Patrick Silva Rocha Enquanto segurava Bruna contra o meu peito no meio daquela rua, senti uma pontada cortante no coração. Ver a minha mulher desmoronar, banhada em lágrimas por ter a sua honra atacada por pessoas medíocres, me destruía por dentro. O único erro dela foi nos amar, aceitar três homens, só por isso o mundo insistia em lhe condenar. Beijei o topo da sua cabeça com carinho, sentindo o perfume doce dos seus cabelos, e murmurei: — Fica calma, minha coelhinha... Por favor, não chore. Eu vou resolver isso, juro que vou. Bruna desfez o abraço devagar. Ela deu dois passos para trás, limpando as bochechas com as costas das mãos tremendo, e olhou para mim com os olhos azuis marejados e cheios de dor. — Resolver como, Patrick? — perguntou, a voz falhando pelo choro. — Como você vai fazer essas pessoas pararem de me olhar como se eu fosse uma vagabunda? Ajustei a postura, buscando uma solução rápida para arrancar aquela angústia do peito dela. — Talvez a gente deva ir embora
Última actualización : 2026-08-27 Leer más