Ele avançou mais um passo e baixou a voz:— Já guardei sua cara. Pode esperar. Você ainda vai se arrepender.A expressão feroz fez um frio percorrer o corpo de Beatriz.Nunca imaginara que tentar ajudar acabaria assim: o ladrão sem punição, ela sem apoio e ainda recebendo ameaças sem qualquer disfarce.Sob o olhar hostil do homem, ela tentou disfarçar o medo e manter a calma enquanto saía depressa da feira.Não tinha ido longe quando voltou a sentir que era observada.Atrás dela, passos continuavam no mesmo ritmo, sem pressa.Alguém estava seguindo seus movimentos.Assustada, Beatriz entrou pelas ruas e vielas, tentando despistar quem vinha atrás, mas acabou se perdendo.Quanto mais andava, mais afastado o lugar parecia. O calçamento se estreitava entre muros altos, e o silêncio aumentava.Os passos, porém, estavam cada vez mais próximos.Ela acelerou até começar a correr. Ao entrar numa passagem lateral, percebeu, desesperada, que não havia saída.Parou de repente e se virou, tremend
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