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6. NATALY

Autor: Yla
last update Data de publicação: 2024-02-22 20:54:15

Como duas pessoas podem se odiar tanto sem nunca terem feito mal uma para outra, como eu e Romero? Nunca pensei na vida que existisse um homem tão ruim como ele, arrogante e prepotente, eu não irei aguentá-lo por muito tempo. Após as suas ameaças, a sua governanta, Lena, me acompanha até a minha antiga casa para ir buscar os meus pertences, a mando do Romero.

Ao entrar na minha antiga casa, começo a chorar, meu pai me fez tanto mal que às vezes me pergunto se valeu a pena tanto sacrifício da minha parte.

— Nataly, vamos buscar logo as suas coisas antes que Romero ligue. — Lena fala.

— Quero que o Romero vá para o inferno, não tenho medo dele. — Falo com raiva.

Subi as escadas correndo e ela me acompanha com o troglodita do motorista, e em uma caixa ponho os meus livros da faculdade, guardo algumas roupas em uma mochila e os documentos necessários, e comigo trouxe a única lembrança da minha mãe que é uma foto preto e branco, Lena me olha.

— Nataly, só vai levar essas coisas? — Lena pergunta.

— Só essas mesmo, só vou levando roupas simples, caso aquele bandido queira me obrigar a sair com ele não terá roupas elegante para acompanhá-lo.

— Não fale assim do seu futuro marido, Romero pode tudo, a hora que quer e como quer, Nataly, acho melhor você conhecer melhor ele.

— Romero não será o meu marido, está ouvindo? Ao contrário do que falou, que todos morrem de medo dele, que tudo o que ele quer consegue. Romero não me terá.

Busquei os documentos do meu pai e entreguei a Lena para deixar onde ele está morando agora.

Tenho que fugir das garras desse bandido, mas sozinha não conseguirei, quero muito mostrar que não o temo, o meu sonho é me vingar e deixar Romero Montes desmoralizado perante a sociedade.

Durante o caminho de volta para a casa, minha cabeça só pensa em como vou me livrar desse casamento. Os seguranças me ajudam a subir com as minhas coisas e Romero está sentado, faço de conta que não o vi.

— Parada aí. — Romero fala vindo em minha direção com uma caixa na mão — Me entrega o antigo celular, agora!

— Não irei te entregar nada. — Falo o ignorando totalmente.

— Vai entregar, sim, aqui está o seu novo celular e com o número novo, quero também os seus documentos, não confio em você.

Minha vontade era de respondê-lo, mas eu fiz pior, retirei os documentos da minha bolsa e o celular e joguei todos sobre ele o acertando.

— Aí! O que está fazendo, garota insolente?

— Você quer as minhas coisas, então está aí. — Falo e subo rapidamente as escadas sem olhar para trás.

— Volta aqui, Nataly! — Romero grita vindo atrás de mim. Ele segura forte nos meus pulsos.

— Você tem que aprender a me respeitar ou se não as coisas ficaram pior do que já estão para você.

— Não tenho medo de você, já disse e vou repetir que prefiro morrer se for o caso, do que me entregar a você.

— Ah! — Romero fala.

Me olhando nos olhos, ele me prensou contra a parede colando o seu corpo musculoso no meu, abrindo as minhas pernas e se encaixando entre elas fazendo assim eu sentir a sua ereção, fecho os olhos temendo o que ele pode vir fazer.

— Me solta, não vou me render a você.

— Até que gosto desse joguinho, Nataly. — Romero fala cheirando e mordendo a minha orelha, a sua boca segue descendo pelo meu pescoço me beijando. — Quero só ver se você vai resistir a mim.

Fecho os olhos, porque um calor se apossa do meu corpo, a pele arrepia, a minha intimidade começa a pulsar, nunca me entreguei a homem nenhum, mas conheço o meu corpo e sei que estou sentindo desejos pelo toque desse infeliz.

— Me larga, seu covarde. — Falo devagar.

