TRAÍDA pelo EX, ENGRAVIDEI e CASEI com irmão BILIONÁRIO dele

TRAÍDA pelo EX, ENGRAVIDEI e CASEI com irmão BILIONÁRIO dele

last updateLast Updated : 2026-11-05
By:  Nanda Érica Updated just now
Language: Portuguese
goodnovel18goodnovel
Not enough ratings
23Chapters
113views
Read
Add to library

Share:  

Report
Overview
Catalog
SCAN CODE TO READ ON APP

TRAÍDA PELO NOIVO, ISAURA ENGRAVIDOU DE UM DESCONHECIDO APÓS UMA NOITE DE AMOR. DOIS ANOS DEPOIS, REENCONTROU O PAI DO SEU FILHO E ACEITOU SE CASAR COM ELE — SEM SABER QUE ERA O IRMÃO BILIONÁRIO DO EX. AGORA, O HOMEM QUE A TRAIU NO PASSADO QUER ELA DE VOLTA. Às vésperas do casamento, Isaura Trevine flagrou o noivo com outra mulher. Decepcionada, saiu para beber com um desconhecido e viveu uma noite de amor. Foi embora sem saber seu nome, mas levou consigo um filho daquela noite. Dois anos depois, com a avó morta, sem dinheiro e sem ter onde morar com seu bebê, Isaura reencontra aquele homem. Magnus oferece cinquenta mil reais por um noivado de mentira. Ela aceita. Mas, ao conhecer a família dele, descobre que seu futuro marido é irmão do ex. Ferida e cansada de ser humilhada, Isaura concorda em transformar a encenação em casamento. Agora, precisa enfrentar o ex arrependido, resistir ao marido irresistível e proteger o segredo que os une. Magnus aceitou fingir ser o pai do filho dela. Ele só não sabia que não precisava fingir.

View More

Chapter 1

CAP. 1 - Traição

POV / ISAURA TREVINE

Alisei o vestido enquanto o elevador subia e girei o anel no dedo, tentando conter a ansiedade. Faltavam catorze dias para o casamento, e eu ainda não sabia o que usaria na cerimônia. Conrad dizia que resolveria tudo, mas, sempre que eu perguntava sobre os preparativos, ele estava ocupado demais para conversar.

Naquela noite, fui sem avisar, mesmo sabendo que ele não gostava de visitas inesperadas. Não nos víamos havia mais de uma semana, e eu estava com saudade até de quando reclamava dos meus cachos presos nos botões da camisa dele. O elevador abriu, e segui para a última porta do corredor. Um homem estava sentado no chão, com a cabeça baixa e os cotovelos apoiados nos joelhos. Desviei da perna estendida, apertando a bolsa contra o corpo. Um bêbado naquele prédio? Pelo preço que devia custar morar ali, imaginei que alguém já teria aparecido para ajudá-lo.

Parei diante do apartamento e ergui a mão para bater, pensando se Conrad sorriria ao me ver ou se perguntaria por que eu não tinha ligado antes.

— Se eu fosse você, não bateria nessa porta.

Virei o rosto. O homem levantou a cabeça, ainda com os cotovelos apoiados nos joelhos.

— Está falando comigo?

— Estou.

Baixei um pouco a mão, olhando da porta para ele.

— Por quê?

Ele passou os dedos pela barba antes de responder.

— Porque a minha namorada entrou aí.

Franzi a testa. Conferi o número do apartamento e voltei a encará-lo.

— Você deve estar enganado. Meu noivo mora aqui.

O homem olhou para o anel no meu dedo e depois para a porta.

— Não estou enganado. Eu a segui até aqui. Já faz mais de uma hora que ela entrou.

Senti um desconforto no estômago. Aproximei-me da madeira, ainda procurando alguma explicação para aquilo.

— Ela pode ter vindo conversar com ele…

Encostei o ouvido na porta antes que o homem respondesse. Ouvi um ruído abafado, seguido de uma voz feminina.

— Vai… mais forte…

Afastei o rosto por um instante, mas voltei a escutar. Precisava ter certeza. Um gemido mais alto atravessou a porta, e reconheci a voz de Conrad logo depois. Meu coração acelerou. Continuei com o ouvido ali, esperando alguma coisa que desmentisse o que tinha acabado de ouvir, até que meus olhos começaram a arder.

Ele tinha me pedido em casamento. Tinha segurado minha mão diante da minha avó e dito que cuidaria de mim. Faltavam duas semanas. Apoiei a palma na parede e me afastei da porta. O homem recolheu a perna quando desci até o chão, sem conseguir continuar de pé. Sentei perto dele e puxei o vestido sobre os joelhos.

— A gente vai se casar — falei, olhando para o anel.

Ele ficou alguns segundos sem responder.

— Então acho que é pior para você.

Virei o rosto, incomodada, mas não encontrei um sorriso. Ele estava com o maxilar apertado e uma das mãos fechada sobre o joelho. Observei o cabelo preto, a barba e a camisa escura sob o paletó aberto. Era bonito, mais velho que Conrad, com ombros largos e roupas bem cuidadas. Não parecia bêbado agora que olhava para ele de perto.

— O que está fazendo aqui? — perguntei.

Ele ergueu uma sobrancelha.

— Você acabou de ouvir.

— Quero dizer… por que continua aqui?

O homem passou a mão pela barba e olhou para a porta.

— Estou esperando ela sair.

