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CAPÍTULO 29

작가: Ouverney
last update 게시일: 2026-10-08 03:55:30

A manhã avançava na empresa de Kiraz com a normalidade possível.

Reuniões.

Documentos.

Telefonemas.

Pessoas entrando e saindo de sua sala.

O trabalho não tinha diminuído apenas porque sua vida pessoal parecia ter decidido concentrar acontecimentos demais em um único período.

Kiraz estava inclinada sobre alguns relatórios quando sua secretária apareceu.

— Kiraz, chegou uma entrega para você.

Dante entrou na sala de Kiraz sem saber que aquele dia seria diferente de todos os outros.

Tinha ido até
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    Capítulo — Quando o mundo souberÀs duas e quarenta da tarde, a sala de imprensa já estava praticamente preparada.O espaço escolhido pela equipe de comunicação de Vicente ocupava o auditório principal da sede da empresa, no alto de um edifício envidraçado que dominava parte do centro financeiro da cidade. Pelas paredes de vidro, era possível observar o movimento dos carros nas avenidas, o reflexo dos prédios vizinhos e o céu claro que começava a perder a intensidade do meio-dia.Lá dentro, porém, toda a atenção estava concentrada no palco.O painel com o nome da empresa ocupava a parede central. À direita, uma tela exibia as primeiras imagens do novo empreendimento imobiliário: construções baixas, madeira, vegetação abundante, caminhos de areia clara e pequenas estruturas distribuídas ao longo da costa. O projeto havia sido concebido para oferecer uma experiência de vila à beira-mar, com bangalôs, cafés, restaurantes e espaços de convivência integrados à paisagem.As primeiras fileir

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    Naquela noite, nenhum dos dois dormiu direito.Kiraz entrou no quarto, fechou a porta e permaneceu alguns segundos encostada nela.O silêncio do ambiente parecia diferente.Ela já havia tomado banho, trocado de roupa, prendido parte dos cabelos ainda úmidos e organizado algumas coisas sobre a penteadeira. Tudo estava no lugar.Menos seus pensamentos.Ela se sentou na beirada da cama.Por alguns segundos, tentou pensar apenas no dia seguinte.A coletiva.A família.O anúncio.As perguntas que certamente surgiriam.O casamento que, até então, existia apenas dentro de uma pequena bolha protegida dos olhos do mundo.Mas seus pensamentos insistiam em voltar para o escritório.Para o momento em que Vicente havia lido o cartão.Kiraz fechou os olhos.Ela tinha visto.Não precisava que ele dissesse.A mudança havia acontecido diante dela.A mão apertando o papel.Os nós dos dedos embranquecendo.A mandíbula rígida.Aquele olhar que não era exatamente raiva, mas também estava muito distante da

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    Dante ainda estava parado diante da mesa de Kiraz.Os olhos continuavam presos à mão dela.Ao anel.Era pequeno.Discreto. Elegante.E, justamente por isso, parecia ainda mais difícil acreditar nele.Dante tentou afastar o olhar, mas não conseguiu.Talvez fosse uma encenação.Era a primeira explicação que sua mente conseguia encontrar.Talvez Kiraz tivesse colocado aquele anel justamente para fazê-lo parar. Talvez tivesse sido uma decisão tomada no impulso, uma forma de estabelecer uma barreira que ela sabia que ele não conseguiria ignorar.Talvez Vicente tivesse comprado aquilo apenas para sustentar uma aparência.Um casamento.Uma história conveniente.Uma maneira de encerrar perguntas.Dante agarrou-se a essas possibilidades como alguém que se recusa a aceitar a porta fechada diante de si.Porque, se aquilo fosse realmente um casamento, então significava que ele havia perdido Kiraz.Não apenas perdido a oportunidade de recuperá-la.Perdido a mulher que, por tanto tempo, ele acredi

  • o CEO que sempre me amou.   CAPÍTULO 29

    A manhã avançava na empresa de Kiraz com a normalidade possível.Reuniões.Documentos.Telefonemas.Pessoas entrando e saindo de sua sala.O trabalho não tinha diminuído apenas porque sua vida pessoal parecia ter decidido concentrar acontecimentos demais em um único período.Kiraz estava inclinada sobre alguns relatórios quando sua secretária apareceu.— Kiraz, chegou uma entrega para você.Dante entrou na sala de Kiraz sem saber que aquele dia seria diferente de todos os outros.Tinha ido até ali porque precisava vê-la.Não sabia exatamente o que esperava encontrar.Talvez a mesma mulher que, apesar de tudo, ainda guardava algum espaço para ele. Talvez uma brecha em alguma conversa. Talvez apenas um olhar que confirmasse aquilo que ele insistia em acreditar: que a história dos dois ainda não tinha terminado completamente.Então viu as flores.O buquê estava sobre a mesa.Não era pequeno.Era cuidadosamente montado, elegante, com rosas em tons claros, flores brancas de pétalas delicad

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    A noite estava fresca quando o carro de Vicente entrou pelo portão da casa de seus pais.Kiraz observou a fachada pela janela.A casa era grande, mas não tinha a imponência fria que ela esperava. Havia árvores antigas ao redor do jardim, vasos de flores espalhados perto da entrada e pequenas luminárias iluminando o caminho até a porta. As janelas do térreo deixavam escapar uma luz quente, e, de algum lugar, vinha o aroma de comida recém-preparada.Ela respirou fundo.Vicente percebeu.— Você está nervosa.— Um pouco.— Não precisa.— Você fala isso porque está chegando na casa dos seus pais. Eu estou entrando pela primeira vez na casa dos meus sogros.Ele desligou o motor e virou o rosto para ela.— Minha mãe não está esperando uma apresentação formal.— Eu sei.— Ela quer conhecê-la.Kiraz sorriu.— Isso me deixa mais nervosa ainda.— Por quê?— Porque quando alguém quer realmente conhecer a gente, não adianta escolher uma roupa bonita e responder educadamente às perguntas. Em algum

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    A noite já havia tomado conta da casa dos pais de Kiraz quando os dois finalmente se despediram. As luzes do jardim permaneciam acesas, espalhando pequenos círculos dourados pelo caminho de pedras. O ar estava fresco, e uma brisa leve fazia as folhas das árvores se movimentarem acima deles. Da cozinha ainda vinha um cheiro discreto de café e canela, lembrança do jantar que havia terminado alguns minutos antes. Kiraz estava junto à porta, abraçada à mãe. — Agora eu realmente vou — disse, rindo. Catarina segurou os braços da filha antes de soltá-la. — Você falou isso há cinco minutos. — Porque você continua arranjando assunto. — Sou sua mãe. Tenho esse direito. — Direito a cinco minutos extras? — No mínimo. Kiraz riu. — Está bem. Mas agora eu vou mesmo. Catarina ajeitou uma mecha do cabelo da filha. — Me avisa quando chegar. — Mãe, é tarde. Você não precisa ficar esperando. — Eu não disse que vou ficar esperando acordada. Disse para me avisar. — Está bem. — E se estive

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