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last update Fecha de publicación: 2025-12-18 00:26:59

A manhã chegou e a torturou com sua claridade. Ela piscou várias vezes, encontrando-se na suíte presidencial completamente sozinha, em uma cama gigantesca. Além disso, e o mais constrangedor, ela estava nua.

Sentia-se exposta mesmo com os lençóis cobrindo sua pele pálida, imediatamente levou as mãos à boca e arregalou os olhos, lembrando-se de repente de tudo o que aconteceu na noite anterior.

Gritou ao voltar àquele cenário proibido e desastroso, em que os dois foram protagonistas sem pudor.

— O que foi que eu fiz? — ela começou a dizer, ainda atordoada. Não conseguia fugir da vergonha que sentia naquele momento.

Aria queria pegar o primeiro voo para o Japão e não olhar para trás, era isso que passava por sua mente em meio ao desespero.

Durante todos aqueles anos, nunca pensou que acabaria dormindo com seu chefe, e mais ainda, seu amigo de anos, alguém com quem nunca pensou que se envolveria; definitivamente havia perdido a cabeça. Como se não bastasse, a lembrança das palavras de Maxwell voltaram à sua cabeça, o que ele disse naquela noite repercutia em seu ser, deixando-a pasma. Ela continuava incrédula ao saber que... Kensington tinha sentimentos por ela?

— Não, não pode ser — ela balançou a cabeça —. Certamente ouvi errado, além disso, pode ser que minha cabeça estivesse nublada e ele na verdade não disse essas palavras. Meu Deus, o que se supõe que eu faça? Como diabos poderei olhar para ele depois do que aconteceu entre nós? Maldição, Aria, por que você teve que dormir com Maxwell?

De repente, a última ligação de Sebastián caiu como um balde de água fria. Sua expressão mudou e ela bufou, pois a raiva havia voltado.

Aquele imbecil tinha ousado traí-la com outra pessoa, foi cruel com suas palavras e terminou com ela de uma hora para a outra. Ela se viu novamente naquela situação e pensou que não era tão diferente dele. Mas, em seu namoro com aquele tipo, ela nunca o traiu.

Maxwell, vestido em um caro terno preto, cabelo arrumado e saturando o espaço com seu perfume exclusivo que evocava poder e masculinidade, se apresentou no quarto, cravando seus potentes olhos azuis nela, dedicando-lhe um sorriso, aquele que derretia as mulheres, um sorriso que normalmente não causava nela algo descomunal como no resto.

Ela era a exceção.

Agora, mal sustentando seus olhos com seu fraco olhar âmbar, sua boca secou ao vê-lo parado ali e seu coração, que normalmente mantinha a calma, batia imperioso contra as paredes do peito.

"Eu sempre senti algo especial por você, Aria... Apenas um beijo, Aria. Apenas um". Ela se lembrou ao vê-lo, sentindo seus pulmões atrofiados.

— ...Eu estava pensando em deixar você descansar um pouco mais, mas temos uma reunião pendente e não posso faltar. Na verdade, se você não se apressar, chegaremos tarde e não quero ficar bravo — foi a primeira coisa que ele disse e ela ficou em silêncio, como se as palavras estivessem presas em sua garganta. Na verdade, ela não sabia como iniciar uma conversa como se nada tivesse acontecido, mas o dito cujo se dava bem em conversar e ignorar o ocorrido.

— Eu... Eu vou me vestir, vou me apressar — a mulher garantiu, sem olhá-lo nos olhos. Então, com o lençol envolvendo seu corpo, ela deixou a cama e avançou passando como um raio ao lado dele, mas isso não foi suficiente para não ser detida por seus dedos longos e ávidos que apertaram seu pulso, embora sem machucá-la.

Então, como se não estivessem próximos o suficiente, ele se inclinou.

— Ontem à noite, eu perdi o controle, sinto muito. Eu te machuquei?

Ela se soltou.

— Não, estou bem.

E saiu.

Aria não esperava essa resposta dele, não pensou que ele não daria importância ao ocorrido. Uma vez no banheiro, ela soltou o ar que estava segurando e ficou imóvel por um tempo, só então se olhou no espelho, observou sua pele.

Agarrada à pia, permitiu-se um tempo sozinha. Ela, que havia se guardado para o casamento, agora apenas um sonho distante, acabou se entregando a Maxwell em meio à sua mágoa. Não mediu seus atos no momento, estava cega.

Agora ele, apenas se desculpava por perder o controle.

