Ela sempre soube que Nina não era alguém com quem se pudesse brincar.Mas, até então, os métodos de Nina tinham sido diretos e, de certa forma, contidos.Foi a primeira vez que ela sentiu medo de verdade. Ela percebia, com uma clareza cortante, que Nina queria vê-la caída para nunca mais se levantar.Ao ouvir a acusação, Durval passou a encarar Nina com um quê de desconfiança no olhar.Só que, desde a manhã daquele dia, Nina parecia outra pessoa.Antes, ela era calma e firme, mas, ao mesmo tempo, era alguém que sabia ser respeitosa e filial.Naquele dia, só tinha sobrado a frieza.Antes que Durval abrisse a boca para questioná-la, Nina fez um leve aceno de cabeça para os policiais e, em seguida, deixou escapar um sorriso frio. Diante de todos os convidados, ela respondeu, com a voz firme o bastante para não deixar espaço para dúvidas:— Fui eu, sim. Mas isso não foi eu que armei alguma coisa por trás. Quem de fato envenenou alguém pelas costas não fui eu… Foi você. Um dos princípios da
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