INICIAR SESIÓNEu tinha palavras o suficiente pra falar algumas verdades pro Thomas o caminho inteiro, mas optei por ficar em silêncio pra não correr o risco de perder tudo aquilo que ele havia acabado de me prometer, eu também precisava ganhar tempo pra regular a minha respiração depois de imaginar ele entre as minhas pernas.
Eu realmente nunca estive com um homem, porque sempre acreditei que a minha virgindade fosse importante o suficiente pra não entregar ela de bandeja pra qualquer um, mas se ela fosse me dar uma vida confortável e liberdade depois de colocar uma criança no mundo, então eu a daria pro Thomas com a maior facilidade. — No que você está pensando? Você se manteve em silêncio desde que... Eu não deixei ele terminar de falar e o interrompi, ele precisava saber quem era a garota que ele chamaria de esposa pelos próximos meses. — Desde que fiquei imaginando você entre as minhas pernas. Completei. Ele me encarou com os olhos faiscantes, como se admitir aquilo em voz alta fosse algo inesperado, era como se ele estivesse surpreso com a minha ousadia. — O que foi? Você nunca ouviu uma mulher falar de maneira tão aberta sobre esse assunto? — Sim, de uma mulher sim, mas nunca de uma virgem. — O fato de eu ser virgem não me impossibilita de ter esse tipo de pensamentos, Thomas. — Como você consegue falar de forma tão natural sobre isso com alguém que acabou de conhecer? — Teoricamente você é meu dono, a minha virgindade será sua, você precisa me conhecer antes de tirar a minha roupa e me foder. O pau dele ficou duro instantaneamente, como se as minhas palavras tivessem plantado nele tesão, e eu não perderia a oportunidade de brincar com a cara dele naquele momento. — E então? Vai aproveitar pra me comer agora ou vai esperar a gente chegar na minha futura casa? Os olhos dele ficaram vidrados em mim, mas o rosto dele endureceu como se ele estivesse tentando esconder algo, talvez os sentimentos. — Já que é assim querida Bia, se você não vê problema nenhum em gritar dentro de um carro na presença do motorista, então tire a roupa completamente pra mim. Eu paralisei, realmente eu não estava esperando que ele fosse tomar aquela atitude ou me pedir algo assim. — É melhor chegarmos em casa. — Não, tire a roupa agora. — Thomas, eu estava só brincando. — Mas eu não, nesse momento eu estou falando muito sério. — De jeito nenhum eu vou tirar a roupa dentro desse carro. Ele segurou o meu queixo e parecia que ele iria me devorar naquele momento. — Então nunca mais abra a boca pra insinuar algo que você não é capaz de fazer, deu pra entender? Eu segurei o pulso dele e fiz ele soltar o meu queixo. — Você ficou com tanta raiva por isso, ou foi porque eu consegui te deixar duro sem você nem ao menos tocar em mim? — Pare o carro. Ele falou pro motorista de forma autoritária, eu olhei pro lado e vi que estávamos em uma estrada deserta. — Porque nós paramos aqui? Perguntei assustada. Ele ignorou a minha pergunta e mandou o motorista descer e dar um tempo pra gente. Quando o motorista desceu e se afastou, o Thomas avançou em mim e rasgou a minha blusa, deixando os meus peitos completamente descobertos, foi um movimento tão rápido que a minha primeira atitude foi cobrir os peitos com as mãos. — Você está louco? — Tire