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5. ROMERO

Autor: Yla
last update Data de publicação: 2024-02-21 18:57:52

Lidar com mulheres nunca foi o meu forte, e mulheres linguarudas e atrevidas nem se fala. Hoje, confirmei isso ao trazer comigo a tal Nataly a mando do meu pai, detesto que me desrespeitem, só não a matei porque meu pai a quer viva.

Ao chegar na mansão com o pai e a filha, vejo minha mãe, pai e Natasha, todos reunidos nos esperando, olhei para Gian e ali cogitei inúmeros finais para essa família, menos que papai me entregasse Nataly como uma mercadoria, exigindo que ela se case comigo, um nó na minha garganta se forma por não poder desbravar a minha raiva e nem me opor a essa decisão, somente Gian pode falar.

Os meus olhos faiscavam de ódio quando os meus olhos se cruzaram com os de Nataly, ela me odeia tanto a ponto de preferir a morte a se casar comigo e pela primeira vez, senti o que é ser menosprezado por uma mulher, juro que se tivesse só nós dois ela ia engolir cada palavra que ela me fez ouvir, a castigaria tanto que Nataly iria me implorar por mim. Mas o meu pai está determinado em me fazer o homem mais infeliz do mundo, e impôs Nataly aceitar essa loucura de casamento ou mataria o seu pai do seu lado, ela não teve saída.

E após todos se retirarem, pude conversar com o meu pai.

— Por que o senhor está fazendo isso? Eu posso escolher a mulher certa para casar, não sou incapaz, meu pai.

— Romero, você tem muito o que aprender, cada dia que passa vejo você mais preparado, mas está faltando um autocontrole. Esse casamento será a sua prova final para herdar toda a nossa fortuna e enfim assinar o documento em que passarei toda a nossa herança para administrar.

— Você foi baixo demais e escolheu bem a noiva, ela tem tudo que abomino numa mulher, ela e Natasha foram separadas na maternidade.

— Deixa de ser chato, Romero. A menina é linda e essa braveza você sabe o que fazer.

Meu pai fala e sai andando tranquilamente, ligo para Gian, respiro, não acredito que caí nessa armadilha do meu pai.

— Alô, Gian, onde você está? Deixou a linguaruda na minha casa?

— Estou em casa, e deixei a garota sob os cuidados de Lena.

— Gian, estou indo para a sua casa.

Desligo o celular e fui até a casa do Gian, nunca tinha percebido o quanto ele gosta de natureza, sou recebido por ele.

— Conversou com o seu pai? — Gian pergunta.

— Estou com sangue nos olhos, como vou dividir o mesmo teto com uma desconhecida? Meu pai está me testando, Gian, disse que o casamento é a minha última prova.

— Equilíbrio e paciência. — Gian fala e se levanta para buscar uma bebida.

— Está me chamando de desequilibrado, é isso, Gian? Só basta o meu pai me achar um incapaz, sendo que dei o meu sangue para as coisas darem certo como está hoje.

— Lembra do que ia fazendo hoje, ia bater em Natasha, para e analisa, você não teve autocontrole.

— Não entendi a sua atitude em querer defender Natasha, eu não tenho sangue de barata, ela nos desrespeita e você calado, não sou você Gian.

— Natasha só é uma menina, Romero, ela vive naquele mundo dela que só vive o correto, o certo, e nós somos o quê? Bandidos, como ela fala.

— Espero que um dia ela seja corrigida, como eu espero, Gian você viu e ouviu, Nataly e Natasha são irmãs. Ah meu amigo, espero que Nataly não venha com insultos, porque hoje eu não estou bem.

— Sei que brigas entre vocês serão inevitáveis, a garota é brava, seu pai escolheu bem a sua noiva.

— Não vejo a hora de ter toda a riqueza da minha família nas mãos e ao assumir o controle de tudo, me livrarei de Nataly.

Gian toma a sua bebida em silêncio, conversamos mais um pouco, só de pensar que tenho uma estranha me esperando em casa, bufo em desânimo.

Ao chegar em casa, percebo que Nataly está na sala, observando o ambiente, entro e ela ao me ver leva um susto.

— Preciso ir até a minha casa, quero as minhas roupas, não tem nada aqui para mim, preciso ir buscar meus livros de estudos, o seu pai falou que eu iria continuar estudando.

