Matteo cambaleou para trás, a coluna batendo contra a parede fria. O arrependimento esmagava seu peito, roubando-lhe o ar.Ele invadiu o escritório como um homem possuído e chutou a mesa.Papéis, laptops, vidro tudo caiu no chão.Molduras se estilhaçaram, e seu reflexo distorcido se fragmentou nos cacos.— Encontrem ela! Fechem toda San Calvino! — ele gritou, as veias do pescoço saltando. — Virem essa maldita cidade do avesso. Eu quero ela de volta!Seus homens nunca o tinham visto daquele jeito. Cabeças baixas, se moveram rapidamente.Matteo socou a parede. O sangue manchou seus nós dos dedos.Três dias e três noites.Todos os aeroportos, portos e estações foram vasculhados.Nada.Arianna tinha desaparecido.Matteo estava diante da janela, observando o trânsito passar lentamente, quando seu celular vibrou.Lucia.— Matteo... minha barriga está doendo... — A voz dela tremia, cheia de lágrimas falsas.Ele franziu a testa, pronto para desligar — então lembrou do bebê. Acabo
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