SILVANO DE SANTISSonhei com o beijo dela.A segunda vez que a beijei foi como um sonho. Não estava ferido, não havia febre, nem confusão, nem sombras.Apenas ela… seus lábios trêmulos, seus olhos cor de mel brilhando ao me olhar, e sua voz me dizendo aquilo que me devolveu a alma.Eu te amo.Esse “eu te amo” me deixou congelado, sem poder reagir.Minha mente dizia: pare-a.Mas meu corpo não respondeu… até que ela entrou no táxi.Esse “eu te amo” se cravou em mim como um tiro no peito. Não de dor, mas de vida.Porque até aquele momento, eu não sabia que estava morto por dentro.Eu tinha aprendido a viver sem fogo, sem tremores, sem risco… até ela.Anny.Desde que cruzou aquela porta com seus livros, sua torpeza e sua vontade de rir no meio de um escritório cheio de sombras… soube que vinha para destruir toda a minha ordem.E destruiu.Quando acordei, o beijo ainda queimava nos meus lábios.Eu estava apaixonado.Por ela.Sem escapatória.Sem desculpas.E aquele maldito vazio que eu tin
Última atualização : 2026-03-13 Ler mais