A busca por Sofia Oliveira começou discretamente, como Gael prometera. Ele contratou um investigador particular — um homem discreto chamado Roberto, ex-policial com contatos em Porto Alegre — que trabalhou rápido. Em menos de uma semana, Roberto enviou um relatório completo: Sofia tinha 25 anos, morava em um apartamento simples no bairro Bom Fim, trabalhava como atendente em uma cafeteria e estudava administração à noite em uma faculdade pública. Mãe falecida há dois anos de câncer, pai registrado como Pierre Beaumont no cartório, mas sem contato. Sem antecedentes criminais, vida modesta, mas com uma rede de amigos leais.Elisa leu o relatório na varanda do apartamento, Alice brincando aos pés dela com blocos de montar.— Ela parece... normal — disse Elisa, voz baixa. — Trabalha, estuda. Não parece uma oportunista.Gael, ao lado dela com uma xícara de café, assentiu.— Roberto disse que ela é reservada. Não fala do pai pra ninguém. Talvez nem saiba de você.Alice ergueu a cabeça, curi
Última actualización : 2026-03-08 Leer más