— Não vejo a hora desse pesadelo acabar, mas sabe o que é o melhor? — Falo e abro a palma da minha mão.

Nataly olha atentamente para a minha mão aberta e eu a encaro.

— O que você quer dizer com isso? — Nataly pergunta nervosa. — O que você pensa em fazer, seu covarde? — Nataly pergunta novamente gritando.

— O que quero dizer é que eu mando em você, e posso dar um jeito de você não ir mais para faculdade e ficar somente em casa para me servir, como uma esposa perfeita. — Falo e rio da sua cara de medo.

— Jamais! Você está ouvindo? Nem que você me mate, jamais vou abaixar a cabeça para você, covarde. Nunca fui e nem serei sua esposa, tenho ódio de você.

— E quem disse que eu quero você como minha esposa? Você é como uma fera, por mim nunca casaria com você e jamais te escolheria você como esposa, tenho ambições e casar com você será a minha prova final.

— Pois morra com a sua ambição e com o seu dinheiro, seu bandido. — Nataly fala chorando.

— Cala a boca! — Grito, segurando forte o seu braço e a trago para junto de mim. É possível ouvir o som do seu coração batendo acelerado.

— Você pode até se formar em medicina, mas não conseguirá emprego, as portas se fecharão para você, você não me conhece ainda, não sabe a influência que eu tenho com todos nessa cidade.

— Você não pode fazer isso! — Nataly grita.

— Posso e vou! Suma da minha frente e Lena irá com você à sua antiga casa, para buscar seus pertences.

A solto, porque essa garota me tira dos eixos, nunca pensei que fosse odiar tanto uma mulher na minha vida, como odeio essa garota.

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Último capítulo

  • VOCÊ SERÁ MINHA   63. EPÍLOGO

    NATALY Quatro anos se foram e com eles, muita luta e esforço. Segui o conselho do Romero e voltei para a faculdade de medicina, em alguns dias será a minha formatura. Romero e toda a sua família foram fundamentais para que eu não desistisse do meu sonho, que era concluir o curso, e hoje respiro aliviada. Eu sempre costumo olhar a natureza e isso me faz sempre fazer uma retrospectiva da minha vida, casamento e maternidade. Da varanda do meu quarto, olho Romero jogando futebol com o nosso filho, Erick, sorrio dos dois, não tenho dúvidas que o meu maior troféu da vida é o meu filho e Romero, o que falar dele, que amadureceu junto comigo! Romero e eu fizemos juramentos ao longo do tempo, entre erros e acertos, procuramos sempre acertar e o nosso filho é responsável por toda essa revolução nas nossas vidas, inclusive a dos avós. Romero era o tipo de homem que eu abominava, e reconheci com o tempo, que não vejo a minha vida longe dele, aprendeu até ter paciência comigo. Ele ao me ver

  • VOCÊ SERÁ MINHA   62. NATALY E ROMERO

    ●NATALY Esperava tudo, menos ser pedida em casamento por Romero no dia seguinte e na frente de toda a nossa família. Coitado dele, a madrugada foi bem pesada, o bebê acordou bastante durante a madrugada e ele ficou todo o tempo preocupado comigo e o bebê, tenho certeza que ele será um ótimo pai. Olho para o meu dedo direito, estou comprometida. No instante em que dormi, para descansar, acordei com Romero segurando nos seus braços o nosso filho. — Romero, o bebê acordou. Por que não me acordou? — Estava descansando, e mesmo assim, o peguei no colo e ele parou de chorar, ele reconheceu a minha voz. Sorri da cena mais linda e perfeita que é de ver Romero cuidando de um recém-nascido, autoritário, machista e rude que nem ele era, agora está falando baixinho e com voz de criança para Erick não chorar. No período da tarde, tive alta do hospital e contei com o apoio da família do Romero e dos meus amigos. O meu pai esperava-me em casa, ele veio ver o seu neto. Papai ficou visive

