Helena deixava o prédio após mais um dia intenso quando viu a figura encostada em seu carro. De longe, o paletó bem cortado e o sorriso ensaiado pareciam os mesmos. Mas por dentro, ela sentia que nada mais era igual.— Gabriel. — ela disse, com frieza.— Ainda sabe meu nome. Isso é um bom começo.— Eu nunca esqueço o nome das pessoas que me apunhalam.Ele riu, como se tudo fosse uma piada privada.— Sempre tão dramática…Ela cruzou os braços.— O que quer?— Falar. Sem plateia. Sem discursos. Só eu e você. Como antes.— Antes de você me trair com a minha irmã? — Helena completou, com veneno na voz.Gabriel suspirou.— Olha, eu sei que errei. Mas... você também não era fácil. Sempre fechada, ocupada demais com trabalho, com o mundo. Eu precisava de calor, de atenção…— E encontrou isso na cama da minha irmã. Que conveniente.Ele se aproximou, mas Helena não recuou. Ela estava firme.— Isadora é carinhosa, mas não é você. — ele disse, em voz baixa. — Ela me ama, eu sei. Mas você… você a
Última atualização : 2025-05-08 Ler mais