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Autocontrole

Author: Edi Beckert
last update publish date: 2025-10-15 21:30:42

Capítulo 49

Don Vinícius Strondda

Ela segura meu pulso e puxa como se fosse cabo de guindaste resgatando um homem à beira. O quarto inteiro prende a respiração. Lucia me encara de baixo para cima — ousadia na boca, comando nos olhos.

A palavra “relaxa” entra como golpe e cura ao mesmo tempo. Minha cabeça, que era um armazém de ruído, começa a silenciar prateleira por prateleira. Sinto a tensão recuar como maré. Ela brinca comigo com um atrevimento novo, sem técnica estudada — e é
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  • Vendida para o Don 2   Final

    Epílogo (Narrado pela autora) Chegar até aqui… nunca é simples. Mais um livro da série Strondda chega ao fim… e, como sempre, não é só uma história que termina — é um pedaço de tudo que vivemos juntos ao longo desses capítulos. Se você está aqui, comigo, até o final…obrigada. Obrigada por cada leitura, por cada emoção, por cada mensagem. Vocês fazem essa história existir tanto quanto eu. Mas isso não é um adeus. Muito em breve — provavelmente já na próxima semana — começa a continuação: “Um Don para a dama da máfia.” E antes de irmos… vamos olhar para eles, pela última vez neste livro. ... Vinícius e Lucia. Eles não são mais apenas um casal. São estrutura. São força. São família. Vinícius continua sendo o Don que impõe respeito… mas agora carrega algo diferente no olhar. Lucia mudou tudo. E Dante… selou aquilo que já era inevitável. Hoje, eles não lideram apenas um império.Eles sustentam uma família inteira que gira ao redor deles. ...

  • Vendida para o Don 2   Spoiler João Miguel e Astrid

    Capítulo 268 João Miguel Prass Fernandes Estaria mentindo se dissesse que concordei com o casamento com Astrid só pelo cargo de Don. Eu gostei dela desde a primeira vez que a vi. Mas devo confessar que depois que viajei pra Suécia e senti um pouco do que era ter poder, gostei muito. Como não estaria feliz sabendo que vou juntar duas coisas que pensei que seria impossível? Casar com a mulher que procurei por um tempo e ainda ganhar um cargo que jamais passou pela minha cabeça que eu teria. Na máfia, na maioria das vezes não temos escolha, mas sinto que sou um cara de sorte. Há meses eu tenho noção que ela me escolheu, mas sentado aqui nesse restaurante agora, olhando pra ela, sei que é definitivo. — Então você realmente está de acordo com tudo o que conversamos? Vai viajar comigo amanhã pra Suécia para o casamento? — ela é tão séria. Não parece a mulher que conheci. E disse umas coisas que mal entendi sobre um acordo. — Sabe... Quando te conheci você chorava

  • Vendida para o Don 2   Construindo

    Capítulo 267 Manuela Strondda Depois de um susto. Depois de gente demais circulando, verificando cada canto, reforçando segurança, trocando códigos, ajustando rotinas, pela primeira vez desde aquele dia do chá, eu realmente senti que tudo tinha voltado ao normal. Eu estava diante do espelho, terminando de me arrumar, passando as mãos pelo vestido para alinhar o tecido sobre o corpo. O movimento foi automático, mas a outra mão acabou indo direto para a barriga. Isso já fazia parte de mim. Já me vejo mãe da nossa pequena bonequinha. Foi quando senti a presença dele antes mesmo de ouvir a voz. — Tem certeza que está tudo bem? — Hugo perguntou. Olhei pelo reflexo do espelho. Ele estava parado perto da porta, postura firme como sempre, mas o olhar… o olhar ainda carregava aquela tensão que não tinha ido embora completamente. Virei de frente para ele, cruzando os braços com calma. — Hugo… já está tudo bem. — Ele não respondeu de imediato. Apenas me observou. Suspirei

  • Vendida para o Don 2   Um novo jardim

    "Você nasceu no meio de uma guerra… mas vai crescer no topo dela.”Capítulo 266 Vinícius Strondda Nessa madrugada, eu estava acordado antes mesmo de Dante começar a chorar. Não sei explicar o que era. Instinto, talvez. Ou simplesmente o fato de que meu corpo já tinha aprendido a prestar atenção nele mesmo dormindo pouco. Virei o rosto e encontrei Lucia adormecida. O cabelo espalhado no travesseiro, a respiração leve, o corpo ainda cansado do parto e dos dias intensos que vieram depois. Havia algo quase sagrado em vê-la assim, finalmente descansando. Depois de tudo o que o corpo dela enfrentou para trazer meu filho ao mundo, eu não queria acordá-la por nada. Foi então que o resmungo começou no berço ao lado. Baixo, pequeno, mas suficiente para me fazer levantar na mesma hora. Aproximei-me devagar e vi Dante se mexendo dentro do cobertor, a boquinha se contraindo, os olhos ainda fechados, como se estivesse prestes a decidir se chorava ou não. Apoiei uma mão na beirada do b

  • Vendida para o Don 2   A reunião de posse

    Capítulo 265 Vinícius Strondda Alguns dias se passaram, e pela primeira vez em muito tempo eu não estava sendo consumido por reuniões, conflitos ou decisões que envolviam sangue. Minha atenção esteve voltada para um único lugar: Lucia e Dante. Eu observei cada detalhe. Cada respiração, cada pequeno movimento do meu filho, cada vez que Lucia o segurava com aquele cuidado que parecia instintivo. Aquilo era novo para mim, mas ao mesmo tempo… parecia certo. Como se tudo tivesse finalmente se encaixado. Mas a Strondda não para, e eu também não podia parar. Naquela noite, o reduto estava preparado para a reunião que agendei com todos os membros. A construção antiga, cheia de história, continuava imponente como sempre, mas os detalhes em ouro adicionados ao longo dos anos reforçavam ainda mais o poder que a família havia construído. As portas pesadas estavam abertas, os seguranças posicionados nas sombras e o brasão da Strondda dominava o arco de entrada como um lembrete sil

  • Vendida para o Don 2   Cuidar dele

    Capítulo 264 Vinícius Strondda O mundo inteiro podia desmoronar lá fora e ainda assim não faria diferença nenhuma, porque naquele momento tudo o que existia era ela… e ele. Lucia estava ali, exausta, suada, com os olhos marejados e ainda assim mais linda do que em qualquer outro momento da minha vida. E nos braços do médico, enrolado naquele lençol, pequeno, quente e chorando com força, estava o meu filho. Meu filho, Dante. O futuro Don da Strondda. Por um segundo, eu simplesmente não consegui me mover. Era como se o meu corpo tivesse esquecido como reagir, como respirar, como pensar. Eu, que sempre tive controle sobre tudo, me vi completamente rendido àquele momento. — Saudável, Don. Forte — disse o médico, aproximando-se um pouco mais. Forte? Claro que era. Aproximei devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar aquilo, e toquei o rosto pequeno de Dante com a ponta dos dedos. Ele era tão pequeno e, ao mesmo tempo, carregava um peso que nenhum homem

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