Henrique ficou em silêncio por um instante. Então baixou os olhos, desviou o olhar e disse, num tom indiferente:— Nada. Foi só curiosidade.Tatiane achou aquilo estranho, mas não pensou muito no assunto.Quanto a sentir falta do irmão... Antes, ela sentia. Quando se lembrava da família feliz que os quatro tinham formado um dia, chegava a se deitar à noite e chorar em silêncio.Mas tantos anos haviam se passado.Agora, ela tinha Cristiano. Tinha uma mãe que a acolhia de coração e um irmãozinho adorável. Por mais profunda que fosse aquela saudade, a felicidade trazida por essa nova família acabava, pouco a pouco, preenchendo os vazios antigos.Só que, ao ouvir alguém mencioná-lo outra vez, Tatiane não pôde deixar de se perguntar como ele e a mãe estariam vivendo agora.O irmão provavelmente já havia construído a própria vida, talvez até formado uma família. Ela nem sabia se ainda teriam a chance de se reencontrar algum dia.E, mesmo que se reencontrassem, talvez fossem apenas estranhos.
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