Beatriz já estava bem bêbada, com os olhos úmidos e o olhar desfocado. Achou graça na conversa e respondeu sem pensar, a voz amolecida pelo álcool:— Já. Eu quero.Marcelo preparava a carne para as duas e tinha uma fatia presa na pinça. Ao ouvir a resposta, interrompeu o movimento.Beatriz pareceu considerar a ideia e perguntou, ainda embriagada:— Então, se eu casar com o Marcelo, a gente vira uma família? Vamos poder morar juntas?Isadora assentiu com entusiasmo.— Claro! A gente fica no mesmo quarto, e o Marcelo dorme com o Neve. Perfeito!Um sorriso bobo se abriu no rosto de Beatriz.— Que ideia boa.Ao lado delas, Marcelo não sabia se ria ou lamentava.As duas brindaram mais uma vez, empolgadas. Pouco depois, vencidas pela bebida, acabaram debruçadas sobre a mesa.Marcelo observou a cena e esfregou a testa, resignado. Primeiro, acomodou Isadora no quarto de hóspedes. Depois, ajudou Beatriz, que estava ainda mais bêbada, a subir até a suíte principal.Ele ajeitou Beatriz na cama
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