Romero me cala com um beijo de língua, enquanto suas mãos soltam os meus pulsos e seguram a minha nuca, intensificando fortemente o beijo e o pior de tudo é que não consigo recusá-lo, me entrego naquele louco e devasso beijo e devagar ele vai parando, tento empurrá-lo e o mesmo fala quase sem fôlego.

— Amanhã iremos juntos na casa dos meus pais, precisamos decidir a data do maldito casamento. — Romero ao falar isso, abre a minha mão, pondo o celular nela e sai, me deixando jogada naquela parede.

Respiro fundo e tento me recompor do que acabou de acontecer. O que fiz? Deixei esse homem, com as mãos sujas de sangue, tocar em mim e o pior de tudo, eu estava gostando.

Fui para o meu quarto na expectativa que chegue amanhã para ir à faculdade, preciso muito conversar com Lisa e Jhon pessoalmente, esse telefone deve estar hackeado, desbloqueio e o único número que tem é o dele. A minha vontade é de jogá-lo fora, sei que se fizer isso, só aumentará a sua ira sobre mim, tem que ter uma saída, não posso ficar sendo a submissa desse diabo em forma de gente.

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Último capítulo

  • VOCÊ SERÁ MINHA   63. EPÍLOGO

    NATALY Quatro anos se foram e com eles, muita luta e esforço. Segui o conselho do Romero e voltei para a faculdade de medicina, em alguns dias será a minha formatura. Romero e toda a sua família foram fundamentais para que eu não desistisse do meu sonho, que era concluir o curso, e hoje respiro aliviada. Eu sempre costumo olhar a natureza e isso me faz sempre fazer uma retrospectiva da minha vida, casamento e maternidade. Da varanda do meu quarto, olho Romero jogando futebol com o nosso filho, Erick, sorrio dos dois, não tenho dúvidas que o meu maior troféu da vida é o meu filho e Romero, o que falar dele, que amadureceu junto comigo! Romero e eu fizemos juramentos ao longo do tempo, entre erros e acertos, procuramos sempre acertar e o nosso filho é responsável por toda essa revolução nas nossas vidas, inclusive a dos avós. Romero era o tipo de homem que eu abominava, e reconheci com o tempo, que não vejo a minha vida longe dele, aprendeu até ter paciência comigo. Ele ao me ver

  • VOCÊ SERÁ MINHA   62. NATALY E ROMERO

    ●NATALY Esperava tudo, menos ser pedida em casamento por Romero no dia seguinte e na frente de toda a nossa família. Coitado dele, a madrugada foi bem pesada, o bebê acordou bastante durante a madrugada e ele ficou todo o tempo preocupado comigo e o bebê, tenho certeza que ele será um ótimo pai. Olho para o meu dedo direito, estou comprometida. No instante em que dormi, para descansar, acordei com Romero segurando nos seus braços o nosso filho. — Romero, o bebê acordou. Por que não me acordou? — Estava descansando, e mesmo assim, o peguei no colo e ele parou de chorar, ele reconheceu a minha voz. Sorri da cena mais linda e perfeita que é de ver Romero cuidando de um recém-nascido, autoritário, machista e rude que nem ele era, agora está falando baixinho e com voz de criança para Erick não chorar. No período da tarde, tive alta do hospital e contei com o apoio da família do Romero e dos meus amigos. O meu pai esperava-me em casa, ele veio ver o seu neto. Papai ficou visive

  • VOCÊ SERÁ MINHA   61. ROMERO E NATALY

    ROMERO Nunca fui tão ameaçado na vida como hoje pelo meu pai, Natasha e Gian por conta de Nataly ela tornou-se a nossa pedra preciosa e fazer os seus gostos é o meu trabalho, mas com o passar dos meses redobrei os cuidados com ela por conta da gravidez. Descobrir que vou ser pai de um menino e isso me emocionou demais, acho que ainda não me dei conta da minha real responsabilidade “eu vou ser pai” um ser pequenino está na barriga da mulher que eu amo, pergunto-me se terei coragem de assistir o parto. Os amigos de Nataly frequentam a minha como se fossem os meus amigos também, até mamãe e Natasha vivem ajudando Nataly com as coisas do bebê e tudo ficou impecável visito o quartinho decorado acompanhado de Nataly. — Romero gostou da decoração do quarto? — Nataly pergunta. — Está tudo lindo, apesar de não entender muito de decoração, você tem a permissão de mexer em tudo nessa casa, quero mesmo é ver o nosso filho nascer. Nataly me abraça e sempre faz de tudo para agradar-me, chegar

