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Capítulo 81

Autor: Ell Marioti
last update Fecha de publicación: 2026-10-15 00:01:10

O silêncio do quarto ganhou um peso diferente, preenchido apenas pelo som suave da nossa respiração acelerada. A iluminação fraca do abajur desenhava sombras quentes na parede, criando um refúgio acolhedor onde a ironia de instantes atrás começava a ceder espaço para uma entrega absoluta.

Nathan deslizou as mãos lentamente pelas minhas costas, descendo até a minha cintura. Cada centímetro do toque dele deixava um rastro elétrico na minha pele. Passei as mãos por seus ombros, livrando-o do pal
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  • Contrato de Casamento (e Outras Furadas)   Capítulo 85

    Passei a noite inteira tentando convencer a mim mesma de que aquele e-mail não mudaria nada. Foi inútil. A mensagem continuava na minha cabeça, repetindo-se como uma música irritante que eu não conseguia desligar. Você tem três dias. Três dias para abandonar Nathan antes que alguém expusesse a verdade sobre o nosso noivado. Três dias para decidir se eu seria capaz de continuar ao lado dele sabendo que, a qualquer momento, alguém poderia destruir tudo o que ele havia construído. E o pior era que eu não sabia quem estava por trás da ameaça. Nem se aquela pessoa realmente tinha provas. Mas tinha o contrato. O contrato que deveria ter terminado muito antes de eu me apaixonar pelo homem que o assinou comigo. Na manhã seguinte, acordei com o braço de Nathan ao redor da minha cintura e o rosto dele escondido perto do meu pescoço. Por alguns segundos, permiti-me esquecer tudo. Virei devagar para observá-lo. Dormindo, ele parecia mais jovem. Menos sério. A expressão rígid

  • Contrato de Casamento (e Outras Furadas)   Capítulo 86

    Eu queria me lembrar daquela noite pelo resto da vida. Não como a última antes de partir, nem como a noite em que escolhi deixar para trás o homem que amava. Queria me lembrar dela como se ainda houvesse um amanhã esperando por nós. Por isso, quando Nathan chegou em casa, fiz questão de recebê-lo na porta. Ele mal teve tempo de tirar as chaves do bolso antes que eu me aproximasse, segurasse seu rosto entre as mãos e o beijasse. Nathan pareceu surpreso por um segundo. Depois, sorriu contra minha boca e me envolveu pela cintura. — Ora, ora. — Ele se afastou apenas o suficiente para me olhar. — Se eu soubesse que seria recebido assim, teria saído do trabalho mais cedo. — Você já sai cedo demais. — Eu sou o dono da empresa. — E eu sou a pessoa que impede você de transformar sua agenda em um desastre. Ele riu e me deu outro beijo. — Sentiu minha falta? A pergunta era simples. A resposta, não. — Mais do que você imagina. O sorriso dele se suavizou. Nathan

  • Contrato de Casamento (e Outras Furadas)   Capítulo 84

    Eu gostava das minhas manhãs. Gostava do café que Nathan deixava pronto para mim, dos beijos roubados antes de sairmos de casa e até das mensagens que ele enviava do outro lado do escritório quando queria minha atenção sem precisar admitir que estava com saudade. Naquela manhã, por exemplo, eu tinha acabado de me sentar à minha mesa quando meu celular vibrou. Nathan: Você esqueceu uma coisa em casa. Franzi a testa. Lily: Minha bolsa está aqui. Meu celular também. E tenho certeza de que estou usando calças. Nathan: Eu estava falando do meu beijo de despedida. Mordi o lábio para não sorrir feito uma adolescente. Lily: Você me beijou na cozinha. Nathan: Insuficiente. Lily: Vou registrar uma reclamação formal contra o CEO. Nathan: Pode trazer pessoalmente à minha sala. Revirei os olhos, sorrindo. Aquele homem era impossível. E eu estava tão apaixonada por ele que começava a achar que precisava de ajuda profissional. Abri meu computador, organizei os compromissos da manhã e

  • Contrato de Casamento (e Outras Furadas)   Capítulo 83

    Um mês. Trinta dias desde que Nathan me beijou sem precisar de plateia. Trinta dias desde que paramos de fingir, embora ninguém tivesse se dado ao trabalho de avisar oficialmente o contrato. E, sinceramente, eu estava começando a achar que aquele documento precisava de um advogado, um psicólogo e, talvez, uma intervenção divina. Porque minha vida tinha mudado completamente. Eu acordava abraçada a Nathan. Tomava café com ele. Discutia com ele sobre coisas ridículas, como a quantidade de tempero que deveria ir em um molho ou o fato de ele considerar organizar a despensa uma atividade relaxante. E, em algum momento entre uma discussão e outra, tinha começado a beijá-lo sempre que sentia vontade. O que era um problema sério. Principalmente porque eu sentia vontade o tempo inteiro. Naquela segunda-feira, por exemplo, eu estava atrasada. Muito atrasada. E Nathan, em vez de colaborar, estava encostado na bancada da cozinha, tomando café como se não existisse uma agenda esperando

  • Contrato de Casamento (e Outras Furadas)   Capítulo 82

    A primeira coisa que percebi ao acordar foi que estava quente demais. A segunda foi que eu não conseguia me mexer. A terceira… Bem, a terceira foi que Nathan tinha uma perna jogada sobre as minhas, um braço ao redor da minha cintura e o rosto perigosamente próximo do meu pescoço. Fiquei imóvel por alguns segundos. Não porque estivesse desconfortável. Muito pelo contrário. O problema era que eu poderia me acostumar com aquilo. Com o calor dele, com a respiração tranquila contra minha pele, com a mão que repousava na minha cintura como se aquele fosse exatamente o lugar onde deveria estar. E eu não tinha a menor ideia do que fazer com essa informação. Virei o rosto devagar. Nathan estava dormindo. Sem a expressão séria que costumava carregar no escritório, sem a postura impecável, sem aquela arrogância irritante que fazia qualquer reunião parecer um interrogatório. Parecia mais jovem. Mais tranquilo. E absurdamente bonito. Que injustiça. Eu precisava de um mecanismo leg

  • Contrato de Casamento (e Outras Furadas)   Capítulo 81

    O silêncio do quarto ganhou um peso diferente, preenchido apenas pelo som suave da nossa respiração acelerada. A iluminação fraca do abajur desenhava sombras quentes na parede, criando um refúgio acolhedor onde a ironia de instantes atrás começava a ceder espaço para uma entrega absoluta. Nathan deslizou as mãos lentamente pelas minhas costas, descendo até a minha cintura. Cada centímetro do toque dele deixava um rastro elétrico na minha pele. Passei as mãos por seus ombros, livrando-o do paletó, que caiu sem cerimônia no chão, seguido logo em seguida pela gravata que eu tanto havia segurado. Ele se afastou um milímetro, os olhos escuros fixos nos meus, varrendo cada detalhe do meu rosto com uma intensidade que fazia meu estômago dar voltas. — Você tem certeza? — a voz dele veio baixa, num sussurro rouco que arrepiou minha nuca. — Nathan — sorri fraco, deslizando os dedos pelos cabelos macios da nuca dele, puxando-o para mim —, se você fizer mais uma pergunta burocrática, eu vou

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