Daniela não sabia exatamente por quê, mas, ao ouvir Diego chorando, o instinto materno falou mais alto.Ela ergueu a mão, acariciou de leve as costas dele e tentou acalmar a criança com uma voz suave:— Não tenha medo. Aqui ninguém vai bater em você.— Papai... — Diego gritou, abrindo os olhos de repente.Ele avançou direto para os braços de Daniela.— Estou com medo... Papai, me salva, estou com medo, não bate em mim...Daniela não esperava que ele fosse avançar daquela forma. Hesitou por um instante, mas a mão que estava suspensa acabou pousando devagar sobre a cabeça dele.Ela acariciou a cabeça de Diego com suavidade.— Fica tranquilo. Foi só um sonho, já passou.Com o carinho de Daniela, ele voltou a dormir.Mas, mesmo dormindo, os bracinhos continuavam agarrados a ela com força.Daniela tentou afastar o menino, mas, assim que ela fez um movimento, Diego estremeceu e murmurou:— Não bate em mim.Era impossível não sentir compaixão vendo aquela cena.Viviane, parada ao lado, solto
Ler mais