No escuro do quarto, Juliana rolava na cama, a cabeça a mil por hora. Onde será que a Melissa teria levado o Cláudio àquela hora? Na casa deles ou no apartamento dela?Pensando bem, o fato da outra morar no mesmo condomínio com certeza tinha o dedo dele. Afinal, facilitava horrores na hora de dar carona pro trabalho todo santo dia.E pensar que, por tanto tempo, ela confundiu aquelas sobras de gentileza com amor. Que ilusão. Cláudio não dava só carinho para a ex. Dava grana, dava apoio, protegia a mulher com unhas e dentes... Entregava de bandeja tudo aquilo que a sua própria esposa nunca chegou a sentir o cheiro.Se fosse pra falar de título, o de "Sra. Santos" não valia um centavo. No jantar daquela noite, o cara nem teve a decência de assumir que era casado. Zero peso na consciência. E ainda teve a audácia de jogar a culpa nela, dizendo que ela era a mentirosa da história.Quem estava enganando quem, afinal de contas?Com um nó na garganta, Juliana apertou os olhos, se proibindo de
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