmo propõe que eu case com o seu filho Romero, em troca da quitação de todas as dívidas do meu pai.

Não me calei diante deles e lutei até o último segundo, na tentativa de não me submeter a um casamento à força, mas ao ver um fuzil preparado para matar o meu pai do meu lado, eu não tive outra opção, ali era o fim da linha para mim, sem saída, olhei para o homem a quem eu estou prometida e o amaldiçoei em pensamentos. Papai calado, me entrega de bandeja àqueles homens, eu não tinha nada para falar, somente chorar, e o homem chamado Gian levanta a mão pedindo permissão para falar

— Senhor Fausto, o que faremos com os dois? Aonde eles iram morar? Sendo que tudo o que foi deles, será seu agora — Gian fala.

— Por enquanto, Gérard irá morar próximo a nós e após o casamento de Romero e Nataly, ele irá trabalhar para mim. Já Nataly, irá morar na mansão do Romero, que poderá continuar frequentando o seu curso de medicina. Romero será o seu futuro marido e irá lhe dar tudo o que você quiser, a partir de hoje ele quem manda em você.

Os olhos do Romero faltam sair fogo de raiva por ter que aceitar a decisão do seu pai e já eu, tenho que me sacrificar por alguém que não faz nada por mim, nem ao menos me defender do mal, abaixo a minha cabeça de vergonha e decepção, engulo o choro, a minha alma não aceita isso, minha mente e o meu coração não aceitam o meu fim. Somos retirados da presença do todo-poderoso e separados, fui levada para a casa do bandido Romero, Gian me trouxe e a governanta ao me ver, se assusta.

— Como vai, Lena? Aqui está a noiva de Romero, cuide muito bem dela.

— Vou muito bem, que menina linda, está triste, meu anjo? — A governanta pergunta. Fico em silêncio, pois ninguém desse meio presta, não posso confiar nela.

— Me chamo Lena, a governanta do senhor Romero, fique à vontade, venha conhecer o seu quarto, por aqui!

A segui, mesmo desconfiada, fico besta ao ver o quarto que Lena me levou, tanto luxo, mas não me contento a viver com o dinheiro do crime.

— Como é o seu nome, menina? — Lena pergunta carinhosamente.

— Meu nome é Nataly.

— Posso sentir e ver que não está feliz aqui, não sei qual o motivo de você ser a escolhida para estar aqui, quero que saiba que não sou uma pessoa ruim, não irei lhe fazer mal.

— Você eu já não sei, mas aquele bandido a qual eu fui destinada como uma mercadoria barata pode fazer o que quiser comigo, estou nas mãos dele.

Não me controlei, começo a ter uma crise de choro e a governanta Lena me abraça e faz carinho nos meus cabelos, preciso me recompor, eu não aceitarei jamais esse meu destino, prefiro morrer a me entregar àquele monstro.

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Último capítulo

  • VOCÊ SERÁ MINHA   63. EPÍLOGO

    NATALY Quatro anos se foram e com eles, muita luta e esforço. Segui o conselho do Romero e voltei para a faculdade de medicina, em alguns dias será a minha formatura. Romero e toda a sua família foram fundamentais para que eu não desistisse do meu sonho, que era concluir o curso, e hoje respiro aliviada. Eu sempre costumo olhar a natureza e isso me faz sempre fazer uma retrospectiva da minha vida, casamento e maternidade. Da varanda do meu quarto, olho Romero jogando futebol com o nosso filho, Erick, sorrio dos dois, não tenho dúvidas que o meu maior troféu da vida é o meu filho e Romero, o que falar dele, que amadureceu junto comigo! Romero e eu fizemos juramentos ao longo do tempo, entre erros e acertos, procuramos sempre acertar e o nosso filho é responsável por toda essa revolução nas nossas vidas, inclusive a dos avós. Romero era o tipo de homem que eu abominava, e reconheci com o tempo, que não vejo a minha vida longe dele, aprendeu até ter paciência comigo. Ele ao me ver

  • VOCÊ SERÁ MINHA   62. NATALY E ROMERO

    ●NATALY Esperava tudo, menos ser pedida em casamento por Romero no dia seguinte e na frente de toda a nossa família. Coitado dele, a madrugada foi bem pesada, o bebê acordou bastante durante a madrugada e ele ficou todo o tempo preocupado comigo e o bebê, tenho certeza que ele será um ótimo pai. Olho para o meu dedo direito, estou comprometida. No instante em que dormi, para descansar, acordei com Romero segurando nos seus braços o nosso filho. — Romero, o bebê acordou. Por que não me acordou? — Estava descansando, e mesmo assim, o peguei no colo e ele parou de chorar, ele reconheceu a minha voz. Sorri da cena mais linda e perfeita que é de ver Romero cuidando de um recém-nascido, autoritário, machista e rude que nem ele era, agora está falando baixinho e com voz de criança para Erick não chorar. No período da tarde, tive alta do hospital e contei com o apoio da família do Romero e dos meus amigos. O meu pai esperava-me em casa, ele veio ver o seu neto. Papai ficou visive

