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last update Fecha de publicación: 2025-12-18 00:26:28

Ao sair do banheiro, Aria avistou Maxwell sozinho à distância. Para sua surpresa, ele estava bebendo. Era incomum vê-lo assim, já que Maxwell raramente consumia álcool; ele sempre dizia que isso nublava seu julgamento e o fazia agir de forma boba.

Ela se aproximou dele prontamente.

— Maxwell, você está bem? — Aria perguntou, tentando esconder sua própria dor.

Ele levantou a vista, e sua expressão mudou ao notar a angústia no rosto de Aria.

— Sim, só preciso relaxar um pouco — garantiu, sua voz um pouco mais grave do que o normal.

— Onde está o Sr. Collins?

— Ele foi embora há alguns minutos, teve um imprevisto.

— Já é tarde, deveríamos ir descansar.

Ele continuou bebendo enquanto Aria o olhava com desaprovação.

— Maxwell, o que você pensa que está fazendo? — ela perguntou tentando manter a calma —. Pare de beber, você vai ficar bêbado. Você se lembra da última vez que bebeu? Você acabou chorando como uma criança por aquele gatinho de rua, por favor, pare.

— Só... desta vez — balbuciou ele, tentando sorrir, mas acabou fazendo um bico.

O coração de Aria deu um salto naquele momento, tentando entender como aquele homem adulto poderia parecer-lhe terno naquele estado.

— Você tem que parar de beber em grandes quantidades, Maxwell. Vamos, levante-se, vamos para o quarto — insistiu, tentando ajudá-lo a ficar de pé.

Maxwell cambaleou, e Aria teve que fazer um esforço considerável para segurá-lo.

— Você é tão chata agora, Aria — ele murmurou, com uma risada boba que não lhe caía nada bem—. Você está sempre tão... tão... irritada. Deixe-me beber.

— E você está sempre tão... tão idiota quando bebe — ela se defendeu, puxando seu braço com mais força. — Vamos, não me faça arrastar você até o quarto.

Maxwell riu de novo, mas depois sua expressão mudou.

— Sabe? Às vezes me pergunto se estou fazendo a coisa certa... — ele soltou, enquanto Aria o guiava para o elevador.

— Fazendo a coisa certa em que sentido? — ela perguntou curiosa, sentindo que a situação ficava mais estranha a cada momento —. Eu acho que você é muito bom no que faz, você não tem ideia do quanto me sinto orgulhosa de tudo o que você conquistou. A que você se refere, Max?

Max, era assim que ela o chamava carinhosamente.

— Em amar... em amar a pessoa errada — ele admitiu, sua voz um pouco mais baixa —. Não é para mim, não pode ser para mim.

Aria parou abruptamente, não conseguia entender por que de repente Maxwell se referia a isso. Ele jamais havia se interessado por uma mulher, sempre esteve focado em seu trabalho, agora confessava estar interessado em alguém.

— Maxwell, pare de dizer bobagens. Não é a hora. Você está bêbado — ela lembrou, embora por dentro sentisse uma pontada de curiosidade.

— Isso não significa que eu não saiba o que sinto — ele bufou, olhando-a nos olhos. Aria pôde ver um brilho intenso em seus olhos azuis—. Eu sempre senti algo especial por você, Aria.

Naquele momento, Aria sentiu seu coração bater forte, que seu órgão vital ameaçava sair de seu peito, ela mal conseguiu reprimir aquela espiral de emoções, deixando-a atordoada.

— Maxwell, não é a hora para isso. Você está confuso, ok?

No entanto, ele se aproximou um pouco mais, seu hálito de álcool e seu perfume saturaram o espaço dentro do elevador e se apropriaram de sua vulnerabilidade.

— Não estou confuso, estou cansado de seguir as regras, de ser correto, de esconder o que sinto — ele confessou, deixando-a atônita.

— Maxwell, não... — ela murmurou, mas sua voz se apagou quando ele se inclinou em sua direção, quase como se fosse beijá-la.

— Apenas um beijo, Aria. Apenas um — ele emitiu, e por um momento, ela se deixou levar pela intensidade da situação.

Na verdade, ela se sentia presa, confusa pela recente separação e pela traição, agora com um bêbado que a convidava a cruzar a linha.

Era impensável!

Mas as circunstâncias mudaram tanto a ponto de levá-la ao que não imaginava em sua vida. Aria fechou os olhos e, sem pensar mais, se aproximou dele. Seus lábios se encontraram, e o beijo foi apenas um roçar de lábios.

— Vamos para o quarto — solicitou Maxwell, com a voz carregada de desejo —. Aria...

A dita cuja se afastou, sentindo-se confusa e alterada.