Ela sorriu com amargura.

Apagou o gesto.

— Por que eu ficaria brava por ele pensar assim? Não deveria ser relevante para mim — deu de ombros.

Mas era.

Enquanto tomava banho, os pensamentos sobre o ocorrido a oprimiam. Sentiu-se perdida, refletindo sobre sua decisão de ter cruzado aquela linha. Depois de um tempo, escolheu roupas de sua mala e saiu do quarto.

Maxwell a observou de cima a baixo, e ela sentiu os nervos a invadirem.

Durante o trajeto de carro, ela se manteve distante, olhando pela janela. A todo momento, Maxwell a olhava, mas ela fingia que não percebia.

A reunião aconteceu em uma moderna sala de conferências, iluminada por amplas janelas que ofereciam uma vista espetacular da cidade. No centro, uma mesa de madeira polida estava cercada por cadeiras elegantes, e um projetor mostrava gráficos e dados que Maxwell e Aria haviam preparado.

— É um prazer conhecê-los. Vocês são um casal? — perguntou ele com um sorriso e uma sobrancelha levantada.

Aria sentiu o sangue subir ao rosto, corando intensamente. Maxwell, ao notar seu desconforto, endireitou-se na cadeira e adotou uma expressão séria.

— Não, não somos um casal — ele explicou, tentando manter a calma. O olhar do cliente tornou-se mais intenso, mas antes que pudesse fazer um novo comentário, Aria se apressou em intervir.

— Exato, somos apenas amigos fora do trabalho — ela esclareceu, com um tom ligeiramente trêmulo, evitando o contato visual e ainda vermelha de vergonha. Seu coração batia forte, e o desconforto da situação parecia aumentar.

Depois que a reunião terminou, Aria se dirigiu a Maxwell.

— Vou aproveitar para comprar algumas coisas — disse, tentando manter a distância.

— Precisamos conversar — ele respondeu, sério.

Ela balançou a cabeça.

— Não temos nada para conversar.

Mas ele a segurou.

— Eu não vou deixar você ir — ele garantiu com o olhar firme que a apontava.

Aria King engoliu em seco.

Nunca antes tinha visto seu mar brilhar tanto, seus olhos imperiosos sacudindo cada centímetro de seu ser.

— Max... — ela pronunciou, quase inaudível.

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Último capítulo

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   157 FIM

    As mãos de Aria tremiam a cada passo que dava em direção ao altar. Cada vez que olhava para frente, para onde Maxwell a esperava, seu coração acelerava. Ela usava um lindo vestido branco, pomposo e elegante, que ressaltava sua beleza natural. Seus passos delicados nos stilettos combinando completavam o visual sofisticado.Seu cabelo havia sido preso com cuidado, e o véu que caía sobre seu rosto lhe dava um toque de sonho. Aria se sentia como uma princesa no dia mais importante de sua vida.Todos os presentes estavam emocionados por testemunhar aquele momento tão especial. Luna, Laura e Javier, sentados na primeira fila, não conseguiam conter as lágrimas de felicidade.Estela, a dama de honra de Aria, admirava a beleza radiante de sua amiga. Vê-la tão feliz e plena enchia seu coração de alegria. Ao seu lado, Noah também sorria ao ver seu melhor amigo, Maxwell, finalmente unindo sua vida à de seu grande amor.Quando Aria chegou ao altar, pegou a mão de Maxwell e eles se olharam com uma

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   156

    1 ano depois...Maxwell acordou cedo naquela manhã, seu coração palpitava de emoção. Ele havia trabalhado arduamente no design da casa, cada detalhe cuidadosamente pensado para que Aria se sentisse em casa desde o primeiro momento. Sabia que seu trabalho como arquiteto era mais do que apenas construir estruturas; era criar espaços onde as pessoas pudessem viver, sonhar e crescer. A casa que ele havia projetado não era apenas um refúgio, mas um lugar onde eles poderiam construir suas vidas juntos, ao lado de seus trigêmeos.Enquanto se preparava, Maxwell revisou mais uma vez os últimos detalhes. Tudo estava pronto. Só faltava Aria chegar.Quando Aria chegou, Maxwell a recebeu com um sorriso e cobriu seus olhos. Ela, intrigada, obedeceu sem hesitar. Com cuidado, ele a guiou até a casa, sentindo seu coração acelerar. Ao chegar à porta, Maxwell pediu que ela contasse até três. Com um suspiro profundo, Aria começou a contar, e quando chegou ao três, ele descobriu seus olhos.A vista que se

