Um mês. Trinta dias desde que Nathan me beijou sem precisar de plateia. Trinta dias desde que paramos de fingir, embora ninguém tivesse se dado ao trabalho de avisar oficialmente o contrato. E, sinceramente, eu estava começando a achar que aquele documento precisava de um advogado, um psicólogo e, talvez, uma intervenção divina. Porque minha vida tinha mudado completamente. Eu acordava abraçada a Nathan. Tomava café com ele. Discutia com ele sobre coisas ridículas, como a quantidade de tempero que deveria ir em um molho ou o fato de ele considerar organizar a despensa uma atividade relaxante. E, em algum momento entre uma discussão e outra, tinha começado a beijá-lo sempre que sentia vontade. O que era um problema sério. Principalmente porque eu sentia vontade o tempo inteiro. Naquela segunda-feira, por exemplo, eu estava atrasada. Muito atrasada. E Nathan, em vez de colaborar, estava encostado na bancada da cozinha, tomando café como se não existisse uma agenda esperando
Última actualización : 2026-10-16 Leer más