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O Jogo Começou

Autor: Eva Belmont
last update Fecha de publicación: 2025-05-09 00:11:34

A mensagem ficou piscando na tela do celular por longos segundos.

Helena encarava aquelas palavras como se fossem veneno escorrendo pelas bordas da realidade que ela começava a reconstruir. O passado insistia em tentar derrubá-la… mas agora ela estava de pé. E armada.

Bloqueou o número.

Respirou fundo.

Pegou o celular novamente e digitou para Júlia:

“Recebi uma mensagem anônima. Alguém está tentando me ameaçar.”

A resposta veio quase imediata:

“Tem cheiro de Isadora. Ela deve estar surtando com
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Capítulo bloqueado

Último capítulo

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    O tempo passou como o rio — em silêncio, levando e devolvendo o que era essencial. A vila cresceu, as árvores se multiplicaram, e a Casa das Águas tornou-se mais do que um lugar: era memória viva. As crianças que um dia correram entre as estantes agora traziam seus próprios filhos, e as histórias de Isadora e Rafael já não eram apenas lembradas — eram contadas como se fizessem parte da paisagem, como o som constante do rio ao fundo.Dizia-se que, em certas manhãs, quando o nevoeiro cobria a vila e o sol ainda não nascera, era possível ouvir duas vozes à beira das águas — uma feminina, calma e melodiosa, e outra mais grave, serena. Eram sussurros, quase preces, que vinham do coração do rio e se espalhavam pelo vento. Alguns diziam que era apenas o som das pedras sob a corrente; outros juravam que era o amor conversando com o tempo.A Casa das Águas agora tinha um novo guardião: um rapaz de olhos claros, nascido do mesmo chão que um dia acolhera Isadora. Chamava-se Bento e aprendera a l

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    O amanhecer se desenhou devagar, tingindo o céu com uma paleta de cinza, âmbar e ouro. O ar estava fresco, e o cheiro de maresia começava a se misturar ao perfume da terra. Rafael acordou antes do sol, com o som do rio o chamando pela última vez. Havia decidido, há dias, seguir seu curso até o ponto onde ele se encontrava com o mar — o lugar que Isadora sonhara visitar, mas nunca chegou a ver.Vestiu-se em silêncio, calçou as botas gastas e pegou o caderno. O mesmo caderno de capa de couro, agora velho, cheio de anotações, marcas de dedos e folhas dobradas. Colocou-o no bolso interno do casaco, junto a uma pequena pedra que ela havia recolhido da margem, muitos anos atrás.A caminhada começou com o sol ainda nascendo. O caminho era longo, mas o corpo dele, mesmo cansado, parecia sustentado por uma força antiga — talvez a mesma que movia o rio. Cada passo era uma lembrança: o primeiro olhar de Isadora, o toque das mãos, as noites sob o som das águas, as palavras sussurradas que o vento

  • Ela Casou com o Chefe   O Canto do Retorno

    O amanhecer chegou como um véu de luz fina sobre o campo. O rio, ao longe, cintilava entre as sombras, um espelho líquido que refletia o primeiro ouro do dia. O ar estava morno, limpo, e o som das águas parecia cantar algo antigo — uma melodia que não tinha começo nem fim, apenas continuidade.Rafael acordou com esse som. A casa branca respirava silêncio, o tipo de silêncio cheio de vida, que guarda lembranças em cada fresta. A madeira estalava levemente com o frio da madrugada, e o cheiro de café — o mesmo que ele agora fazia todas as manhãs — se espalhava pela cozinha.Enquanto esperava a água ferver, olhou pela janela e viu o movimento lento da névoa sobre o rio. Aquela visão era seu ritual diário, a sua oração. Não de súplica, mas de gratidão.Depois do café, caminhou até a margem, como fazia desde que Isadora partira. O caminho era o mesmo — as pedras gastas, a grama alta, o tronco caído na beira do barranco. Mas algo nele sempre parecia mudar. Talvez fosse o olhar dele que se tr

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