“Eu quero dormir agora”, disse, a voz mais baixa, mesmo com tudo tremendo por dentro. Fiz uma pausa breve antes de completar, quase em um sussurro carregado de ironia: “Se me for permitido.”O silêncio que se seguiu não foi imediato, mas quando veio, pareceu ocupar todo o quarto. Eu sentia o olhar dele nas minhas costas, pesado, insistente, e cada segundo que passava tornava aquilo mais difícil de ignorar. Ainda assim, não me virei. Ele permaneceu ali por tempo suficiente para que a ausência de resposta se tornasse uma resposta por si só. Então, sem dizer mais nada, ele se moveu. O som dos passos atravessou o quarto, seguido pelo ranger curto da porta sendo aberta, e, um instante depois, o impacto seco da madeira batendo com for&ccedi
Última atualização : 2026-04-04 Ler mais