VICENTE LANCASTERO velho não desistiu fácil, preciso admitir. Assim que levantei o travesseiro, os olhos dele se abriram. — O que você faz aqui, seu monstro? — ele perguntou, tentando se sentar na cama. — Eu vim cobrar a minha dívida, velho inútil. — respondi com um sorriso diabólico. — Chegou a sua hora. Quando pressionei o travesseiro contra o rosto dele, ele começou a se debater na cama. — Lute, velho! Vamos, lute! — sussurrei, rindo da fraqueza dele. — Cadê a pose de herói agora? As mãos dele agarraram os meus braços. Ele tentava me arranhar, tentava afastar o travesseiro do próprio rosto, soltando ruídos abafados de desespero por causa da falta de oxigênio. Aos poucos, os movimentos foram ficando mais lentos. As mãos dele soltaram os meus braços e caíram sobre o colchão. O peito finalmente parou de subir e descer. Ele estava completamente morto. Tirei o travesseiro do rosto dele e sorri, sentindo a sensação do poder correr pelas minhas veias. — Que sua alma descanse em p
Última atualização : 2026-07-11 Ler mais