Para Íris, aquilo tinha sido um terremoto.Mas, aos olhos de Durval, no fim das contas não passava de um erro pequeno, sem grande consequência, algo que ele podia muito bem varrer pra baixo do tapete.Íris ficou um bom tempo olhando pra ele. Quanto mais ela olhava, mais os olhos ardiam. No fim, ela não conseguiu dizer nada. O que sobrou nela foi só decepção.Quando Cauã ia abrir a boca, Nina segurou o braço dele, pedindo silêncio.Ela falou com um meio sorriso que não chegava aos olhos:— Já que o senhor pensa assim, o que é que a gente ainda pode dizer?Não adiantava insistir. Ela já devia saber, desde o começo, que não dava pra esperar de Durval nenhuma postura diferente.Por sorte, ela nunca tinha apostado todas as fichas nesse pai.Amanda achou que, daquela vez, seria como sempre: os irmãos Frota não conseguiriam encurralar ela de verdade. Então ela aproveitou o embalo e se virou para Durval:— Ah, pai, sobre o baile de caridade de hoje à noite… Eu posso ir, né?— Claro que pode. —
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