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EPÍLOGO - Alexander e Lucía

Autor: Aymara
last update Fecha de publicación: 2026-09-24 00:01:46

EPÍLOGO - Alexander e Lucía

O corredor do Tribunal de Família da cidade estava invulgarmente cheio nessa manhã.

A sala de espera da Sala Três tinha-se transformado numa extensão da Mansão De la Vega. O Augusto, apoiado na sua bengala mas com uma vitalidade renovada, conversava em voz baixa com a Matilde.

Dentro do sóbrio gabinete do juiz de plantão, o ambiente era de um silêncio respeitoso, quase reverenc

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Último capítulo

  • Você escolheu ela, ele me escolheu   CAPÍTULO 48

    CAPÍTULO 48A Sofía não foi a única que deu uma surpresa essa noite.A Karla, a codiretora de operações internacionais, calculava sempre as suas entradas. Sabia que a pontualidade era uma virtude, mas chegar estrategicamente tarde era uma declaração de poder.A Karla desceu do seu veículo exibindo um vestido de seda esmeralda que a fazia ver muito bonita. Mas a verdadeira surpresa não era o seu traje nem o seu atraso calculado.A Karla não chegou sozinha.Ao lado dela, oferecendo-lhe o braço com uma familiaridade polida, caminhava um jovem muito apessoado.Como chegou, a Karla evitou deliberadamente aproximar-se de imediato da mesa principal. Escapuliu-se pela lateral da tenda e sentou-se numa mesa secundária, onde reconheceu várias secretárias e chefias médias da empresa que tinham trabalhado com ela durante o seu breve tempo na sede central. O seu acompanhante correu-lhe a cadeira com galanteria, atraindo olhares curiosos e sussurros imediatos.A partir da mesa da família De la Vega

  • Você escolheu ela, ele me escolheu   CAPÍTULO 47

    CAPÍTULO 47À medida que se aproximavam das cavalariças, o som dos graves da festa foi-se desvanecendo, substituído pelo resfolegar suave dos animais e pelo som de cascos inquietos a bater contra a madeira das boxes.O ar dentro da grande estrutura de madeira era quente e cheirava a alfafa doce e a couro limpo. As luzes estavam tenues para não alterar os residentes.— Os animais estão um pouco nervosos com o movimento inusitado da casa —comentou a Sofía em voz baixa, guiando-o pelo corredor central, acariciando os focinhos que espreitavam pelas portas das baias à medida que passavam—. Não estão habituados a tantos carros e a música alta. Têm um ouvido e um instinto muito finos. Sentem que algo está diferente no ar.Chegaram ao fundo do estábulo. Um espaço mais amplo e isolado, onde a luz era quase amarela.Ali, apoiado contra a cerca da box principal, estava o Ramón, um dos empregados mais veteranos e de maior confiança da coudelaria. O Ramón estava a beber um café bem forte, a observ

  • Você escolheu ela, ele me escolheu   CAPÍTULO 46

    CAPÍTULO 46O Esteban levava a última meia hora a vaguear pela periferia do evento. Com o seu fato cinzento um pouco mais largo do que o necessário e um copo de vinho que mal tinha tocado.O seu olhar, no entanto, não procurava a aprovação do seu estrito chefe, o Thiago, nem a da impecável Karla. O que realmente queria, o que o tinha mantido a dar voltas à volta da zona dos grelhadores como um satélite tímido, era aproximar-se da Sofía.Tinha-a visto desde o momento em que chegou à quinta no autocarro fretado pela empresa. Ao contrário das executivas com os seus vestidos de cocktail e saltos impossíveis para o relvado, a Sofía levava um vestido comprido e fluido e umas botas baixas de couro. Movia-se entre as mesas com uma naturalidade avassaladora, a rir-se com os empregados de manutenção da mesma forma em que saudava os acionistas mais importantes.Armando-se de coragem, e aproveitando que o Mateo não estava na mesa principal e o Benício tinha arrastado o Thiago para o bar aberto, a

  • Você escolheu ela, ele me escolheu   CAPÍTULO 45

    CAPÍTULO 45Mas antes que a Samanta pudesse dar meia-volta e escapar em direção à segurança da casa, a Sofía deteve-a com uma última estocada de hospitalidade.— Samanta —disse-lhe a Sofía—, antes de ires mudar-te... gostaria que ficasses na reunião. Que participasses connosco no jantar.A Samanta arregalou os olhos, alarmada. O seu acordo com o Héctor era claro: dançar e desaparecer. Ficar para jantar com a família De la Vega não fazia parte do plano.— Oh, não, não é preciso —apressou-se a dizer ela, recuando—. Eu já terminei o meu trabalho. Tenho de regressar à cidade, tenho... tenho outros compromissos.A Lucía, que não estava disposta a deixar ir a artista que tinha trazido tanta beleza à sua festa, interveio com a sua autoridade de anfitriã e mãe.— Sim, por favor, Samanta. Fica. —A Lucía pôs-lhe uma mão cálida no braço nu—. Peço-to eu. Fizeste desta noite algo inesquecível para o Alexander e para mim. O mínimo que podemos fazer é oferecer-te um prato de comida quente e um copo

  • Você escolheu ela, ele me escolheu   CAPÍTULO 44

    CAPÍTULO 44O relógio marcava as dez da noite quando as luzes principais da tenda se atenuaram lentamente, deixando apenas o resplandor cálido das velas nos centros de mesa e umas luzes estratégicas focadas na pista de madeira que tinha sido instalada no centro do relvado. O murmúrio da multidão silenciou-se, substituído pela expetativa.A Sofía de la Vega, sentada junto ao seu irmão Mateo, inclinou-se ligeiramente para a frente.Uma melodia de piano, limpa e melancólica, começou a flutuar no ar frio da noite.Das sombras do jardim, emergiu uma figura.A Samanta não levava lantejoulas, nem penas, nem o olhar desafiante do Club Velvet. Vestia um maillot branco inmaculado e uma saia de tule vaporosa que lhe chegava abaixo dos joelhos. O seu cabelo escuro estava apanhado num carrapeto estrito de bailarina clássica, e o seu rosto, desprovido da maquilhagem pesada da cidade, exibia uma beleza pálida e etérea sob os focos tenues.Quando deu o primeiro salto, o tempo pareceu deter-se na quin

  • Você escolheu ela, ele me escolheu   CAPÍTULO 43

    CAPÍTULO 43Horas mais tarde, a Sofía regressou ao sórdido beco traseiro do Club Velvet.Voltou a bater na pesada porta metálica. Desta vez, o Héctor já a estava a esperar.A Sofía abriu a sua mala tiracolo e tirou um envelope de papel pardo abaulado. Estendeu-lho sem hesitar.— Aqui trago-lhe o adiantamento que lhe prometi, Héctor —disse ela, com um tom firme e profissional que tinha aprendido a observar a mãe a negociar com fornecedores—. Metade exata da tarifa acordada para a apresentação da Samanta este sábado na quinta.O Héctor pegou no envelope. Sopesou a grossura na sua mão e, sem largar o cigarro, meteu o polegar pela aba para o abrir.— Espero que não a ofenda, senhorita De la Vega, mas vou contar —murmurou ele, tirando as notas de banco do envelope—. Negócios são negócios.A Sofía cruzou os braços, mantendo a sua expressão inalterável.— Conte as vezes que precisar.— Falemos do pagamento final. O resto do dinheiro quero que mo traga a mim no sábado também em dinheiro vivo

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