Carlinha começa a rir de novo, balançando a cabeça: — Você não existe mesmo, menina, você é um perigo público. — Eu existo e sou muito lúcida, ele é que gosta de testar a paciência dos trabalhadores honestos. Ela tenta se recompor, mas a preocupação volta a surgir em seu semblante: — Mas me conta... você falou tudo isso na cara dele, sem gaguejar? — Tim-tim por tim-tim. — Sem sentir nenhum pingo de medo de ser demitida sumariamente? — Com raiva suficiente correndo nas veias, o medo simplesmente pega as coisas dele e fica esperando do lado de fora do prédio, afirmo, sem vacilar. Carlinha solta um suspiro longo, cruzando os braços na mesa: — Ava, confesso que você ainda vai acabar me matando do coração de tanto susto. — Que isso, menina! Você tem vinte anos recém-completados, seu coração é forte e aguenta o tranco. — E o seu também é bom que aguente, porque o perigo ronda a sua porta. Eu rio da preocupação genuína dela, mas logo fecho o semblante, voltando a pensar na nossa
Last Updated : 2025-08-22 Read more