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   155

    O dia da sentença havia chegado, e a tensão no ar era palpável. Máximo e Abigail Kensington estavam na sala do tribunal, rodeados de jornalistas e curiosos que esperavam ansiosos pelo veredito. Após semanas de testemunhos e revelações impactantes, o momento de enfrentar as consequências de suas ações havia chegado.O juiz, com uma expressão séria, dirigiu-se à sala. As palavras que pronunciou deixaram todos os presentes desnorteados.— Máximo Kensington, por sua participação na conspiração que levou ao acidente de Aria, e pelos crimes associados à sua conduta, o senhor está condenado a 15 anos de prisão.Um murmúrio percorreu a sala. Máximo, visivelmente afetado, cerrou os punhos. Sabia que nem todo o dinheiro do mundo o salvaria.Em seguida, o juiz dirigiu-se a Abigail:— Abigail Kensington, por sua omissão e sua cumplicidade ao não ajudar Julieta no momento crítico que levou à sua morte, a senhora está condenada a 10 anos de prisão.Abigail, com lágrimas nos olhos, sentiu que nada s

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   154

    Maxwell obteve algumas fotografias de sua mãe, até mesmo um suéter e alguns anéis. Ela havia sido uma mulher bonita, tinha um olhar peculiar, que o lembrou de seu filho Arthur. Seu sorriso era tão bonito e doce. Ele quis tê-la ao seu lado, poder abraçá-la e dizer que a amava por ter lhe dado a vida.Por isso, ele jogou no lixo todos aqueles momentos em que Abigail estava, quase todas as suas lembranças jogadas em uma lata, arruinadas por uma mentira.Maxwell segurava as fotos nas mãos e as lágrimas caíam sobre seu rosto freneticamente. Aria sentou-se ao lado dele e o abraçou pelos ombros, depois acariciou suas costas e lhe deu um beijo no maxilar.Ele olhou para ela. Seus olhos azuis estavam cristalizados, repletos de lágrimas.— Maxwell, chore tudo o que tiver que chorar, isso fará você se sentir melhor — prometeu com doçura. — Você precisa deixar sair tudo o que sente.Foi a única coisa de que Kensington precisou para deixar o choro escapar. Aria não se afastou dele, pelo contrário,

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   153

    Amanda e Sebastián estavam no terminal, nervosos mas emocionados com sua fuga iminente. Eles haviam planejado cada detalhe de sua fuga, convencidos de que haviam conseguido sair ilesos após terem chantageado não apenas Máximo, mas também Maxwell.— Não consigo acreditar que conseguimos — disse Amanda, olhando ao redor com ansiedade. O medo de serem pegos ainda os assombrava.— Só precisamos embarcar naquele avião e voar para longe daqui. Eles não conseguirão nos alcançar — respondeu Sebastián, sentindo-se seguro de que seu plano havia funcionado.No entanto, o que eles não sabiam era que a polícia estava seguindo seus movimentos desde que souberam de seu envolvimento na chantagem. Graças à informação fornecida por Maxwell, os agentes haviam ativado uma operação especial para interceptá-los.Enquanto caminhavam em direção ao portão de embarque, Amanda recebeu uma mensagem em seu telefone.— O que diz? — perguntou Sebastián, impaciente.— Não sei...Nesse momento, enquanto tentavam se a

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   152

    Maxwell, afetado pela verdade sobre sua verdadeira mãe e pela dor pelo acidente de Aria, decidiu se afastar de tudo e se dirigiu a um bar próximo. Sentou-se no balcão e pediu um copo atrás do outro, buscando no álcool um escape, mesmo que fosse momentâneo.Enquanto bebia, seu amigo Noah chegou, preocupado com seu estado. Ao vê-lo tão afetado, sentou-se ao lado dele e perguntou.— Maxwell, o que está acontecendo com você? Eu estava te procurando.Maxwell, com o olhar perdido, contou o que havia descoberto.— Noah, eu descobri que minha mãe não é minha verdadeira mãe. Meu pai me confirmou. Minha verdadeira mãe morreu há anos de uma doença — declarou.Noah ficou em choque.— Isso é uma loucura, Maxwell. E o que você vai fazer a respeito? — perguntou ainda impactado.Maxwell cerrou os punhos, sentindo que a ira o consumia.— Vou me vingar do meu pai. Ele é o responsável por tudo isso, e também pelo que aconteceu com a Aria — declarou.Noah olhou para ele com preocupação, sabendo que a vin

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