  • VOCÊ SERÁ MINHA   61. ROMERO E NATALY

    ROMERO Nunca fui tão ameaçado na vida como hoje pelo meu pai, Natasha e Gian por conta de Nataly ela tornou-se a nossa pedra preciosa e fazer os seus gostos é o meu trabalho, mas com o passar dos meses redobrei os cuidados com ela por conta da gravidez. Descobrir que vou ser pai de um menino e isso me emocionou demais, acho que ainda não me dei conta da minha real responsabilidade “eu vou ser pai” um ser pequenino está na barriga da mulher que eu amo, pergunto-me se terei coragem de assistir o parto. Os amigos de Nataly frequentam a minha como se fossem os meus amigos também, até mamãe e Natasha vivem ajudando Nataly com as coisas do bebê e tudo ficou impecável visito o quartinho decorado acompanhado de Nataly. — Romero gostou da decoração do quarto? — Nataly pergunta. — Está tudo lindo, apesar de não entender muito de decoração, você tem a permissão de mexer em tudo nessa casa, quero mesmo é ver o nosso filho nascer. Nataly me abraça e sempre faz de tudo para agradar-me, chegar

  • VOCÊ SERÁ MINHA   60. NATALY

    Prometi não mudar para Romero, mas quero ao menos que ele tenha um bom relacionamento com ele e a sua família. O nosso jantar foi maravilhoso e a melhor coisa que aconteceu foi essa gravidez, como todos ficaram felizes com a minha gravidez! Até Natasha, que é mais ríspida, ficou muito feliz. — Nataly, um filho, agora é para valer! Não vou responder por mim se Romero te fizer mal, hein. Sei que essa atitude dele me trazer rosas partiu de você. — Natasha, por esse bebê, te peço, perdoe Romero, é muito estranho essa distância entre vocês, estou tentando unir mais a família. — Essa família não tem jeito, mas vou pensar em tudo, Nataly, só vim aqui por você e mamãe. Após o jantar, Lúcia mostra-me o álbum de fotografia de quando Romero era criança e como ele é lindo, Lúcia fala do Romero emocionada. — Sabe, Nataly, sempre fiz o possível e o impossível para manter uma união da minha família, mas não consegui. — Ah, não se culpe, Lúcia, você fez o que está ao seu alcance, tudo vai

  • VOCÊ SERÁ MINHA   59. ROMERO

    Saber que vou ser pai me renovou, eu não sei ao certo explicar, só sei que estou feliz e como é bom matar a saudade que eu estava de Nataly, como é louca a sensação de poder tocar e decifrar cada parte do seu corpo maravilhoso, e só meu. Sinto-me o homem mais sortudo do mundo e privilegiado de ter sido o único a me perder nas curvas do seu belo corpo, onde perco todos os meus sentidos. Onde chego, falo para todos que vou ser pai e na empresa não foi diferente. A primeira pessoa que vejo é Gian na minha frente, o abracei e ele sem saber o que está acontecendo, somente retribui o abraço e me olha estranho. — Nunca te vi assim, o que tanto comemora? Vejo um brilho diferente no seu olhar. — Vou ser pai — Falo silabando. — Isso é sério? Meus parabéns! É verdade mesmo, você e Nataly juntos? — Gian abraça- me. — Sim, trouxe Nataly de volta com um belo presente. — Romero, estou muito feliz, meu amigo, por você se dar uma chance, de verdade, estou muito feliz por você. — Estou fel

  • VOCÊ SERÁ MINHA   58. NATALY

    Pela primeira vez, Romero e eu conseguimos conversar sem brigas, sem discutir. Meu coração se alegrou por Romero assumir finalmente os seus sentimentos e que sempre estive no seu coração. Romero me tem nos seus braços e entrego-me para ele me amar, pois somente ele faz-me chegar ao prazer, como estava com saudades da sua boca invadindo a minha num belo beijo gostoso e as suas grandes mãos passeando lentamente pelo meu corpo. Ele retira o meu vestido enquanto trilha beijos e mordisca a pele do meu pescoço, arrancando de mim sussurros. — Estava com saudades, fala para mim e diz estar? — Romero pergunta baixinho no meu ouvido. — Muitas saudades, faz amor comigo como da primeira vez. — Falo olhando para aqueles olhos negros que me hipnotizam e que exalam luxúria Romero retira a minha lingerie e tira a sua roupa também deitando-me lentamente no sofá, o seu toque é mais intenso que antes. Ele beija a minha barriga, parece que vivo um sonho, a pele começa arrepiar, sinto calafrios e m

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