as mãos deles. — Não, eu não vou tirar, como eu vou continuar nesse carro? O motorista vai voltar e irá me ver desse jeito. Falei furiosa. — Eu mandei você tirar as mãos daí, e essa sua rebeldia trará consequências piores. Diante das palavras ameaçadoras dele, eu descobri os meus peitos, e ele os encarou com luxúria, o pau dele estava prestes a pular pra fora da roupa, e por alguma razão eu senti a minha calcinha ficar úmida. — Sente-se aqui no meu colo, de frente pra mim. — O que você vai fazer? Perguntei com a voz quase inaudível, era como se eu estivesse com dificuldades de pronunciar as palavras. — Obedeça. Eu então subi em cima dele, sentindo o pau dele roçar na minha calcinha, o fato de eu estar de saia tornou aquele momento completamente excitante pra mim. Ele me encarou com um fogo que parecia me consumir, e me deu uma vontade absurda de beijá-lo, mas eu não tive coragem, apesar dos lábios dele estarem bem próximos dos meus. — Você acha que pode brincar com um homem como eu, garota? Antes que eu pudesse responder algo, ele segurou os meus peitos, e colocou um deles na boca, aquela era a primeira vez que um homem me tocava daquela forma, e sentir a língua dele quente nos meus bicos fez a minha buceta pulsar, eu senti vontade de me esfregar no pau dele, e os meus movimentos foram involuntários, quanto mais ele chupava os meus peitos, mas eu me movimentava, e inesperadamente um pequeno gemido saiu dos meus lábios, e ele acabou me abandonando. — Pronto, saia de cima de mim e volte pro seu canto. — O quê? — Foi isso mesmo que você ouviu, saia de cima de mim. — Você está falando sério? Perguntei completamente frustrada. — Sim, nunca falei tão sério em toda a minha vida. Eu então saí de cima dele sentindo a minha calcinha completamente molhada, e quando eu olhei pra calça dele, vi que o meu líquido havia molhado a roupa dele também, ele olhou pro mesmo local que eu e depois me encarou... — É isso o que acontece quando você atiça o desejo de alguém em um lugar inapropriado garota, da próxima vez, pense muito bem nas suas palavras antes de pronunciá-las. Naquele momento eu senti uma raiva absurda me invadir, e cheguei a conclusão de que eu estava prestes a me casar com um homem completamente vingativo. — Seu idiota!A mulher parecia perfeitamente disposta a transformar uma discussão familiar em um episódio de investigação criminal, e, pela maneira como minha mãe reagiu, ela também não estava exatamente acostumada a ser ameaçada com a possibilidade de desaparecer entre espécies vegetais protegidas.— Você está me ameaçando? É isso mesmo? Eu vou agora mesmo chamar a polícia.Chega.Eu poderia continuar escondido e descobrir até onde aquela conversa chegaria, mas não estava disposto a assistir à minha mãe chamar a polícia, à irmã de Bia planejar um enterro botânico e à minha esposa permanecer no meio daquela confusão sem que ninguém tentasse impedir o desastre. Já havia problemas suficientes na minha vida para acrescentar uma ocorrência policial à lista, principalmente porque eu ainda não sabia se aquela mulher era capaz de cumprir alguma das ameaças que fazia.Dei um passo para fora da coluna, ajeitei a postura e segui em direção à cozinha, fazendo questão de deixar meus passos audíveis desta vez.
