A chuva ainda batia forte contra o vidro quando tudo finalmente desacelerou.Valentina estava deitada sobre o peito de Rafael, a pele quente contrastando com o ar mais frio que entrava pelas frestas da janela. O coração dele batia firme sob a orelha dela, num ritmo constante, seguro — quase perigoso demais para alguém como ele.Rafael passava a mão devagar pelas costas dela, um gesto distraído, íntimo, como se o mundo tivesse encolhido até aquele quarto escondido no alto da cidade. Os dedos desenhavam caminhos lentos, sem pressa, como se quisesse memorizar cada centímetro.Valentina suspirou fundo.Não era um suspiro de cansaço. Era de rendição contida.— Eu tenho que ir… — murmurou, a voz baixa, preguiçosa, contrariada.Rafael não parou o movimento da mão. Nem respondeu de imediato.— Pode ficar aqui. — disse, tranquilo. — Até eu ir embora.Ela fechou os olhos por um segundo, absorvendo a proposta como quem prova algo bom demais para recusar… e exatamente por isso perigoso.Suspirou
Última actualización : 2026-02-02 Leer más