  • VOCÊ SERÁ MINHA   60. NATALY

    Prometi não mudar para Romero, mas quero ao menos que ele tenha um bom relacionamento com ele e a sua família. O nosso jantar foi maravilhoso e a melhor coisa que aconteceu foi essa gravidez, como todos ficaram felizes com a minha gravidez! Até Natasha, que é mais ríspida, ficou muito feliz. — Nataly, um filho, agora é para valer! Não vou responder por mim se Romero te fizer mal, hein. Sei que essa atitude dele me trazer rosas partiu de você. — Natasha, por esse bebê, te peço, perdoe Romero, é muito estranho essa distância entre vocês, estou tentando unir mais a família. — Essa família não tem jeito, mas vou pensar em tudo, Nataly, só vim aqui por você e mamãe. Após o jantar, Lúcia mostra-me o álbum de fotografia de quando Romero era criança e como ele é lindo, Lúcia fala do Romero emocionada. — Sabe, Nataly, sempre fiz o possível e o impossível para manter uma união da minha família, mas não consegui. — Ah, não se culpe, Lúcia, você fez o que está ao seu alcance, tudo vai

  • VOCÊ SERÁ MINHA   59. ROMERO

    Saber que vou ser pai me renovou, eu não sei ao certo explicar, só sei que estou feliz e como é bom matar a saudade que eu estava de Nataly, como é louca a sensação de poder tocar e decifrar cada parte do seu corpo maravilhoso, e só meu. Sinto-me o homem mais sortudo do mundo e privilegiado de ter sido o único a me perder nas curvas do seu belo corpo, onde perco todos os meus sentidos. Onde chego, falo para todos que vou ser pai e na empresa não foi diferente. A primeira pessoa que vejo é Gian na minha frente, o abracei e ele sem saber o que está acontecendo, somente retribui o abraço e me olha estranho. — Nunca te vi assim, o que tanto comemora? Vejo um brilho diferente no seu olhar. — Vou ser pai — Falo silabando. — Isso é sério? Meus parabéns! É verdade mesmo, você e Nataly juntos? — Gian abraça- me. — Sim, trouxe Nataly de volta com um belo presente. — Romero, estou muito feliz, meu amigo, por você se dar uma chance, de verdade, estou muito feliz por você. — Estou fel

  • VOCÊ SERÁ MINHA   58. NATALY

    Pela primeira vez, Romero e eu conseguimos conversar sem brigas, sem discutir. Meu coração se alegrou por Romero assumir finalmente os seus sentimentos e que sempre estive no seu coração. Romero me tem nos seus braços e entrego-me para ele me amar, pois somente ele faz-me chegar ao prazer, como estava com saudades da sua boca invadindo a minha num belo beijo gostoso e as suas grandes mãos passeando lentamente pelo meu corpo. Ele retira o meu vestido enquanto trilha beijos e mordisca a pele do meu pescoço, arrancando de mim sussurros. — Estava com saudades, fala para mim e diz estar? — Romero pergunta baixinho no meu ouvido. — Muitas saudades, faz amor comigo como da primeira vez. — Falo olhando para aqueles olhos negros que me hipnotizam e que exalam luxúria Romero retira a minha lingerie e tira a sua roupa também deitando-me lentamente no sofá, o seu toque é mais intenso que antes. Ele beija a minha barriga, parece que vivo um sonho, a pele começa arrepiar, sinto calafrios e m

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