A possibilidade de ter renunciado voluntariamente a tudo aquilo por causa de uma mulher ainda me parecia uma loucura, mas Bia falava como se estivesse descrevendo um fato incontestável.— Eu estava defendendo a honra dele, o nosso nome.Minha mãe respondeu, elevando o tom. — Você foi como uma peste, assolando a vida dele como uma praga. Eu tentei evitar isso, e agora quase perdi ele por causa de você, sua imunda.Meu estômago se contraiu.A palavra saiu da boca dela com uma naturalidade assustadora, como se insultar a mulher que carregava meu sobrenome fosse perfeitamente aceitável, desde que a ofensa servisse para reafirmar sua autoridade. Eu conhecia a personalidade da minha mãe, sabia que ela podia ser exigente, controladora e desagradável quando contrariada, mas havia uma diferença considerável entre uma mulher difícil e alguém que se sentia no direito de humilhar outra pessoa daquela maneira.Antes que Bia pudesse responder, uma voz feminina cortou o ambiente, carregada de uma f
A intenção era me afastar alguns passos e depois voltar com passos pesados, fazendo questão de anunciar minha presença antes de chegar à cozinha, porque, por mais que eu não tivesse planejado ouvir aquela conversa, agora sabia coisas demais para simplesmente aparecer e fingir que não havia escutado absolutamente nada. Eu precisava de alguns segundos para organizar os pensamentos, embora começasse a desconfiar de que nem uma semana inteira seria suficiente para colocar ordem naquela confusão que se instalara na minha cabeça desde que eu acordara no hospital. Minha esposa, que até poucas horas atrás eu considerava uma possível golpista, estava se tornando uma incógnita cada vez mais difícil de ignorar, minha avó parecia saber muito mais do que me contou e minha mãe, aquela mulher que durante toda a minha vida eu aprendi a respeitar sem questionar, começava a ocupar um lugar bastante desconfortável nas minhas suspeitas.Eu já estava prestes a voltar quando ouvi outros passos vindo do sen
Bia não estava tentando convencer ninguém de que eu deveria ficar com ela a qualquer custo. Não estava exigindo que minha avó me impedisse de ir embora, nem planejando alguma maneira de me prender naquele casamento.Ela estava preocupada comigo.Preocupada com a possibilidade de eu me sentir sozinho, desorientado e sem ninguém em quem confiar. Mesmo sabendo que minha mãe havia mentido sobre ela, mesmo sabendo que poderia perder a oportunidade de me reconquistar, Bia não queria me sobrecarregar com mais conflitos enquanto eu ainda tentava compreender o que havia acontecido comigo.Aquilo me deixou desconcertado.Eu não esperava ouvir aquela mulher falando de mim com tanta consideração depois de tudo o que eu havia dito a ela. Menos ainda esperava que estivesse disposta a permitir que eu me aproximasse da minha mãe, mesmo acreditando que essa decisão poderia me afastar definitivamente dela.Quanto mais eu ouvia, mais difícil ficava sustentar a imagem que havia construído de Bia.Ela pod
Eu estava diante de um brechó.Um brechó muito bem organizado, admito, mas ainda assim um brechó.— Que porra é essa? Cadê minhas roupas? Meus ternos? Eu não acredito que eu usava esse monte de lixo.Minha voz ecoou pelo quarto vazio.Eu tinha passado anos construindo uma imagem impecável, escolhendo roupas que transmitiam exatamente o que eu queria que as pessoas enxergassem quando eu entrava em uma sala. Um bom terno, um relógio elegante e sapatos bem escolhidos nunca tinham sido apenas detalhes para mim. Eram parte da minha apresentação, da minha identidade e, principalmente, da maneira como eu gostava de ser tratado.Agora, aparentemente, eu havia decidido trocar tudo isso por roupas que poderiam servir para passear com um cachorro no fim da tarde.Não que eu tivesse alguma coisa contra roupas confortáveis, mas existia uma diferença considerável entre estar confortável e parecer que havia desistido da própria existência.Peguei uma camiseta entre os dedos, observando o tecido com
THOMAS..Bia foi para o banheiro, e eu fiquei sentado na cama, pensando em tudo o que aquela mulher havia me dito. Eu não gostava de admitir, mas suas palavras continuavam ecoando na minha cabeça, principalmente porque, por mais que eu tentasse encontrar alguma contradição no discurso dela, havia algo ali que não se encaixava na imagem que eu tinha construído da minha esposa. Uma mulher interesseira, dissimulada e desesperada para manter um casamento que eu não queria não deveria agir como Bia estava agindo. Ou, pelo menos, não da maneira que eu esperava.Ela me provocava, me enfrentava e parecia ter uma satisfação particular em me tirar do sério, mas não demonstrava o menor interesse em implorar para que eu ficasse. Pelo contrário, falava sobre divórcio com uma facilidade que me incomodava mais do que deveria. Se o objetivo dela era me prender naquele casamento, estava escolhendo uma estratégia bastante questionável. Eu conhecia mulheres que fariam qualquer coisa para conseguir mi







