Nuno conhecia bem Mafalda. Agia por impulso, mas o coração era pequeno demais para a própria coragem. Em dias de trovão e chuva, bastava um estalo no céu para ela tremer inteira.A aparência confiante muitas vezes contradizia o que carregava por dentro.E era exatamente isso que o atraía. Até quando fingia força, ela parecia adorável.Mafalda apertava a mão de Nuno com força. Só quando o avião enfim se estabilizou percebeu o que fazia e, assustada, soltou depressa.Nuno olhou para a palma vazia. Um aperto sem nome se espalhou pelo peito....Ao mesmo tempo, na fronteira sudoeste de Faléria, ao amanhecer.Ayla passou um dia e uma noite inteira no quarto do hospital. O corpo, exausto, começou a cobrar o preço.Ela chegou sem roupas de troca, pegou vento no caminho e, quando o médico terminou os exames de Daniel, a tontura já não permitia que ficasse em pé.Letícia percebeu de imediato.— Lalá, volta para descansar um pouco. Eu fico aqui. — Disse, segurando-a com firmeza.— Estou bem, mãe
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