Apertei a bolsa no colo. Eu não sabia se queria ver quem estava lá dentro. Ouvir tinha sido suficiente para fazer minhas mãos esfriarem, mas uma parte de mim ainda procurava uma explicação. Fechei os olhos, envergonhada por ainda esperar que Conrad tivesse alguma.

— Eu devia ir embora.

— Quer ir?

Olhei para o elevador, mas não me levantei. Não queria voltar para casa e encontrar minha avó esperando notícias do casamento. Ela tinha separado um tecido para fazer uma roupa nova, mesmo depois de eu dizer que não precisava. Na tarde do pedido, chorou quando Conrad colocou o anel no meu dedo.

Passei o polegar sobre a pedra e senti a primeira lágrima cair.

— Eu não sabia de nada.

O homem virou o rosto para mim. Limpei a bochecha depressa e procurei um lenço na bolsa, remexendo nas coisas sem encontrar. Ele retirou um lenço do bolso e estendeu na minha direção.

— Obrigada.

Sequei os olhos, tentando não estragar ainda mais a maquiagem. Tinha levado tempo para me arrumar. Escolhi o vestido de que Conrad gostava e soltei o cabelo porque ele sempre dizia que eu ficava mais bonita assim.

— Talvez seja a primeira vez — falei.

O homem olhou para a porta antes de responder.

— Isso faria diferença?

Abri a boca, mas não consegui dizer nada. Baixei o rosto, apertando o lenço entre os dedos. O elevador chegou, e um entregador saiu com uma sacola de papel. Levantei a cabeça, com vergonha de estar no chão, mas ele apenas conferiu o número do apartamento.

— Entrega?

O homem ao meu lado se levantou.

— Está pago?

— Está, sim.

Ele recebeu a sacola e agradeceu. O entregador voltou para o elevador, e fiquei olhando o desenho de um taco impresso no papel. Conrad dizia que aquele restaurante era caro demais pelo tamanho das porções. Eu tinha sugerido que fôssemos lá outra vez, mas ele preferiu pedir uma pizza e ficar no apartamento.

— O que foi? — o homem perguntou.

— Eu gosto da comida daí.

Ele olhou para a sacola e depois se sentou, deixando-a entre nós.

— Então vamos comer.

Encarei as embalagens que começou a retirar.

— É sério?

— Você está com fome?

Não comia desde o almoço, mas só percebi quando senti o cheiro.

— Um pouco.

Ele abriu uma tampa e me ofereceu a embalagem. Hesitei antes de pegar.

— E se eles vierem buscar?

— Melhor. Também estou esperando uma explicação.

Aceitei a comida e segurei o taco com um guardanapo. Dei uma mordida pequena, tentando engolir apesar do aperto na garganta. Eu devia levantar, bater, gritar, chamar Conrad de alguma coisa. Em vez disso, estava sentada com um desconhecido, comendo uma refeição que meu noivo pediu para outra mulher.

O movimento da fechadura me fez parar de mastigar.

— Amor, acho que a comida chegou — uma mulher falou lá dentro.

A porta abriu, e ela apareceu com os cabelos castanhos úmidos, usando uma camiseta de Conrad. A barra cobria parte das coxas. Ainda segurando a maçaneta, olhou para mim e depois para a embalagem nas minhas mãos. Coloquei a comida no chão e me levantei, com a bolsa apertada contra o corpo.

— Quem é você?

Ela entreabriu os lábios, mas Conrad apareceu atrás dela antes que respondesse. Estava com o cabelo molhado e uma toalha enrolada na cintura. Apoiou a mão nas costas da mulher e olhou para fora.

— Isa? O que você está fazendo aqui?

Balancei a cabeça, tentando responder. Olhei da mão dele nas costas dela para a camiseta que eu conhecia. Conrad retirou a mão e avançou até a entrada.

— Não. Calma, não é o que você está pensando.

A mulher olhou para ele e soltou uma risada curta.

— Essa aí é a sua noivinha?

Apertei a alça da bolsa enquanto as lágrimas começavam a cair. Conrad se virou para ela, mas outra voz interrompeu antes que ele dissesse alguma coisa.

— É exatamente o que ela está pensando.

O homem se levantou ao lado da porta. Quando se aproximou de mim, a mulher virou o rosto e finalmente o viu. Seus dedos apertaram a maçaneta.

— Você? O que está fazendo aqui?

Ele parou ao meu lado, olhando para ela.

— Esperando você sair.

Conrad também ficou olhando para o homem. Puxei o anel do dedo, sem conseguir prestar atenção em mais nada.

— Isa, olha para mim. — Conrad estendeu a mão. — Eu posso explicar. Entra, vamos conversar.

Recuei antes que ele me alcançasse.

— Eu fiquei aqui… — Minha voz falhou, e precisei respirar antes de continuar. — Eu fiquei torcendo até agora para não ser verdade.

— Por favor, deixa eu…

Joguei o anel na direção do rosto dele. Conrad virou a cabeça, e ouvi o objeto cair no piso, mas não procurei onde. Fui para o elevador chorando, enquanto ele chamava meu nome. Quando as portas abriram, entrei e apertei o botão do térreo. Só olhei para trás quando começaram a fechar.

Conrad ainda estava no corredor. Na saída do prédio, mal consegui enxergar a calçada pelas lágrimas. A chuva caía forte, molhando meus pés sob a cobertura, e procurei o celular na bolsa sem saber para quem ligar. Eu só queria ir embora, mas não conseguia parar de chorar.

Expand
Next Chapter
Download

Latest chapter

More Chapters

To Readers

Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.


No Comments
23 Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status