Por AdrianEu era alguém doente, destinado a morrer cedo, que se agarrava à vida e fazia o possível para viver mais um dia. Cada dia era uma incerteza. Quando eu me forçava, era certo que teria uma crise, mas, mesmo sem fazer nada, elas surgiam com mais força e frequência a cada vez.Tomei coragem para me aproximar. Encostei o focinho em seu rosto, tocando de leve a sua pele. Ela estava fria, mas respirava, embora de forma fraca.“Oh céus, lá vou eu fazer mais uma loucura”, pensei, mordendo a touca do casaco dela e puxando-a comigo. Se eu fosse morrer, que fosse de forma honrosa, e não em cima de uma cama, em estado febril e delirante.“Pelo menos vai ser uma morte mais interessante”, resmungou meu lobo.“Você não ajuda em nada”, respondi, puxando-a com mais força.Poucos minutos depois de começar a arrastá-la, a neve parou de cair. Meus passos afundavam na neve com um som abafado, quase engolido pelo silêncio ao redor. Continuei puxando-a comigo por um caminho que só eu conhecia, com
آخر تحديث : 2026-09-24 اقرأ المزيد