— Não deveríamos fazer isso, Maxwell. Você está bêbado, e eu estou... eu não estou pensando com clareza. Nenhum de nós está com a cabeça fria neste momento.

— Você por acaso acha que é só coisa de um bêbado? — ele soltou, esboçando um sorriso bobo, e ela respirou fundo—. Eu quero estar com você, Aria. Eu quero passar esta noite com você.

Ela o olhou nos olhos, sentindo que no meio daquele caos emocional, eles estavam conectados. Ela engoliu em seco.

Uma vez lá dentro, Aria se sentiu um pouco perdida. O quarto era elegante e espaçoso, como de costume. Maxwell se aproximou, envolvendo suas costas, ela sentiu um arrepio da cabeça aos pés com o contato dele e quase tocou o céu ao sentir seus lábios quentes em seu pescoço.

— Aria... — ele acariciava sua pele.

Ela não conseguiu resistir.

Logo se lançou em seus braços e se deixou levar por aquele beijo ardente. Parecia que o anseio oculto e reprimido podia ser liberado. Ele continuou, suas mãos encontrando a cintura de Aria e a puxando para perto. Aria sentia que a qualquer momento cairia inconsciente porque havia esquecido como respirar.

O oxigênio não era indispensável, apenas os dois.

— Temos que parar, porque isso é uma loucura... — ela pronunciou sem fôlego enquanto suas mãos se enredavam no cabelo escuro de Maxwell.

— Aria, você é minha, você me pertence — ele atacou, seu hálito quente roçou sua pele.

Os enormes olhos âmbar de Aria se arregalaram, e ela estava prestes a obedecer ao pouco de sensatez que lhe restava. Não o fez.

Com um movimento decidido, Maxwell a puxou, levando-a para a cama. Aria se deixou cair suavemente, sentindo que todo o resto desaparecia e restavam apenas os dois.

— Você é incrível — sussurrou Maxwell, admirando-a —. Realmente linda.

Aria sorriu, perdida em seus olhos.

— Não exagere, eu sempre fui... — ela não pôde terminar a frase, porque Maxwell voltou a capturar seus lábios, tomando posse dela.

A sintonia naquele momento entre eles, a forma como ele a olhava, tudo a envolvia em uma miríade de sensações.

Maxwell se separou por um momento, seu rosto a apenas centímetros do dela.

— Tem certeza disso? — ele perguntou, sua voz grave e profunda.

— Não pare.

Cúmplice daquele sentimento mútuo, ele foi deixando um rastro de beijos ardentes que a fizeram estremecer. Ela fechou os olhos, deixando que ele tomasse conta.

Logo as roupas desapareceram.

E o quarto foi testemunha do que aconteceu. Aquilo que mudaria suas vidas para sempre.

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Último capítulo

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   157 FIM

    As mãos de Aria tremiam a cada passo que dava em direção ao altar. Cada vez que olhava para frente, para onde Maxwell a esperava, seu coração acelerava. Ela usava um lindo vestido branco, pomposo e elegante, que ressaltava sua beleza natural. Seus passos delicados nos stilettos combinando completavam o visual sofisticado.Seu cabelo havia sido preso com cuidado, e o véu que caía sobre seu rosto lhe dava um toque de sonho. Aria se sentia como uma princesa no dia mais importante de sua vida.Todos os presentes estavam emocionados por testemunhar aquele momento tão especial. Luna, Laura e Javier, sentados na primeira fila, não conseguiam conter as lágrimas de felicidade.Estela, a dama de honra de Aria, admirava a beleza radiante de sua amiga. Vê-la tão feliz e plena enchia seu coração de alegria. Ao seu lado, Noah também sorria ao ver seu melhor amigo, Maxwell, finalmente unindo sua vida à de seu grande amor.Quando Aria chegou ao altar, pegou a mão de Maxwell e eles se olharam com uma

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   156

    1 ano depois...Maxwell acordou cedo naquela manhã, seu coração palpitava de emoção. Ele havia trabalhado arduamente no design da casa, cada detalhe cuidadosamente pensado para que Aria se sentisse em casa desde o primeiro momento. Sabia que seu trabalho como arquiteto era mais do que apenas construir estruturas; era criar espaços onde as pessoas pudessem viver, sonhar e crescer. A casa que ele havia projetado não era apenas um refúgio, mas um lugar onde eles poderiam construir suas vidas juntos, ao lado de seus trigêmeos.Enquanto se preparava, Maxwell revisou mais uma vez os últimos detalhes. Tudo estava pronto. Só faltava Aria chegar.Quando Aria chegou, Maxwell a recebeu com um sorriso e cobriu seus olhos. Ela, intrigada, obedeceu sem hesitar. Com cuidado, ele a guiou até a casa, sentindo seu coração acelerar. Ao chegar à porta, Maxwell pediu que ela contasse até três. Com um suspiro profundo, Aria começou a contar, e quando chegou ao três, ele descobriu seus olhos.A vista que se

