Silvia Silva O sol da tarde filtrava-se pelas janelas da mansão, projetando sombras longas sobre o tapete persa onde Lana e eu nos entregávamos ao mundo das cores. Ela se concentrava com a seriedade de uma pequena artista, misturando tons de azul e verde, enquanto eu tentava, inutilmente, canalizar minha inquietação para a tela. Em outro canto da sala, Hannah mantinha um ritmo hipnótico, alimentando Luigi, cujos balbucios eram o único som que tentava — e falhava — em suavizar a eletricidade estática que impregnava aquele ambiente. Lá em cima, atrás da porta maciça do escritório, os homens estavam em modo de guerra. Leonel, Levi e Lian. Eu podia quase sentir a vibração das vozes, a tensão dos gestos, o desenrolar do plano para encurralar Laura. A estratégia estava pronta, os peões posicionados, mas, para mim, o silêncio daquela porta fechada era mais ensurdecedor do que qualquer grito. Levantei-me, desculpando-me com Lana, e caminhei até a varanda. O ar fresco da tarde não era sufi
Última atualização : 2026-06-17 Ler mais