Na manhã seguinte, o apartamento ainda estava mergulhado naquele silêncio típico de depois de uma noite longa. A luz do dia já entrava pelas frestas da janela, suave, quase tímida, iluminando a sala onde Sofia e Alana ainda ocupavam o sofá, meio acordadas, meio rendidas ao cansaço. A porta se abriu devagar. Laila entrou na ponta dos pés, tentando não fazer barulho, equilibrando uma cesta grande nas mãos. O plano era simples: passar direto, deixar aquilo na cozinha e desaparecer antes que alguém notasse. Mas ela esqueceu de um detalhe importante. Sofia. — Bom dia — disse, levantando-se devagar, a voz ainda rouca de sono, mas atenta o suficiente para perceber qualquer movimento suspeito. Laila congelou por um segundo antes de forçar um sorriso. — Bom dia… desculpa, não queria acordar ninguém. — Nada — respondeu Sofia, já se espreguiçando — já está na hora da gente levantar mesmo. Ela cutucou Alana, que abriu os olhos com dificuldade, ainda processando onde estava. Foi então q
Última actualización : 2026-04-24 Leer más