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   155

    O dia da sentença havia chegado, e a tensão no ar era palpável. Máximo e Abigail Kensington estavam na sala do tribunal, rodeados de jornalistas e curiosos que esperavam ansiosos pelo veredito. Após semanas de testemunhos e revelações impactantes, o momento de enfrentar as consequências de suas ações havia chegado.O juiz, com uma expressão séria, dirigiu-se à sala. As palavras que pronunciou deixaram todos os presentes desnorteados.— Máximo Kensington, por sua participação na conspiração que levou ao acidente de Aria, e pelos crimes associados à sua conduta, o senhor está condenado a 15 anos de prisão.Um murmúrio percorreu a sala. Máximo, visivelmente afetado, cerrou os punhos. Sabia que nem todo o dinheiro do mundo o salvaria.Em seguida, o juiz dirigiu-se a Abigail:— Abigail Kensington, por sua omissão e sua cumplicidade ao não ajudar Julieta no momento crítico que levou à sua morte, a senhora está condenada a 10 anos de prisão.Abigail, com lágrimas nos olhos, sentiu que nada s

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   154

    Maxwell obteve algumas fotografias de sua mãe, até mesmo um suéter e alguns anéis. Ela havia sido uma mulher bonita, tinha um olhar peculiar, que o lembrou de seu filho Arthur. Seu sorriso era tão bonito e doce. Ele quis tê-la ao seu lado, poder abraçá-la e dizer que a amava por ter lhe dado a vida.Por isso, ele jogou no lixo todos aqueles momentos em que Abigail estava, quase todas as suas lembranças jogadas em uma lata, arruinadas por uma mentira.Maxwell segurava as fotos nas mãos e as lágrimas caíam sobre seu rosto freneticamente. Aria sentou-se ao lado dele e o abraçou pelos ombros, depois acariciou suas costas e lhe deu um beijo no maxilar.Ele olhou para ela. Seus olhos azuis estavam cristalizados, repletos de lágrimas.— Maxwell, chore tudo o que tiver que chorar, isso fará você se sentir melhor — prometeu com doçura. — Você precisa deixar sair tudo o que sente.Foi a única coisa de que Kensington precisou para deixar o choro escapar. Aria não se afastou dele, pelo contrário,

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   153

    Amanda e Sebastián estavam no terminal, nervosos mas emocionados com sua fuga iminente. Eles haviam planejado cada detalhe de sua fuga, convencidos de que haviam conseguido sair ilesos após terem chantageado não apenas Máximo, mas também Maxwell.— Não consigo acreditar que conseguimos — disse Amanda, olhando ao redor com ansiedade. O medo de serem pegos ainda os assombrava.— Só precisamos embarcar naquele avião e voar para longe daqui. Eles não conseguirão nos alcançar — respondeu Sebastián, sentindo-se seguro de que seu plano havia funcionado.No entanto, o que eles não sabiam era que a polícia estava seguindo seus movimentos desde que souberam de seu envolvimento na chantagem. Graças à informação fornecida por Maxwell, os agentes haviam ativado uma operação especial para interceptá-los.Enquanto caminhavam em direção ao portão de embarque, Amanda recebeu uma mensagem em seu telefone.— O que diz? — perguntou Sebastián, impaciente.— Não sei...Nesse momento, enquanto tentavam se a

  • Vou ter trigêmeos do meu chefe   152

    Maxwell, afetado pela verdade sobre sua verdadeira mãe e pela dor pelo acidente de Aria, decidiu se afastar de tudo e se dirigiu a um bar próximo. Sentou-se no balcão e pediu um copo atrás do outro, buscando no álcool um escape, mesmo que fosse momentâneo.Enquanto bebia, seu amigo Noah chegou, preocupado com seu estado. Ao vê-lo tão afetado, sentou-se ao lado dele e perguntou.— Maxwell, o que está acontecendo com você? Eu estava te procurando.Maxwell, com o olhar perdido, contou o que havia descoberto.— Noah, eu descobri que minha mãe não é minha verdadeira mãe. Meu pai me confirmou. Minha verdadeira mãe morreu há anos de uma doença — declarou.Noah ficou em choque.— Isso é uma loucura, Maxwell. E o que você vai fazer a respeito? — perguntou ainda impactado.Maxwell cerrou os punhos, sentindo que a ira o consumia.— Vou me vingar do meu pai. Ele é o responsável por tudo isso, e também pelo que aconteceu com a Aria — declarou.Noah olhou para ele com preocupação, sabendo que a vin

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