— Não importa. — Disse Augusto, com o rosto inexpressivo. — Já se passaram três anos. É verdade, deveríamos ter outro filho. Talvez assim você finalmente aprenda a se comportar.Ao ouvir essas palavras, pensei no bebê que carregava em meu ventre. Meu tom saiu trêmulo:— Augusto, mande o motorista parar o carro agora! Caso contrário, eu pulo!Embora fosse uma ameaça vazia, já que jamais colocaria em risco a vida do meu filho, o motorista se assustou com a possibilidade. Ele imediatamente travou as portas do carro, num reflexo apressado.Talvez Augusto não esperasse uma reação tão intensa da minha parte. Sua expressão carregava uma mistura de desagrado e confusão. Para ele, eu deveria ser aquela Débora de sempre, que corria atrás dele, o bajulava e parecia incapaz de se afastar, mesmo que ele tentasse.Nesses três anos, toda vez que tínhamos uma relação íntima, ele fazia questão de tomar precauções. Não importava o quanto eu tentasse provocá-lo, não importava o quanto eu insinuasse quere
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