  • VOCÊ SERÁ MINHA   61. ROMERO E NATALY

    ROMERO Nunca fui tão ameaçado na vida como hoje pelo meu pai, Natasha e Gian por conta de Nataly ela tornou-se a nossa pedra preciosa e fazer os seus gostos é o meu trabalho, mas com o passar dos meses redobrei os cuidados com ela por conta da gravidez. Descobrir que vou ser pai de um menino e isso me emocionou demais, acho que ainda não me dei conta da minha real responsabilidade “eu vou ser pai” um ser pequenino está na barriga da mulher que eu amo, pergunto-me se terei coragem de assistir o parto. Os amigos de Nataly frequentam a minha como se fossem os meus amigos também, até mamãe e Natasha vivem ajudando Nataly com as coisas do bebê e tudo ficou impecável visito o quartinho decorado acompanhado de Nataly. — Romero gostou da decoração do quarto? — Nataly pergunta. — Está tudo lindo, apesar de não entender muito de decoração, você tem a permissão de mexer em tudo nessa casa, quero mesmo é ver o nosso filho nascer. Nataly me abraça e sempre faz de tudo para agradar-me, chegar

  • VOCÊ SERÁ MINHA   60. NATALY

    Prometi não mudar para Romero, mas quero ao menos que ele tenha um bom relacionamento com ele e a sua família. O nosso jantar foi maravilhoso e a melhor coisa que aconteceu foi essa gravidez, como todos ficaram felizes com a minha gravidez! Até Natasha, que é mais ríspida, ficou muito feliz. — Nataly, um filho, agora é para valer! Não vou responder por mim se Romero te fizer mal, hein. Sei que essa atitude dele me trazer rosas partiu de você. — Natasha, por esse bebê, te peço, perdoe Romero, é muito estranho essa distância entre vocês, estou tentando unir mais a família. — Essa família não tem jeito, mas vou pensar em tudo, Nataly, só vim aqui por você e mamãe. Após o jantar, Lúcia mostra-me o álbum de fotografia de quando Romero era criança e como ele é lindo, Lúcia fala do Romero emocionada. — Sabe, Nataly, sempre fiz o possível e o impossível para manter uma união da minha família, mas não consegui. — Ah, não se culpe, Lúcia, você fez o que está ao seu alcance, tudo vai

  • VOCÊ SERÁ MINHA   59. ROMERO

    Saber que vou ser pai me renovou, eu não sei ao certo explicar, só sei que estou feliz e como é bom matar a saudade que eu estava de Nataly, como é louca a sensação de poder tocar e decifrar cada parte do seu corpo maravilhoso, e só meu. Sinto-me o homem mais sortudo do mundo e privilegiado de ter sido o único a me perder nas curvas do seu belo corpo, onde perco todos os meus sentidos. Onde chego, falo para todos que vou ser pai e na empresa não foi diferente. A primeira pessoa que vejo é Gian na minha frente, o abracei e ele sem saber o que está acontecendo, somente retribui o abraço e me olha estranho. — Nunca te vi assim, o que tanto comemora? Vejo um brilho diferente no seu olhar. — Vou ser pai — Falo silabando. — Isso é sério? Meus parabéns! É verdade mesmo, você e Nataly juntos? — Gian abraça- me. — Sim, trouxe Nataly de volta com um belo presente. — Romero, estou muito feliz, meu amigo, por você se dar uma chance, de verdade, estou muito feliz por você. — Estou fel

  • VOCÊ SERÁ MINHA   58. NATALY

    Pela primeira vez, Romero e eu conseguimos conversar sem brigas, sem discutir. Meu coração se alegrou por Romero assumir finalmente os seus sentimentos e que sempre estive no seu coração. Romero me tem nos seus braços e entrego-me para ele me amar, pois somente ele faz-me chegar ao prazer, como estava com saudades da sua boca invadindo a minha num belo beijo gostoso e as suas grandes mãos passeando lentamente pelo meu corpo. Ele retira o meu vestido enquanto trilha beijos e mordisca a pele do meu pescoço, arrancando de mim sussurros. — Estava com saudades, fala para mim e diz estar? — Romero pergunta baixinho no meu ouvido. — Muitas saudades, faz amor comigo como da primeira vez. — Falo olhando para aqueles olhos negros que me hipnotizam e que exalam luxúria Romero retira a minha lingerie e tira a sua roupa também deitando-me lentamente no sofá, o seu toque é mais intenso que antes. Ele beija a minha barriga, parece que vivo um sonho, a pele começa arrepiar, sinto calafrios e m

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